domingo, 23 de dezembro de 2012

Prece de Caritas




"Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade! 

Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso. 

Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!

Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor,  para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre.

Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.

Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas  fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. 

E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.

Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.

Assim Seja.




A prece, denominada De Cáritas, tem sido querida e contritamente orada por várias gerações de espíritas.

CÁRITAS era um espírito que se comunicava através de uma  das grandes médiuns de sua época - Mme. W. Krell - em um grupo de Bordeaux (França), sendo ela uma das maiores psicografas da História do Espiritismo, em especial por transmitir poesia (que se constitui no ácido da psicografia), da lavra de Lamartine, André Chénier, Saint-Beuve e Alfred de Musset, além do próprio Edgard Allan Poe. Na prosa, recebeu ela mensagens de O Espírito da Verdade, Dumas, Larcordaire, Lamennais, Pascal, e dos gregos Ésopo e Fenelon.


A prece de Cáritas foi psicografada na noite de Natal, 25 de dezembro, do ano de 1873, ditada pela suave Cáritas, de quem são, ainda, as comunicações: "Como servir a religião espiritual"e "A esmola espiritual".


Todas as mensagens que Mme. W. Krell psicografada em transe, e, que chegaram até n;os, encontram-se no livro Rayonnements de la Vie Spirituelle, publicado em maio de 1875 em Bordeaux, inclusive, o próprio texto em francês (como foi transmitido) da Prece de Cáritas."

domingo, 21 de outubro de 2012

Um Momento Crucial



"A Terra está passando por uma transição na qual energias cósmicas mais potentes e puras começam a permeá-la e a afastar forças negativas que por milênios estiveram aqui instaladas.

Conscientemente ou subconscientemente todos sabem de que se trata quando ouvem falar nessa transição e logo pressentem algo que transformará toda a superfície do planeta. Sentem tensão, temor ou depressão à medida que seus antigos valores vão decaindo. Sobretudo nas metrópoles a decadência das bases desta civilização assume grandes proporções, destruindo o ânimo, a harmonia e o equilíbrio, impedindo que haja paz entre os seres e no interior de cada um.

Mas é possível estar diante desta transição planetária de forma inteligente, não como vítima, mas como colaborador das energias superiores, radiantes e luminosas que começam a se implantar. Para isso, importa saber que os pensamentos e as emoções estão em geral mergulhados nesse contaminado campo coletivo de tensão e conflito e que, portanto, não são confiáveis.

O primeiro passo é o de tomar consciência de que no próprio ser há um núcleo que está acima dos pensamentos normais e das emoções, um núcleo de harmonia estável, que não se deixa abalar por nenhuma situação externa. Trata-se de aspirar ao contato e à identificação com esse núcleo.

O segundo passo é o de aprender a frear a mente para impedir sua tendência a envolver-se com os estímulos desarmonizadores que recebe. Esses dois passos — o do reconhecimento do núcleo de paz interior e o do controle da mente — são fundamentais. Ante qualquer situação conflituosa, esses passos têm grande valor.

Outro passo essencial é o de não deixar que a inércia se implante no ser. A tensão e a depressão enfraquecem o corpo de energias, o chamado corpo etérico que, se estiver desvitalizado, leva a pessoa à apatia. É indispensável o correto uso da vontade e a realização de atividades evolutivas. Pessoas que estejam passando pelo assédio de forças psíquicas desordenadas ou que tenham sido abaladas por algum choque ou perda não deveriam isolar-se, nem confirmar esse estado, mas sim ir ao encontro de atividades que possam beneficiar os demais.

A higiene, a ordem e a harmonia em si próprio e no ambiente são mais importantes do que se pensa, pois evitam o ingresso em estados de caos. Mantê-las é uma espécie de medida preventiva, profilática, que não deve faltar, dado que as forças conflituosas dos níveis psíquicos se sustentam com essas desarmonias. Além disso, diante de instabilidades emocionais ou mentais, o relacionamento com o alimento se desestabiliza: a pessoa tanto pode passar a comer em demasia, na tentativa de compensar a desvitalização — o que não resolve, pois sua causa não é física —, quanto pode perder o apetite, por causa da apatia e do desinteresse pela vida. Em quaisquer circunstâncias, a alimentação simples, sem condimentos excessivos, contribui para a regularização dos ritmos orgânicos.

É também fundamental manter sempre a própria independência quanto às opiniões e às idéias circulantes, que em geral só confundem; exemplo disso é a ansiedade que se instala em razão da crença de que a saúde do corpo se perde se não se dorme bem. Se a pessoa não consegue dormir, em vez de se deixar levar por essa ansiedade ou pela angústia, deveria usar criativamente o tempo, realizando alguma tarefa útil e assim buscando disciplinar a atividade mental. Quando desordenada, é ela a principal causa de insônia.

Um poderoso auxílio no restabelecimento do equilíbrio é ouvir peças musicais inspiradas. Obras de qualidade elevada são capazes de reorganizar as energias da pessoa e podem ser curativas, tanto quanto uma boa leitura.

Essas sugestões são preliminares para viver em paz interior e com sabedoria a época atual. Quando alguém as adota com determinação, pode canalizar e irradiar as energias do porvir num mundo que hoje está desorientado.

Enfim, a fé, a autodisciplina e a ausência de especulações mentais levam ao contato com a vida interior, encontro que não pode ser adiado nos tempos que correm."




Extraído do Boletim de Sinais

Numero 1 - Janeiro a Março de 1999.
Imagem: Internet

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Auto-Estima --- Pessoas Tóxicas Fazem Mal À Saúde


Se depois de estar com certas pessoas, você se sente sem energia e desgastado(a), cuidado. Pessoas tóxicas não apoiam seus planos de vida e não se importam com que o faz feliz. Sugam energia e atacam sua autoestima. O melhor a fazer é se afastar desses tipos.
Jael Coaracy
Examine sua vida
 
Pode ser que você esteja cercado(a) de pessoas  que que constantemente  criticam seu modo de agir, o sufoquem com suas carências e necessidades, critiquem seus pontos de vista , aproveitando qualquer oportunidade para atacar sua autoestima. 
 
Essas pessoas têm a mira apontada para a sua vulnerabilidade. Podem agir sutilmente,  disfarçando suas estratégias de ataque.  Ou, se colocam ostensivamente,  agredindo  o outro com palavras e atos.
 
 
O confronto necessário
 
O medo pode impedir que você se confronte com pessoas tóxicas, quando essas fazem parte da sua família, ou participam diretamente da sua vida. 
 
Quem sente necessidade imensa de aprovação e aceitação das outras pessoas também pode ficar prisioneiro de pessoas tóxicas, por não conseguir cortar  vínculos, mesmo quando esses  fazem mal a si mesmo.
 
 
Reconhecendo pessoas tóxicas
 
Em geral, são indivíduos que fazem com que você se sinta  errado(a) , despertando sentimentos de culpa  e fazendo com que seus desejos e decisões pareçam falhos e inadequados.
 
