sábado, 21 de julho de 2012

Respiração e Saúde


Você sabia que a respiração correta desempenha um grande papel na nossa qualidade de vida?

Uma respiração longa e profunda alimenta e dá energia ao corpo, além de ajudar na eliminação de toxinas. Ou seja, quem respira corretamente tem saúde.

No nosso dia-a-dia, entretanto, só há espaço para a respiração rápida. E assim as pessoas só respiram o ar suficiente para se manter vivas.

Sem falar que muita gente hoje não respira pelo nariz, mas pela boca, por causa da obstrução nasal. Pudera: a alimentação é rica em massa, queijo, leite e açúcar refinado. Resultado: esses alimentos fazem você produzir muco (catarro), que vai se armazenando nas vias respiratórias e dificulta a respiração.

Em outras palavras, a maioria das pessoas não modifica nem 10% do ar dos pulmões. Como conseqüência, falta oxigênio e o corpo fica carregado de gases tóxicos, que em contato com o sangue ocasionam diversos males, como enxaqueca, dor de cabeça, cansaço crônico e falta de libido.

A solução é aliar o corre-corre cotidiano com uma vida saudável, procurando comer mais alimentos vivos, como sucos e vegetais frescos, fazendo exercício físico, mental e, claro, respirando – pelo nariz, e não pela boca.


COMO RESPIRAR CORRETAMENTE

  • Respire profunda e lentamente, pelo nariz, com a boca fechada, até encher completamente o pulmão de ar. Isso leva em torno de cinco segundos. Solte o ar lentamente, até esvaziar totalmente os pulmões, e repita o processo pelo menos cinco vezes.
  • Essa é a respiração correta – você enche o pulmão de ar até não agüentar mais e, com o auxílio dos músculos da barriga, empurra o ar para fora.
  • Concentre-se na respiração e veja que todo o abdome é usado para expelir o ar dos pulmões.
  • Faça também a respiração tampando uma das narinas de cada vez.
  • Pratique essa respiração a qualquer hora, ao menos uma vez por dia. Antes de dormir ela acalma, relaxa. Pela manhã, ao acordar, ela clareia a mente.
  • Caminhe de vez em quando em um espaço arborizado e aproveite para praticar a respiração profunda.
  • Mesmo no trabalho, separe um tempinho para praticar a respiração profunda, alongando a coluna e levantando os ombros. Mantenha sempre a postura ereta, para facilitar a respiração profunda.
  • Relaxe a musculatura. Assim você vai conseguir respirar mais profundamente.




    Fonte:

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Você Carrega O Mundo Nas Costas?



'Não somos o centro das atenções, e o universo não gira ao nosso redor. Somos um ponto, um ponto único, significativo, mas cuja maior importância é contribuir no conjunto da obra que é a vida. Assumir mais que isso é carregar um peso desnecessário nos ombros'

"Na mitologia encontramos muito material para reflexão sobre nossas próprias atitudes. Na mitologia grega, por exemplo, encontramos a figura de Atlas, um dos titãs que foi vencido por Zeus e seus aliados (as energias do espírito, da ordem, do Cosmos). Todos os titãs vencidos nesta batalha foram condenados eternamente ao Tártaro (equivalente ao inferno judaico-cristão), mas Atlas foi condenado a carregar o 'mundo' nas costas por toda a eternidade.

Essa alegoria mitológica nos leva a perceber que sempre que desrespeitamos as forças que harmonizam a vida, sofremos a consequência de carregar nosso próprio mundo nas costas.
Começamos a 'carregar o mundo nas costas' a partir do momento em que nos colocamos como o centro do mundo. É nesta inversão de papéis que nós cometemos nossos maiores erros.

Queremos ser responsáveis por tudo, moldar o mundo à nossa vontade e, não raro, começamos a carregar também 'o mundo dos outros' nas costas, por acreditar que somos os alvos de todas as ações que provêm das outras pessoas.
Se você vem experimentando muito sofrimento e realmente deseja mudar esta situação, pare imediatamente de pensar que tudo o que acontece à sua volta está relacionado a você! Você não é o centro do mundo, nem o centro das atenções. Mesmo as pessoas de vida pública e celebridades são muito menos o centro das atenções do que pensam e gostariam de ser.


