terça-feira, 21 de julho de 2009

"A RODA DA VIDA" (Livro)



Este livro é a autobiografia da autora.

Nasceu na Suíça e contrariando seu severo pai, não aceitou o que ele havia ordenado para seu futuro: ser ajudante dele em seu escritório.

Desejava tornar-se médica. Seu primeiro emprego foi como empregada doméstica, depois como ajudante num laboratório, do qual se licenciou para ajudar como voluntária na reorganização da Polônia após a II Guerra Mundial. Era uma terra sem alimentos, sem remédios, bastante destruída pelo intenso bombardeio, com muitas pessoas que perderam parentes, doentes e esfomeadas. Ajudava da maneira que podia visto que não haviam recursos.

Às vezes como cozinheira ou enfermeira, outras fazia o papel dos médicos que não existiam. Descobriu como a melhora dos pacientes poderiam acontecer apenas com carinho, atenção e amorosidade. Era a única coisa que ela podia oferecer.

No campo de concentração que exterminou milhares de pessoas encontrou muitos desenhos de borboletas. Tais desenhos ela entendeu que seriam representações da morte, pois a borboleta é aquela que passou por uma transformação, nascida de uma lagarta que se encasula.

Formou-se em medicina e casou-se com um americano. Foi morar no EUA. Especializou-se em psiquiatria.

Ao trabalhar numa clínica com sua amorosidade conseguiu fazer com que a grande maioria dos pacientes internados conseguissem manter suas vidas em suas próprias casas, sem necessitarem de internação.

Começou intuitivamente a cuidar dos pacientes que estavam para morrer percebendo o quanto a comunidade médica tinha dificuldades em lidar com a morte e o morrer. Passou a levar seus paciente a conferências, para dar testemunhos do que sentiam estando à beira da morte e de como poderiam ser ajudados nestes momentos. Suas conferencias eram lotadas e por isto teve muitos adversários que achavam que ela explorava os pacientes. Mas, isto não a demoveu destas conferências, que ajudavam aos próprios pacientes e aos ouvintes.

Encontrou em suas pesquisas que as pessoas passavam por estágios semelhantes ao serem confrontadas com a sua própria morte iminente. O primeiro era o choque e a negação, depois vinham a raiva e o rancor e finalmente a mágoa e a dor. Mais tarde, negociavam com Deus. Depois, ficavam deprimidos, perguntando: “Por que eu?” E, por fim, retraíam-se por algum tempo, afastando-se dos outros enquanto buscavam alcançar um estado de paz e aceitação ( não de resignação, que ocorre quando não têm com quem partilhar as lágrimas e a raiva).

Também estudou as pessoas que haviam passado por procedimentos de ressuscitamento para estudar o que haviam vivenciado durante os momentos que estavam clinicamente mortas. Seus estudos mostraram que existiam quatro fases distintas no processo de morrer: Na fase um as pessoas flutuavam para fora de seus corpos; na fase dois encontravam-se com anjos, guias que os reconfortavam, ou com familiares. Podiam se deslocar na velocidade do pensamento. Na fase três guiados por seu anjo passavam por algo como um túnel, portão, ponte... e viam uma luz brilhante. Um amor incondicional. Sentiam entusiasmo, paz. Alguns diziam que viam o Buda ou Cristo. Na fase quatro estariam na presença da fonte superior que alguns chamaram de Deus.Vivenciavam uma sensação de unidade. Passavam por uma revisão de suas vidas. E tinham uma lição final, que era o amor incondicional.

Passou a cuidar de pacientes que contraíram AIDS. Foram muitas adversidades com os moradores da sua cidade em função do desconhecimento e do medo pela doença tão mortífera. Teve até mesmo sua casa criminosamente incendiada, tendo perdido todos os bens móveis, memórias e relíquias que possuía.

Durante anos se dedicou a fazer workshops. Neles trabalhava as emoções dos indivíduos referente ao medo de perder; morte ou outros tipos de perdas.

Todo seu trabalho foi feito com profundo respeito pelo ser humano e pela dor que sentiam e também com muita amorosidade.

Teve experiências de entrar em contato com entidades espirituais. Foi um período em que um casal lhe possibilitava fazer contato com seres que a esclareciam fatos. Porém, o médium usava seus poderes erradamente, o que fez Elizabeth se afastar deles.

Entrou numa experiência de Consciência Cósmica, na qual após sentir mil mortes, com muitas dores e sofrimento, entrou num estado de paz e tranqüilidade. Via as estruturas de das coisas, seu corpo vibrava e ela via suas moléculas. Via muito distante como se fosse perto. Fundiu-se com uma luz, quando ouviu o termo Shanti Nilaya, que posteriormente veio descobrir significar em sânscrito: morada final da paz.

Dois derrames acabaram por paralisar um lado de seu corpo e a fizeram ir morar em outro local, perto de seu filho.

Acreditava que devíamos aprender a perdoar e a amar a nós mesmos. Que o fato de estar naquele estado de paralisia dependendo dos outros era seu aprendizado de paciência e submissão. Não acreditava que os métodos de Kevorkian, que tira a vida das pessoas prematuramente apenas porque estão sentindo dor ou desconforto, seriam válidos porque retirava a oportunidade delas aprenderem as lições que precisavam aprender nesta vida.



Escrito por: Elisabeth Kübler-Ross
http://www.mariogarrote.psc.br/index.php/resumos-de-livros/15-a-roda-da-vida

Imagem: Internet


Um comentário:

Jeanne disse...

A principio não gosto de biografias, mas este livro me deixou muito curiosa, porque esta mulher é um exemplo de vida.
As questões da morte, da maneira como ela aborda, são importantes demais, a gente não se prepara para este momento.
Beijos