Identificando pessoas tóxicas. Vamos ver, a seguir, algumas características que ajudam a identificar pessoas tóxicas:
 
- Gosto pela intriga
 
Esse tipo não gosta de ver as pessoas a sua volta se dando bem entre si.
 
Sua necessidade doentia de ser o centro das atenções, faz com que lance mão da fofoca e da mentira  para causar constrangimentos  ao outro. Não suporta  ver a harmonia entre os que estão a sua volta. Por isso, se tornam perigosas e podem  caluniar a difamar sem a menor culpa.
 
-  Exigentes e cobradores
 
São pessoas que não aceitam a idéia de que cada um tem direito a escolher como quer viver sua vida. Quando estão na posição de autoridade, perseguem  os que não pensam como elas.
 
Punem  o outro emocionalmente quando não são atendidos em suas exigências e cobram  o tempo todo.  A convivência com esse tipo  faz com que você se sinta eternamente culpado e em dívida.
 
 
- Carentes
 
Essas pessoas acham que você tem que atender suas necessidades infindáveis de amor e de atenção. Estão sempre em busca de conselhos, apoio, informação, ou o que quer que  os fará sentir melhor naquele momento.
 
São sugadores de atenção e  só se interessam em falar sobre si mesmos. Costumam alugar os ouvidos e falar ininterruptamente, despejando em você seu lixo emocional. Esse tipo costuma se colocar como coitadinho. 
 
O carente sugador é um dos tipos mais exaustivos de pessoas tóxicas.
 
 
- O acusador
 
Essas pessoas  culpam os outros por seus fracassos.
 
Nunca se responsabilizam pelo que lhes acontece. Ao contrário, estão sempre acusando e apontando o dedo para o que você fez e não devia ter feito. Ou, ao contrário, acusando-o do que você não fez e deveria ter feito.
 
 
- O egocêntrico
 
Esse tipo de pessoa  costuma ter carisma e fazer sucesso socialmente. Na intimidade, só se preocupa com seu bem estar. 
Quando algo o contraria, ou não atende aos seus desejos, reage agressivamente.  O egocêntrico acha que o mundo deve funcionar para atendê-lo. 
 
 
- O crítico feroz
 
Esse tipo se acha superior e dono da verdade.
 
São pessoas prontas para fazer com que você se sinta culpado por tudo o que não corre exatamente como o previsto. 
 
Estão constantemente apontando suas falhas, e zombam da suas dificuldades sem se importar com seus sentimentos.
 
Costumam ser desgastantes e usam a conversação como um rinque de luta  com o objetivo de derrubar você a  fim de se sentirem vitoriosas.
 
 
Estabelecer e manter relacionamentos  saudáveis  é uma construção que demanda investimento de energia. Dar e receber é um dos princípios fundamentais das relações gratificantes. 
 
Portanto, escolha suas companhia cuidadosamente.  E lembre-se que os relacionamentos que mantém com outros, refletem o seu relacionamento com você.




Fonte:
http://www.vaidarcerto.com.br/site/artigo.php?id=830&/desenvolvimento-pessoal/auto-estima/autoestima--pessoas-toxicas-fazem-mal-a-saude





sábado, 21 de julho de 2012

Respiração e Saúde


Você sabia que a respiração correta desempenha um grande papel na nossa qualidade de vida?

Uma respiração longa e profunda alimenta e dá energia ao corpo, além de ajudar na eliminação de toxinas. Ou seja, quem respira corretamente tem saúde.

No nosso dia-a-dia, entretanto, só há espaço para a respiração rápida. E assim as pessoas só respiram o ar suficiente para se manter vivas.

Sem falar que muita gente hoje não respira pelo nariz, mas pela boca, por causa da obstrução nasal. Pudera: a alimentação é rica em massa, queijo, leite e açúcar refinado. Resultado: esses alimentos fazem você produzir muco (catarro), que vai se armazenando nas vias respiratórias e dificulta a respiração.

Em outras palavras, a maioria das pessoas não modifica nem 10% do ar dos pulmões. Como conseqüência, falta oxigênio e o corpo fica carregado de gases tóxicos, que em contato com o sangue ocasionam diversos males, como enxaqueca, dor de cabeça, cansaço crônico e falta de libido.

A solução é aliar o corre-corre cotidiano com uma vida saudável, procurando comer mais alimentos vivos, como sucos e vegetais frescos, fazendo exercício físico, mental e, claro, respirando – pelo nariz, e não pela boca.


COMO RESPIRAR CORRETAMENTE

  • Respire profunda e lentamente, pelo nariz, com a boca fechada, até encher completamente o pulmão de ar. Isso leva em torno de cinco segundos. Solte o ar lentamente, até esvaziar totalmente os pulmões, e repita o processo pelo menos cinco vezes.
  • Essa é a respiração correta – você enche o pulmão de ar até não agüentar mais e, com o auxílio dos músculos da barriga, empurra o ar para fora.
  • Concentre-se na respiração e veja que todo o abdome é usado para expelir o ar dos pulmões.
  • Faça também a respiração tampando uma das narinas de cada vez.
  • Pratique essa respiração a qualquer hora, ao menos uma vez por dia. Antes de dormir ela acalma, relaxa. Pela manhã, ao acordar, ela clareia a mente.
  • Caminhe de vez em quando em um espaço arborizado e aproveite para praticar a respiração profunda.
  • Mesmo no trabalho, separe um tempinho para praticar a respiração profunda, alongando a coluna e levantando os ombros. Mantenha sempre a postura ereta, para facilitar a respiração profunda.
  • Relaxe a musculatura. Assim você vai conseguir respirar mais profundamente.




    Fonte:

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Você Carrega O Mundo Nas Costas?



'Não somos o centro das atenções, e o universo não gira ao nosso redor. Somos um ponto, um ponto único, significativo, mas cuja maior importância é contribuir no conjunto da obra que é a vida. Assumir mais que isso é carregar um peso desnecessário nos ombros'

"Na mitologia encontramos muito material para reflexão sobre nossas próprias atitudes. Na mitologia grega, por exemplo, encontramos a figura de Atlas, um dos titãs que foi vencido por Zeus e seus aliados (as energias do espírito, da ordem, do Cosmos). Todos os titãs vencidos nesta batalha foram condenados eternamente ao Tártaro (equivalente ao inferno judaico-cristão), mas Atlas foi condenado a carregar o 'mundo' nas costas por toda a eternidade.

Essa alegoria mitológica nos leva a perceber que sempre que desrespeitamos as forças que harmonizam a vida, sofremos a consequência de carregar nosso próprio mundo nas costas.
Começamos a 'carregar o mundo nas costas' a partir do momento em que nos colocamos como o centro do mundo. É nesta inversão de papéis que nós cometemos nossos maiores erros.