Uma vez uma pessoa me procurou no final de uma de minhas palestras e disse:

- 'Hilsdorf, eu tenho um problema muito grande, onde quer que eu entre as pessoas estão sempre olhando direto para mim'!
Eu perguntei a ela:
- 'Como você saberia que estas pessoas estão olhando direto para você, se você não estivesse olhando direto para elas'?


Da mesma forma, muitas pessoas reclamam que os outros estão sempre rindo dela, falando sobre ela, criticando-a...

Um momento: Será que o único foco de interesse disponível é você? Quando as pessoas riem na sua presença, este riso sempre significa deboche? Você tem certeza disso?

Passo muito tempo em aeroportos, nas idas e voltas das minhas palestras. Sempre que algum cantor ou artista conhecido da mídia se encontra na sala de embarque surgem muitos risos. Estes risos logo depois se transformam em pedidos de fotos e autógrafos, não eram risos de deboche.

Com as pessoas que não são conhecidas através da mídia, acontecem coisas similares. Diversas vezes já vi rapazes rindo entre si ao comentarem a beleza, o charme ou a sensualidade de uma bela jovem na sala de embarque. Presenciei várias vezes o mesmo fato quando um homem muito bonito era apreciado por mulheres empolgadas com sua presença.


Risos não são e jamais foram expressão universal de deboche. O fato é que a baixa auto-estima faz com que as pessoas interpretem fatos positivos como ameaças!
Exatamente como esse rapaz que se sentia observado só porque ele mesmo estava observando os outros, muitas pessoas sofrem por razões semelhantes todos os dias.
Em uma peça de teatro, em uma novela ou em um filme, encontramos uma personagem central, a protagonista. 
A protagonista é aquela que 'agoniza', sofre por todos. Toda a trama se origina ao seu redor e reflete suas dores e alegrias.

Embora sejamos a personagem central de nossas vidas, não devemos com isso acreditar que somos a personagem central na vida dos outros. Não precisamos 'agonizar', sofrer, como se tudo ocorresse por nossa causa ou sob nossa responsabilidade. As coisas nem sempre são a nosso respeito!

Como seres humanos, temos a tendência de pensar que as reações dos outros refletem algo que nós fizemos a eles.

Por isso, acabamos agindo como se fôssemos sempre os protagonistas de todas as vidas ao nosso redor. Se você cumprimenta um amigo ou colega de trabalho e ele responde de maneira fria, indiferente ou até grosseira, você começa a pensar: O que foi que eu fiz a ele, para ele me tratar assim?

Você não precisa ter feito absolutamente nada. A reação da outra pessoa pode ser fruto de problemas pessoais, problemas de saúde, preocupações, problemas com outras pessoas ou um aborrecimento que tenha ocorrido poucos segundos antes de você chegar. Simplesmente, não tem nada a ver com você!


Colocar-se no centro de todas as situações não é uma prática saudável, cria problemas inexistentes. Agir assim, quase sempre, demonstra megalomania e/ou baixa auto-estima. Essa postura só causa problemas.
Da próxima vez que alguém reagir de maneira negativa e inesperada à sua chegada, ou a qualquer ato seu, lembre que esta pessoa pode estar passando por infinitas situações e que a reação dela pode não ter relação direta com você. Na maioria das vezes, a pessoa que reagiu mal nem percebeu ter agido assim com relação a você, ela está imersa em seus próprios problemas e “carregando o seu próprio mundo”.

Se você percebe razões concretas, evidências de que você efetivamente causou a reação, isso é natural no universo das relações, uma boa conversa pode colocar tudo de novo no lugar!

Sempre que encontrar alguém em um dia ruim (carregando o mundo nas costas), entenda que se nós temos o direito de ter um dia 'ruim' e de querermos ficar sozinhos e incomunicáveis por algum tempo, outras pessoas também têm essa necessidade. Por que negaríamos esse direito aos outros?

Não queira ser protagonista dos sofrimentos alheios. A cada um de nós basta os sofrimentos que nós mesmos, desnecessariamente criamos e os que a vida nos apresenta, como convite à reflexão e aperfeiçoamento.