Queremos ser responsáveis por tudo, moldar o mundo à nossa vontade e, não raro, começamos a carregar também 'o mundo dos outros' nas costas, por acreditar que somos os alvos de todas as ações que provêm das outras pessoas.
Se você vem experimentando muito sofrimento e realmente deseja mudar esta situação, pare imediatamente de pensar que tudo o que acontece à sua volta está relacionado a você! Você não é o centro do mundo, nem o centro das atenções. Mesmo as pessoas de vida pública e celebridades são muito menos o centro das atenções do que pensam e gostariam de ser.


Uma vez uma pessoa me procurou no final de uma de minhas palestras e disse:

- 'Hilsdorf, eu tenho um problema muito grande, onde quer que eu entre as pessoas estão sempre olhando direto para mim'!
Eu perguntei a ela:
- 'Como você saberia que estas pessoas estão olhando direto para você, se você não estivesse olhando direto para elas'?


Da mesma forma, muitas pessoas reclamam que os outros estão sempre rindo dela, falando sobre ela, criticando-a...

Um momento: Será que o único foco de interesse disponível é você? Quando as pessoas riem na sua presença, este riso sempre significa deboche? Você tem certeza disso?

Passo muito tempo em aeroportos, nas idas e voltas das minhas palestras. Sempre que algum cantor ou artista conhecido da mídia se encontra na sala de embarque surgem muitos risos. Estes risos logo depois se transformam em pedidos de fotos e autógrafos, não eram risos de deboche.

Com as pessoas que não são conhecidas através da mídia, acontecem coisas similares. Diversas vezes já vi rapazes rindo entre si ao comentarem a beleza, o charme ou a sensualidade de uma bela jovem na sala de embarque. Presenciei várias vezes o mesmo fato quando um homem muito bonito era apreciado por mulheres empolgadas com sua presença.


Risos não são e jamais foram expressão universal de deboche. O fato é que a baixa auto-estima faz com que as pessoas interpretem fatos positivos como ameaças!
Exatamente como esse rapaz que se sentia observado só porque ele mesmo estava observando os outros, muitas pessoas sofrem por razões semelhantes todos os dias.
Em uma peça de teatro, em uma novela ou em um filme, encontramos uma personagem central, a protagonista. 
A protagonista é aquela que 'agoniza', sofre por todos. Toda a trama se origina ao seu redor e reflete suas dores e alegrias.

Embora sejamos a personagem central de nossas vidas, não devemos com isso acreditar que somos a personagem central na vida dos outros. Não precisamos 'agonizar', sofrer, como se tudo ocorresse por nossa causa ou sob nossa responsabilidade. As coisas nem sempre são a nosso respeito!

Como seres humanos, temos a tendência de pensar que as reações dos outros refletem algo que nós fizemos a eles.

Por isso, acabamos agindo como se fôssemos sempre os protagonistas de todas as vidas ao nosso redor. Se você cumprimenta um amigo ou colega de trabalho e ele responde de maneira fria, indiferente ou até grosseira, você começa a pensar: O que foi que eu fiz a ele, para ele me tratar assim?

Você não precisa ter feito absolutamente nada. A reação da outra pessoa pode ser fruto de problemas pessoais, problemas de saúde, preocupações, problemas com outras pessoas ou um aborrecimento que tenha ocorrido poucos segundos antes de você chegar. Simplesmente, não tem nada a ver com você!


Colocar-se no centro de todas as situações não é uma prática saudável, cria problemas inexistentes. Agir assim, quase sempre, demonstra megalomania e/ou baixa auto-estima. Essa postura só causa problemas.
Da próxima vez que alguém reagir de maneira negativa e inesperada à sua chegada, ou a qualquer ato seu, lembre que esta pessoa pode estar passando por infinitas situações e que a reação dela pode não ter relação direta com você. Na maioria das vezes, a pessoa que reagiu mal nem percebeu ter agido assim com relação a você, ela está imersa em seus próprios problemas e “carregando o seu próprio mundo”.

Se você percebe razões concretas, evidências de que você efetivamente causou a reação, isso é natural no universo das relações, uma boa conversa pode colocar tudo de novo no lugar!

Sempre que encontrar alguém em um dia ruim (carregando o mundo nas costas), entenda que se nós temos o direito de ter um dia 'ruim' e de querermos ficar sozinhos e incomunicáveis por algum tempo, outras pessoas também têm essa necessidade. Por que negaríamos esse direito aos outros?

Não queira ser protagonista dos sofrimentos alheios. A cada um de nós basta os sofrimentos que nós mesmos, desnecessariamente criamos e os que a vida nos apresenta, como convite à reflexão e aperfeiçoamento.

Isso não é um convite à indiferença, é um convite à aceitação do outro e um alívio para nós mesmos.

Não somos o centro das atenções, e o universo não gira ao nosso redor. Somos um ponto, um ponto único, significativo, mas cuja maior importância é contribuir no conjunto da obra que é a vida. Assumir mais que isso é carregar um peso desnecessário nos ombros! É melhor carregar o peso de um “ponto” a carregar “o mundo” nas costas.

Da mesma forma que não devemos causar intencionalmente dor nos outros, não devemos assumir a dor 'particular' dos outros, como se nós a tivéssemos causado.

Seja sempre solidário com a dor do próximo, ajude o quanto puder, mas não julgue que você seja a causa e o responsável por todas essas dores. Muitas pessoas escolhem sofrer, mesmo quando não têm razões concretas para isso e exportam, com suas reações, a desarmonia interna que elas mesmas criaram.

Temos que aprender a nos libertar de nós mesmos e dessas pessoas também. Não podemos ajudar alguém que não quer ajuda e nem nos prejudicar com culpas que não temos.

Viva seu mundo ao invés de carregá-lo nas costas. Convide os outros a fazer o mesmo."




Autoria: Carlos Hilsdorf



Imagem:

lucianamelo.flogbrasil.terra.com.br 



terça-feira, 3 de julho de 2012

Não Leve Nada Para O Lado Pessoal





"Para onde quer que vá, encontrará pessoas mentindo para você. E quando sua consciência aumenta, você percebe que também mente para si mesmo. Não espere que as pessoas lhe digam a verdade, porque elas também mentem para si mesmas. Você precisa confiar mais em você e escolher acreditar ou não no que alguém lhe diz.

Quando realmente enxergamos as pessoas como elas são, sem levar para o lado pessoal, nunca poderemos ser feridos pelo que elas digam ou façam. Mesmo que os outros mintam para você, não há problema. Estão mentindo porque têm medo. Têm medo de que você descubra que eles não são perfeitos. É doloroso retirar a máscara social. Se os outros dizem uma coisa e fazem outra, você estará mentindo para si mesmo se não prestar atenção nos atos deles. Se for verdadeiro consigo mesmo vai poupar um bocado de dor emocional. Dizer a verdade a si mesmo pode magoar, mas você não precisa ficar ligado nessa dor. A cura já foi iniciada e torna-se uma questão de tempo até que as coisas melhorem para você."





Autoria: Don Miguel Ruiz
Livro: Os Quatro Compromissos - O Livro da Filosofia Tolteca -

Imagem: Internet



domingo, 1 de julho de 2012

Seguir A Intuição






"Seguir a intuição é a melhor forma de manter a conexão com a fonte de sabedoria interior e encontrar com mais facilidade o caminho do aprendizado e realização. 
Aproveite e arranje um tempo para fazer este exercício orientado por Gasparetto que vai ajudá-la a acessar esse grande aliado - o sexto sentido. 


Acalmo agora minha vida agitada, meus compromissos, minha jornada e paro para ficar comigo. Deixo de lado minhas aflições, minha ansiedade, angústias, inquisições, perguntas, luta e a busca por soluções. Fico um instante só, no aconchego gostoso que é o meu interior. No aconchego da paz. Dou a mim, a partir de agora, toda a consideração. Assumo, sobretudo, o domínio deste universo. Sou ótima como sou. Está tudo certo em mim. Enfraqueço, a partir de já, todas as mensagens negativas que ouvi a meu respeito e incorporei, sejam elas vindas de meus pais, amigos ou apenas conhecidos. Quero tirar a importância que dei a elas. Quero soltá-las, me colocando como uma obra perfeita da natureza.

Como é bom ter a liberdade de pensar por conta própria. Sinto os próprios ouvidos. Sinto-me única. O que os outros sentem são deles. Até respeito, mas não assumo. O meu é meu porque assim a vida quis. Isso é básico, real, exato. Deixo sair de mim toda a energia dos outros. Eles não têm mais forças porque eu não dou a eles mais forças. Não preciso saber o que querem, o que pensam, o que sentem. E se eles se manifestarem, ainda assim, nada disso tem a ver com a minha vida. Quem deve mudar são eles e não eu. Quem pode fazer algo por si são eles. Eu posso até colocar uma ajuda à disposição. Mas eles que se ajudem, se quiserem. E se ficarem ofendidos comigo é um direito deles. Reafirmo: não estou neles. Não assumo nenhuma crítica. 

Aproveito para liberar as dúvidas que tenho. Libero o passado e todos aqueles que me ofenderam. Desculpo as pessoas e, ao mesmo tempo, solto-me. Abro-me e liberto os outros de mim. Solto os fantasmas do passado e aquelas pessoas que, por me ferirem, guardei dentro de mim. Vou soltando porque o que os outros dizem não tem valor. O que os outros fazem não tem valor maior do que aquilo que faço. Eu não preciso reagir, pois as críticas não me afetam. Não são mais importantes. Elogios também não são importantes. À verdade, a essa sim dou valor. E essa, só eu posso conhecer por meio dos meus sentidos. É neles que vou confiar de agora em diante. 

Nesse instante, aliás, fico onde a natureza me colocou. Ou seja, na pureza, na beleza, na perfeição, na extraordionária dinâmica da individualidade e da originalidade. Na preciosidade de ser extraordinariamente única."




Autoria: Luís Gasparetto
http://somostodosum.ig.com.br/blog/blog.asp?id=09936

Imagem:
duplotriplomultiplo.blogspot.com




quinta-feira, 14 de junho de 2012

Por que temos tanto medo de amar?



"É incrível como criamos inúmeras maneiras de nos defender, de nos proteger do sofrimento. Creio que passamos a maior parte de nossas vidas criando novas e mais poderosas formas
de não nos expormos. Assumimos papéis, inventamos máscaras, palavras e trejeitos com um único objetivo: não sofrer.


Aprendemos, desde muito cedo, que o sofrimento chega quando estamos expostos, vulneráveis, abertos para o outro... e isso é verdade. E, assim, acreditamos que só há uma maneira de não sofrermos: nos fechando, nos defendendo, nos protegendo do outro... e isso é mentira! Simplesmente porque não
existe nenhuma maneira de não sofrermos.


Proteger-nos do outro é não demonstrar o que sentimos,
o quanto amamos; é não compartilhar, não “precisar”
(no sentido de admitir que desejamos intimidade com o outro).


No entanto, não nos damos conta de que enquanto nos protegemos, tornamo-nos reféns de nós mesmos, transformamos nosso próprio coração numa prisão.


Iludidos com a sensação de uma segurança que definitivamente não existe, abrimos mão da possibilidade de experimentarmos sentimentos imperdíveis! Podemos perceber que estamos
nos defendendo do amor quando usamos expressões como:
“eu gostaria que ele me desse mais carinho, mas não tenho que pedir isso!” ou “se ele não demonstra que me ama,
por que eu deveria fazer isso?”


O problema é quando norteamos nossa vida a partir do outro: “se ele não fizer isso, eu também não faço”, “se ele não disser, eu também não digo”, “se ele não demonstrar,
eu também não demonstro”! Poxa...
Que raio de contabilidade miserável é essa?


O amor não funciona desse jeito e, assim, continuaremos todos morrendo de solidão, carência, angústia e depressão!


Que tal começarmos a agir por nossa própria conta e risco?
Sim, amar é um risco, um enorme risco, mas que não inclui apenas o sofrimento. Neste pacote também está incluso o risco (absolutamente provável) de sermos correspondidos, amados, respeitados, queridos e tudo o mais que possa haver
de bom no exercício de compartilhar amor.


E aí as pessoas vêm com essa: “mas eu não estarei me desrespeitando se pedir amor, se der mais do que receber,
se me expor a esse ponto?”


E eu respondo com outra pergunta: O que é se desrespeitar?
Para mim, desrespeitar-se é fazer algo que você não gostaria
de estar fazendo ou, ao contrário, é não fazer algo que
você gostaria de estar fazendo.


Portanto, a pergunta mais importante é: o que você quer fazer? Compartilhar seu amor, dar carinho, pedir carinho, demonstrar
o que sente, falar sobre seus sentimentos?


Então, faça isso! Não desperdice sua vida à espera da
“permissão” do outro. Não meça a sua capacidade de amar
e de se expor e de se tornar vulnerável a partir do outro.


Assuma-se, admita-se e, sobretudo, acolha-se!
Vá se percebendo, abrindo-se aos pouquinhos, pedindo devagarzinho... porque assim fica
mais fácil reconhecer e respeitar seu limite.


E entenda por limite a “linha” que separa o seu desejo da sua verdadeira percepção de que já se deu o quanto gostaria de se dar. Porque, obviamente, não estou defendendo a idéia de que você passe a vida inteira se doando para alguém que não tem espaço
para te receber. No momento em que sentir que atingiu seu limite, aja com amor-próprio e recolha-se, para se dar a chance de compartilhar o seu amor com alguém que tem espaço para isso.