Isso não é um convite à indiferença, é um convite à aceitação do outro e um alívio para nós mesmos.

Não somos o centro das atenções, e o universo não gira ao nosso redor. Somos um ponto, um ponto único, significativo, mas cuja maior importância é contribuir no conjunto da obra que é a vida. Assumir mais que isso é carregar um peso desnecessário nos ombros! É melhor carregar o peso de um “ponto” a carregar “o mundo” nas costas.

Da mesma forma que não devemos causar intencionalmente dor nos outros, não devemos assumir a dor 'particular' dos outros, como se nós a tivéssemos causado.

Seja sempre solidário com a dor do próximo, ajude o quanto puder, mas não julgue que você seja a causa e o responsável por todas essas dores. Muitas pessoas escolhem sofrer, mesmo quando não têm razões concretas para isso e exportam, com suas reações, a desarmonia interna que elas mesmas criaram.

Temos que aprender a nos libertar de nós mesmos e dessas pessoas também. Não podemos ajudar alguém que não quer ajuda e nem nos prejudicar com culpas que não temos.

Viva seu mundo ao invés de carregá-lo nas costas. Convide os outros a fazer o mesmo."




Autoria: Carlos Hilsdorf



Imagem:

lucianamelo.flogbrasil.terra.com.br 



terça-feira, 3 de julho de 2012

Não Leve Nada Para O Lado Pessoal





"Para onde quer que vá, encontrará pessoas mentindo para você. E quando sua consciência aumenta, você percebe que também mente para si mesmo. Não espere que as pessoas lhe digam a verdade, porque elas também mentem para si mesmas. Você precisa confiar mais em você e escolher acreditar ou não no que alguém lhe diz.

Quando realmente enxergamos as pessoas como elas são, sem levar para o lado pessoal, nunca poderemos ser feridos pelo que elas digam ou façam. Mesmo que os outros mintam para você, não há problema. Estão mentindo porque têm medo. Têm medo de que você descubra que eles não são perfeitos. É doloroso retirar a máscara social. Se os outros dizem uma coisa e fazem outra, você estará mentindo para si mesmo se não prestar atenção nos atos deles. Se for verdadeiro consigo mesmo vai poupar um bocado de dor emocional. Dizer a verdade a si mesmo pode magoar, mas você não precisa ficar ligado nessa dor. A cura já foi iniciada e torna-se uma questão de tempo até que as coisas melhorem para você."





Autoria: Don Miguel Ruiz
Livro: Os Quatro Compromissos - O Livro da Filosofia Tolteca -

Imagem: Internet



domingo, 1 de julho de 2012

Seguir A Intuição






"Seguir a intuição é a melhor forma de manter a conexão com a fonte de sabedoria interior e encontrar com mais facilidade o caminho do aprendizado e realização. 
Aproveite e arranje um tempo para fazer este exercício orientado por Gasparetto que vai ajudá-la a acessar esse grande aliado - o sexto sentido. 


Acalmo agora minha vida agitada, meus compromissos, minha jornada e paro para ficar comigo. Deixo de lado minhas aflições, minha ansiedade, angústias, inquisições, perguntas, luta e a busca por soluções. Fico um instante só, no aconchego gostoso que é o meu interior. No aconchego da paz. Dou a mim, a partir de agora, toda a consideração. Assumo, sobretudo, o domínio deste universo. Sou ótima como sou. Está tudo certo em mim. Enfraqueço, a partir de já, todas as mensagens negativas que ouvi a meu respeito e incorporei, sejam elas vindas de meus pais, amigos ou apenas conhecidos. Quero tirar a importância que dei a elas. Quero soltá-las, me colocando como uma obra perfeita da natureza.

Como é bom ter a liberdade de pensar por conta própria. Sinto os próprios ouvidos. Sinto-me única. O que os outros sentem são deles. Até respeito, mas não assumo. O meu é meu porque assim a vida quis. Isso é básico, real, exato. Deixo sair de mim toda a energia dos outros. Eles não têm mais forças porque eu não dou a eles mais forças. Não preciso saber o que querem, o que pensam, o que sentem. E se eles se manifestarem, ainda assim, nada disso tem a ver com a minha vida. Quem deve mudar são eles e não eu. Quem pode fazer algo por si são eles. Eu posso até colocar uma ajuda à disposição. Mas eles que se ajudem, se quiserem. E se ficarem ofendidos comigo é um direito deles. Reafirmo: não estou neles. Não assumo nenhuma crítica. 