Enfim, minha sugestão é que paremos, de uma vez por todas, de justificar nossas atitudes
 (ou não-atitudes) a partir do outro.


Que possamos assumir, pelo menos para nós mesmos e se for o caso, que temos medo de sofrer e, por isso, preferimos não nos expor, não pedir, não demonstrar, não expressar e, tantas vezes, não amar...


Porque quando conseguirmos reconhecer
esse medo, certamente nos tornaremos mais dispostos e disponíveis para o amor.


Teremos compreendido, finalmente, que não-sofrer é impossível. Sofrer faz parte do processo de viver, é inevitável.


Mas não-amar talvez seja uma escolha ingênua e infantil, infelizmente feita por muito mais pessoas do que supomos.


A dica é: não desperdice sua energia e seu tempo
evitando a dor. Não seja refém de seus medos. Apenas aceite-os
e lembre-se de que cada um tem os seus; todos temos!


Aproveite sua vida amando tanto quanto desejar, tanto quanto sentir... e tenha a certeza de que nunca será “menos” por isso.


Muito pelo contrário, estará conseguindo ser o que todos nós desejamos: corajosamente amante!"








Autoria: Rosana Braga

Imagem:
paixaoeamor.com



Rosana Braga

domingo, 27 de maio de 2012

A fila anda --- Os tempos do abuso sentimental acabaram



"...a expressão se banalizou. Toda mundo fala e todo mundo escreve. Só nos últimos dias, deparei com “a fila anda” na capa de uma revista e numa propaganda de perfume. A metáfora pegou e parece que vai ficar no nosso vocabulário e no nosso comportamento: as filas andam mesmo, de forma cada vez mais rápida. Ninguém quer ficar parado. 
Antes de continuar, uma confissão: eu tenho dificuldade com esse tipo de andamento. Para mim a fila anda bem devagarzinho, quando anda. Às vezes fica parada por muitos anos, e é bom assim. Dá tempo de conversar, relaxar, ser feliz. Ficar sozinho, sem fila nenhuma, é meio aflitivo, mas acontece – e de vez em quando é necessário. Se você corre de uma fila para outra, ou fica preocupado em manter cheia a sua fila, acaba entediado ou perdido ou meio desesperado. Para mim não serve.

Apesar disso, reconheço virtudes na ideia de que a fila anda.
A primeira é lembrar a mim, a você e a todo mundo que os tempos do abuso sentimental acabaram. Se você não tratar as pessoas direito, elas irão embora. É simples assim. Todos têm opções e contam com o amparo das leis e dos costumes para procurar o melhor para si mesmo. A oferta afetiva é enorme. Em toda parte há gente disponível e atraente, de todos os tipos e de todas as idades. Saber que a fila anda ajuda a prestar atenção na pessoa ao nosso lado. Quem gosta cuida, diz o clichê. Mais do que nunca ele está certo. 

Outra coisa positiva na expressão “a fila anda” é que ela nos põe de frente com um aspecto inevitável da realidade: a transitoriedade de boa parte das relações. A depender da nossa idade ou do meio em que a gente vive, a fila vai andar mesmo, o tempo todo, goste-se ou não. Faz parte. Quando a gente é adolescente, acha que o primeiro amor vai durar a vida toda. Não dura. O mesmo acontece na juventude. A gente se apaixona, se desapaixona, dispensa, é dispensado, sofre, faz sofrer. A fila anda da mesma forma que a vida anda – até que algo importante a faça parar. O que há de errado nisso? Nada. 

Mas há na nossa cultura sentimental um componente masoquista que não combina com a simplicidade da fila que anda. Temos a expectativa equivocada de que todas as emoções serão eternas. Quando as coisas acabam, nos despedaçamos. Em vez de olhar para frente e tentar recomeçar, nos achamos no direito de empacar, insistir, implorar, perseguir.

Temos a vocação do melodrama. A dor inevitável das rupturas é ampliada pela sensação de injustiça. Nos achamos vítimas do outro, e há um prazer medonho em sentir-se assim.
Tem gente que acha isso natural, eu acho que é aprendido. Acho que de alguma forma dizemos para as nossas crianças que amor é para sempre e que o fim de uma paixão equivale ao fim do mundo. As músicas dizem isso, as novelas sugerem isso. Há uma indústria cultural gigantesca que se alimenta da dor de cotovelo e da sensação de abandono. A troca de parceiros e a experimentação da juventude, que poderiam ser celebradas como bons momentos da vida, viram uma preparação angustiada para o compromisso, a busca apressada do verdadeiro amor, um breve período de promiscuidade que antecede a escolha definitiva.

Por trás da nossa atitude descolada, há expectativas que não são modernas nem liberais. Por isso nos apegamos a quem nos tiraniza (“ele me ama”) e desabamos quando a fila anda. Por isso queremos morrer. É claro que eu estou exagerando, mas não muito.
Nossa breguice sentimental, que é o oposto da “fila anda”, leva a situações esdrúxulas. Outro dia presenciei um amigo de 26 anos consolando um cara da idade dele que falava em se matar por ter sido deixado pela namorada... Onde ele aprendeu esse tipo de comportamento?

As pessoas não falam em se matar quando são reprovadas no vestibular ou demitidas de um emprego bacana, como acontece no Japão. Mas acham natural pensar essas bobagens depois de um pé na bunda. É isso que eu chamo de breguice - e não tem o menor cabimento.

Quando se considera isso tudo, não acho tão ruim dizer que “a fila anda”. A expressão pode denotar frieza e desrespeito pelos outros. Pode ser sinônimo de uma atitude egoísta e utilitária. Mas pode, também, sinalizar uma percepção saudável e corajosa das relações humanas. A fila anda, a gente avança, lá na frente descobre coisas melhores. Sempre de cabeça erguida. Melhor do que ficar choramingando, né?"


Autoria: Ivan Martins
Fonte:http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/ivan-martins/noticia/2012/05/fila-anda.html

Texto enviado por:  Rosani Gomes

Imagem:
parkviewalliance.com 



sexta-feira, 25 de maio de 2012

Respeite Seu Filho --- A Auto-Estima




"Para uma criança, apenas ser amado não basta. Este é um ponto de partida para que ela tenha uma visão positiva de si mesma. Que ela se sinta como uma pessoa importante, boa, competente e querida. Alguém com quem os adultos se importam, alguém que faz diferença no mundo. Uma pessoa que tem méritos e qualidades que são reconhecidas pelos demais.

 Este é o sentimento a que denominamos “auto-estima”.  Ter uma boa e forte auto-estima é uma das grandes chaves para uma criança crescer como um bom ser humano. Seja ele jovem, adulto ou velho.
 O amor é a principal ferramenta que usamos para construir a auto-estima. Esta por sua vez constitui o alicerce de uma personalidade boa e estruturada.

 E como fazer para dar uma boa auto-estima a uma criança?

Primeiro, tomando muito cuidado com as críticas, que por vezes acabam humilhando a criança. Como elas estão aprendendo e se desenvolvendo, é natural que tenham dificuldades para realizar muitas tarefas. A crítica, quando cabível, deve ser feita com tato e sensibilidade.

O outro aspecto é ressaltar o lado positivo, fazendo elogios sinceros e verdadeiros. Sempre dizendo à criança o quanto ela é bonita, e capaz de fazer muitas coisas.

Um exemplo: se ao se alimentar, por acidente, uma criança derruba um copo cheio, por mais irritação que isso possa causar, controle-se, e nunca diga “você é mesmo um desastrado!”. Melhor dizer, com calma, “tudo bem, você já sabe muitas coisas, e está aprendendo a se servir,
não se preocupe, vamos limpar isto.”

Os rótulos negativos “grudam” nas crianças com muita força, e eles próprios tem dificuldades mais tarde para se desfazerem deles. Portanto, nada de “você é mesmo um preguiçoso” ou “um mentiroso”, etc. Mostre por que é necessário que se realize as tarefas ou que se diga a verdade, sem recorrer à crítica que rotula e humilha.

Quando der uma tarefa para uma criança, esteja certo de que ela é capaz de realizá-la. Ela se sentirá muito orgulhosa ao cumpri-la direito. Mas se for algo que ultrapassa sua capacidade, esteja pronto para ajudar e estimular, para que ela consiga superar a barreira. Mas não a faça no lugar dele.

Além de serem amadas, as pessoas querem ser reconhecidas como capazes, úteis e importantes.






quinta-feira, 24 de maio de 2012

Os Quatro Erros Mais Comuns No Relacionamento


"Muitas pessoas não entendem porque ocorrem alguns problemas em seus relacionamentos e se sentem frustradas, achando que a culpa do término ou das brigas sem fim é dela. Outras pessoas, se sentem menos amadas ou que as expectativas não estão sendo correspondidas. Aquí você encontra os quatro erros mais comuns e o que fazer em cada situação.
Erro 1:  Permanecer muito tempo em um relacionamento (mesmo sabendo que não te faz feliz) …

Ao permanecer em um relacionamento que não está bom, você gasta toda sua energia em algo que não está totalmente relacionado com você. Infelizmente, ao permanecer em um relacionamento errado e que você não quer, todas as suas ações te levam a outro caminho.
Nesse momento, é muito importante a reflexão sobre o que você gosta e não gosta no seu relacionamento. Entenda os principais pontos que te afastam de um relacionamento feliz e entenda como falar esses pontos para seu(sua) parceiro(a). Depois faça uma reflexão e descubra porque não consegue terminar esse relacionamento: tem medo da solidão? Acha melhor com ele(a) do que sem ele(a)? A família o(a) adora e faz pressão para você permanecer com ele(a)? Acha que a idade está chegando e é melhor não arriscar?... Enfim, motivos são os que não faltam, mas NENHUM justifica continuar com alguém que não te completa e não te faz feliz.
Tome uma atitude para você. De um basta nesse relacionamento, já que não é o ideal, e escolha o que é melhor para você.
Erro 2: Tornar-se exclusivo(a) muito rápido…
Muitas pessoas cometem o erro de confundir o desejo de ser exclusivo com amor, quando na verdade acontece devido à insegurança. Em muitos relacionamentos esse pode ser o erro que gera o fim. Um casal é formado por duas pessoas, com interesses, culturas e criação distintas. Por esse motivo, a exclusividade por parte de um dos parceiros pode sufocar o outro.
Leva um bom tempo para conhecer alguém profundamente. Esse tempo é importante e necessário para saber como lidar com o(a) parceiro(a). Se ele(a) precisa de tempo sozinho(a), se às vezes quer sair sozinho(a) com os(as) amigos(as) não significa que não te ama. Mas significa sim, que para manter seu relacionamento saudável você vai aprender a lidar com isso. Caso contrário, pode ocasionar muitas brigas entre vocês.
Por fim, ao se tornar exclusivo(a) você vai se afastar dos(as) amigos(as) por preferir a todo momento estar com seu(sua) parceiro(a). Além do mais, você restringe as possibilidades de conhecer outras pessoas, e se a relação não funcionar, você se encontrará sozinha(o).
E não pense que esses problemas só acontecem quando um dos dois gosta de exclusividade. Na verdade, quando um relacionamento é baseado por duas pessoas que querem viver apenas para o outro, o resultado é a anulação e a perda de rodas de amigos. Uma das características mais importantes em um relacionamento é a interação com outras pessoas, a manutenção das amizades e a sua privacidade e autenticidade.

Erro 3: Ignorar os alertas do relacionamento

Todo relacionamento apresenta alertas, ainda mais no início. Mas o que são esses alertas? São como bandeiras vermelhas, que merecem sua atenção cuidadosa. São comportamentos e atitudes que você percebe em seu(sua) parceiro(a) e que não estão alinhados com seus princípios e o que você espera para sua vida. Podem ser desde pequenas atitudes como no caso dele(a) fumar e você viver fazendo campanha contra cigarro e não suportar o cheiro, até atitudes relacionadas a caráter, como subornar um guarda na estrada e você é super correta(o).
Sem uma análise mais profunda, essas pequenas atitudes podem passar despercebidas, se essa pessoa preencher todos os seus requisitos. Porém, se ele(a) possui hábitos não compatíveis, esse sentimento de contrariedade vai aparecer no futuro quando você possuir mais tempo e energia investida nesse relacionamento. Quanto mais tempo você investir no relacionamento, mais difícil será de mudar isso no futuro.
Portanto, antes de entrar de cabeça em um relacionamento, defina seus requisitos de caráter, atitudes e comportamentos que uma pessoa obrigatoriamente deve possuir para estar com você. Afinal, quanto mais você se conhecer, mais você saberá claramente que tipo de parceiro escolher para um potencial relacionamento. Identifique os alertas, que realmente não te agradam e confie em você. Não agarre um relacionamento apenas porque apareceu em sua vida, mas sim porque realmente vai te fazer feliz.
Erro 4: Definir expectativas irreais para você ou seu relacionamento …
A falta de conhecimento sobre as expectativas é uma das principais fontes de desapontamento e conflito. As pessoas apostam em um relacionamento duradouro e feliz como a solução de todos os problemas. Essa alta expectativa no relacionamento é programada profundamente em nós pelos pais, mídia e sociedade, principalmente no “e viveram felizes para sempre”.
O relacionamento pode falhar, pode não sair como você esperou e isso não é motivo para o fim do mundo. O que não é aconselhável é entrar em um relacionamento por um motivo de desespero, porque esse desespero pode ocasionar uma bola de neve. Alinhar as expectativas dos dois, saber o que cada um espera é o passo principal e fundamental para um relacionamento de sucesso. O iniciar um relacionamento dessa forma, sem alinhar expectativas, gera desapontamento, ansiedade para fazer o melhor, sentimento de “não ser bom(boa) o suficiente”. Então, porque sabotar seu relacionamento com expectativas irreais?
Ser realista requer possuir crenças programadas, e isso não é fácil. A chave é reconhecer que você e a outra pessoa são diferentes e indivíduos imperfeitos, mas capazes de aprender e crescer. Se você possuir a capacidade de aceitar as diferenças e imperfeições e ao mesmo tempo desenvolver comportamentos melhores, então seu relacionamento tem chance de ser um sucesso.
Identifique suas expectativas antes de entrar em um relacionamento. Depois, alinhe com seu(sua) parceiro(a) as expectativas para o relacionamento. Determine barreiras necessárias para que você se sinta amada e valorizada, quão próxima(o) você gosta de estar e o que espera para o futuro.
Não deixe a maré te guiar! Seja a(o) protagonista da sua vida e do seu relacionamento!"



Autoria: Carol Waldeck 






domingo, 13 de maio de 2012

O Real Significado da Criança Interior


"Em todo adulto espreita uma criança - uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo, e que solicita, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa"
Carl Gustav Jung psquiatra suiço (1875-1961) 



Solicito que ao ler (...), o leitor utilize suas faculdades intuitivas, mais do que as analíticas. Não pense que criança interior é aquela que veio do interior ou seus filhos, mas sim aquela que vive dentro de nós. Acredito que os conceitos da teoria de Carl Gustav Jung se fazem necessários para uma maior compreensão do referencial teórico utilizado, onde alguns serão descritos ao final de cada artigo.

Começaremos com o *arquétipo da criança, que poderíamos chamar de a "grande" imagem da criança interior, uma vez que ela é a criança que todos nós contemos, não só como parte de nós, mas também como uma forma codificada da vivência coletiva que a humanidade tem com relação à criança.

A promessa que essa criança representa está dentro de nós, em nossas origens e esperanças. O aspecto divino da criança interior que habita em todos nós é uma fonte que, quando percebida conscientemente, pode nos oferecer coragem, entusiasmo e, principalmente, cura. Ela é divinamente inspirada, irradiando luz para quem a encontra e iluminando nossa **sombra.

É importante salientar que a criança divina se distingue da criança interior formada a partir da memória das vivências pessoais, ou seja, a criança negligenciada, vítima de abuso, não amada, exageradamente disciplinada, excessivamente criticada, cobrada e humilhada, assim como os aspectos vulneráveis e carentes da criança que fomos um dia. É a criança de nossas vivências e que todos nós desejamos curar para podermos recuperar a energia que ainda resiste em forma de defesa, que acabamos por desenvolver para nos proteger das primeiras experiências sofridas.

As defesas podem ser muitas como forma inconsciente de fugir do que um dia sentiu, seja através da fuga pelo álcool, comida, drogas, sexo, poder, dinheiro, enfim, é a busca pelo externo com o intuito de não sentir o que está dentro. A criança divina é um símbolo de transformação, o qual é portador da cura, daquilo que torna inteiro. Curar essa criança interior através da criança divina significa uma das tarefas mais sagradas e também nos possibilita não continuarmos mantendo inconscientemente alguns padrões com nossos próprios filhos nem com nós mesmos.

Independente do histórico de vida de cada um, torna-se imprescindível o entendimento dessa teoria para quem está em busca do seu verdadeiro 'eu', o self , pois sempre parece nos faltar algo à nossa infância de verdade.

Infância ideal e infância real

Em geral, levamos dentro de nós uma imagem da infância ideal, daquela em que o acolhimento e demonstrações de amor foram perfeitos. Essa imagem muitas vezes poderá ser projetada nos outros e lamentando-nos por um ideal, idealizamos relacionamentos e aumentamos nossa solidão e dor. Por trás dessas imagens da infância real e da infância ideal está a imagem da criança interior divina, que brota da camada arquetípica mais profunda de nosso ser.

A criança interior divina tem a inocência, a espontaneidade e o anseio profundo da alma humana por expandir-se e crescer. Às vezes, essa criança interior faz exigências muito intensas, apresentando-se por emoções, ansiedade, depressão, raiva, conflito, vazio, solidão, ou sintomas físicos. A força vital e natural desse arquétipo quer o nosso reconhecimento e ao ser ignorada pode acarretar sérias consequências quando adulto. Quando não fomos devidamente valorizados quando crianças, diminuímos o valor da criança interior e assim mantemos as vivências de nossa infância e seu sofrimento.

Para encontrar essa criança abandonada o mais indicado é através do processo analítico, ou seja, da psicoterapia com base no inconsciente, amparando essa criança e compreendendo seus sentimentos, pois a cura só acontece quando lamentamos nossos sentimentos mais íntimos. Assim, desenvolvemos a função transcendente, que nos conduz à revelação do essencial no homem. No início não passa de um processo natural. Jung deu a esse processo o nome de processo de individuação, o qual parte do pressuposto de que o homem é capaz de atingir sua totalidade, isto é, de que pode curar-se.

E essa cura pode muitas vezes ser obtida quando se encontra essa criança, muitas vezes abandonada, mas que nem sempre conseguimos reconhecer sua existência, principalmente pelo fato da resistência e máscaras que vamos desenvolvendo no decorrer da vida e que nos distancia de nosso verdadeiro eu.

O primeiro passo no processo de individuação é explorar a persona (máscara), pois embora tenha funções protetoras importantes, ela é também uma máscara que esconde o self, nosso verdadeiro eu, o inconsciente e tudo que ele contêm e que serão explorados no próximo artigo.



Autoria: Rosemeire Zago
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/crianca01.htm 


Imagem: Internet




*Arquétipo: conteúdos do inconsciente coletivo.

**Sombra: tudo aquilo que não percebemos e não aceitamos, e que gostaríamos de não ver. Parte obscura e inconsciente.





sexta-feira, 11 de maio de 2012

Viagem Com Alegria No Coração




A nenhum de nós nesta Terra é pedido mais do que pode realizar.
E se nos esforçarmos para obter o que há de melhor dentro de nós,
sempre guiados por nosso Eu Superior, a saúde e a felicidade serão possíveis.
Mas nas horas mais escuras, quando a vitória parece impossível,
lembremo-nos de que os filhos de Deus não devem nunca ter medo,
que as tarefas que nossas almas nos dão são apenas as que somos capazes de realizar e que,com coragem e fé em nossa divindade interior, a vitória virá
para todos os que continuam a lutar.
Cada pessoa tem uma vida para viver, um trabalho a realizar, uma personalidade gloriosa,
uma individualidade maravilhosa.
Se ela compreender estas verdades e conseguir mantê-las contra todas as leis da massificação, ela superará tudo e ajudará os outros com o exemplo do seu caráter.
A vida não exige de nós grandes sacrifícios;
pede-nos apenas para fazermos a viagem com alegria no coração
e sermos uma bênção àqueles que estão ao nosso redor.”





Autoria: Dr. Edward Bach

Texto e Imagem extraídos de: Sabedoria Universal
http://sabedoriauniversal.wordpress.com/2011/03/26/quando-fala-o-coracao-reflexao-do-dr-edward-bach/




quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Ordem do Amor





Siga a Ordem
Afinal de contas, se você tentar amarrar o tênis antes de calçá-lo vai ficar mais difícil, não é mesmo? Assim, não adianta levar a comida para a mesa se os pratos foram esquecidos. Siga a ordem natural das coisas. Primeiro a criança engatinha, depois anda. Se fizer o contrário vai passar o resto da vida no chão.



No amor também é assim:
- primeiro você, depois o relacionamento.
Porque se você colocar a “pessoa amada” em primeiro plano, se você se entregar
“loucamente” a paixão,
se doar de vez ao que acredita ser “o amor da sua vida”,
com certeza vai se machucar.

E olha que certas dores emocionais, mesmo sob o olhar clínico, são piores que as dores físicas. Já vi gente sofrer muito mais com o fim de um relacionamento que outra que caiu de uma moto ou foi atropelado…



Coloque ordem nas coisas.
Ame-se e aprenda a respeitar-se. Quando nos amamos de verdade, não permitimos que o amor vire dor. 
Vejo pessoas em relacionamentos sofridos… Vejo mulheres ainda no namoro apanhando da “pessoa amada”(?). Vejo homens assistindo horrorizados aos “barracos” da “pessoa amada”(?).Vejo casais discutindo e com tantas ofensas que fico pensando: - onde esta o amor desse casal? Às vezes, na mesma sarjeta que a autoestima deles.


Amor só combina com dor, quando não podemos ajudar a pessoa amada. Quando ela precisa de um transplante e não podemos doar. Quando ela cai enferma e não podemos operar. Quando ela perde um ente querido e não podemos consolar. Mesmo assim, no caso dessas dores, o amor é solidário, ajuda a superar.



Fora isso, amor com dor é masoquismo
Esta fora da ordem.
E a ordem é única e clara:
- Em caso de amor, primeiro você.Só quem realmente se ama pode se doar sem se machucar.




Autoria: Paulo Roberto Gaefke
Texto enviado por: Aliene Santos

Imagem:
lipglossculture.com



sábado, 5 de maio de 2012

Sonhos Que Aprisionam




"Havia na minha casa, até uns dias atrás, uma travessa cheia de pedras. Elas eram de cores, tamanhos e formatos diferentes. Tinham em comum o fato de haverem sido coletadas em viagens. Se eu estivesse num lugar especial, procurava uma pedra bonita e a metia no bolso. Mais tarde, de volta em casa, juntava o item novo à coleção.


Haveria, talvez, umas 30 pedras na travessa. Na semana passada, preparando a casa para uma reforma, disposto a recomeçar a vida, decidi que era hora de me livrar de coisas que eu vinha acumulando desnecessariamente há pelo menos 10 anos. Rodaram roupas, objetos, revistas, livros e, claro, as pedras. Mas não foi fácil.

Cada vez que eu punha uma coisa de lado, com a disposição de me livrar dela, algo me incomodava profundamente. Havia uma dor ali, ou várias dores diferentes. As pedras eram parte do passado que, de alguma forma, eu tentava agarrar e materializar. Os livros, vários que eu nunca tinha lido, representavam uma inquietação pelo futuro: agora eu nunca saberia o que há dentro deles. As roupas, muitas delas sem usar há anos, ficavam me acenando do chão, empilhadas, com as situações que haveriam de vir e nas quais eu sentiria falta delas.

O nome desse sentimento inquietante é apego. A gente se agarra às coisas, como se agarra às pessoas e às ideias. Na
verdade está tudo entrelaçado. As coisas representam pessoas, que nos remetem a sentimentos e ideias. Ou representam sentimentos e ideias, que nos lembram de pessoas. Qualquer que seja a ordem, esse sentimento é um fardo. Tentando reformar e recomeçar, tentando reiniciar a vida, a gente percebe como é difícil deixar as coisas para trás. Inclusive os sonhos e os planos, por mais banais e genéricos que sejam.

Assim como nos apegamos a livros que nunca lemos, ou CDs que nunca ouvimos, também nos apaixonamos por coisas que nunca vivemos e gostaríamos de viver, embora não sejamos capazes de explicá-las ou defini-las. Essa forma de apego é vaga, mas tem uma força brutal sobre as nossas ações. A esperança de viver coisas espetaculares (mas indefinidas) no futuro impede que a gente se mova no presente. Ela leva, por exemplo, algumas pessoas a protelar indefinidamente relações afetivas duradouras. Elas não conseguem renunciar ao sonho de perfeição do conto de fadas ou abrir mão das possibilidades eróticas oferecidas por um planeta com seis bilhões de pessoas.

Isso equivale à dificuldade de jogar fora um DVD que nunca foi visto. É apego pelo desconhecido. Tenho a impressão de que esse sentimento pelo futuro é o maior obstáculo à mudança na nossa vida. O passado é uma entidade com peso e qualidade definidos. Lidamos com ele todos os dias. Desapegar não é simples, como mostra a minha coleção de pedras, mas pode ser negociado, como sabem os analistas.

 Memórias podem ser reavaliadas, experiências podem ser diluídas no tempo. Podemos chegar à conclusão que sobreviveremos ao grande amor e ao grande trauma - e com algum pesar, por um e por outro, somos capazes de enterrá-los em alguma medida.

O futuro é outra história. Nele residem todas as nossas expectativas. Depositamos neles nossas aspirações práticas e subjetivas. Em direção a ele arremessamos os nossos desejos não realizados, a redenção das nossas frustrações. No futuro encontra-se a pessoa que desejamos ser. A felicidade mora lá e nos assombra como um fantasma a cada minuto da nossa vida.

Não saberíamos viver sem ela. Seria desumano. É contra essa esperança enorme, avassaladora e perniciosa que temos de lutar todos os dias para tomar conta da nossa vida. Não basta olhar para trás e se livrar das coleções de pedras. Ou das roupas velhas. Para começar de novo, em qualquer idade, temos de jogar fora os sonhos embolorados e as ilusões.

Precisamos nos livrar do futuro sem rosto que nos assombra. É provável que a felicidade, como coisa duradoura, não exista. Mas, se ela pode ser encontrada em algum lugar, ainda que de forma fugidia, é no presente. Para enxergá-la, precisamos estar de olhos bem abertos, livres das sombras do passado e das luzes que cegam no futuro. Não é fácil, mas quem disse que a vida é simples?"




Autoria: 
Ivan Martins

(Editor Executivo de  ÉPOCA)

Texto e Imagem enviados por: Aliene Santos