Aproveito para liberar as dúvidas que tenho. Libero o passado e todos aqueles que me ofenderam. Desculpo as pessoas e, ao mesmo tempo, solto-me. Abro-me e liberto os outros de mim. Solto os fantasmas do passado e aquelas pessoas que, por me ferirem, guardei dentro de mim. Vou soltando porque o que os outros dizem não tem valor. O que os outros fazem não tem valor maior do que aquilo que faço. Eu não preciso reagir, pois as críticas não me afetam. Não são mais importantes. Elogios também não são importantes. À verdade, a essa sim dou valor. E essa, só eu posso conhecer por meio dos meus sentidos. É neles que vou confiar de agora em diante. 

Nesse instante, aliás, fico onde a natureza me colocou. Ou seja, na pureza, na beleza, na perfeição, na extraordionária dinâmica da individualidade e da originalidade. Na preciosidade de ser extraordinariamente única."




Autoria: Luís Gasparetto
http://somostodosum.ig.com.br/blog/blog.asp?id=09936

Imagem:
duplotriplomultiplo.blogspot.com




quinta-feira, 14 de junho de 2012

Por que temos tanto medo de amar?



"É incrível como criamos inúmeras maneiras de nos defender, de nos proteger do sofrimento. Creio que passamos a maior parte de nossas vidas criando novas e mais poderosas formas
de não nos expormos. Assumimos papéis, inventamos máscaras, palavras e trejeitos com um único objetivo: não sofrer.


Aprendemos, desde muito cedo, que o sofrimento chega quando estamos expostos, vulneráveis, abertos para o outro... e isso é verdade. E, assim, acreditamos que só há uma maneira de não sofrermos: nos fechando, nos defendendo, nos protegendo do outro... e isso é mentira! Simplesmente porque não
existe nenhuma maneira de não sofrermos.


Proteger-nos do outro é não demonstrar o que sentimos,
o quanto amamos; é não compartilhar, não “precisar”
(no sentido de admitir que desejamos intimidade com o outro).


No entanto, não nos damos conta de que enquanto nos protegemos, tornamo-nos reféns de nós mesmos, transformamos nosso próprio coração numa prisão.


Iludidos com a sensação de uma segurança que definitivamente não existe, abrimos mão da possibilidade de experimentarmos sentimentos imperdíveis! Podemos perceber que estamos
nos defendendo do amor quando usamos expressões como:
“eu gostaria que ele me desse mais carinho, mas não tenho que pedir isso!” ou “se ele não demonstra que me ama,
por que eu deveria fazer isso?”


O problema é quando norteamos nossa vida a partir do outro: “se ele não fizer isso, eu também não faço”, “se ele não disser, eu também não digo”, “se ele não demonstrar,
eu também não demonstro”! Poxa...
Que raio de contabilidade miserável é essa?


O amor não funciona desse jeito e, assim, continuaremos todos morrendo de solidão, carência, angústia e depressão!


Que tal começarmos a agir por nossa própria conta e risco?
Sim, amar é um risco, um enorme risco, mas que não inclui apenas o sofrimento. Neste pacote também está incluso o risco (absolutamente provável) de sermos correspondidos, amados, respeitados, queridos e tudo o mais que possa haver
de bom no exercício de compartilhar amor.


E aí as pessoas vêm com essa: “mas eu não estarei me desrespeitando se pedir amor, se der mais do que receber,
se me expor a esse ponto?”


E eu respondo com outra pergunta: O que é se desrespeitar?
Para mim, desrespeitar-se é fazer algo que você não gostaria
de estar fazendo ou, ao contrário, é não fazer algo que
você gostaria de estar fazendo.


Portanto, a pergunta mais importante é: o que você quer fazer? Compartilhar seu amor, dar carinho, pedir carinho, demonstrar
o que sente, falar sobre seus sentimentos?


Então, faça isso! Não desperdice sua vida à espera da
“permissão” do outro. Não meça a sua capacidade de amar
e de se expor e de se tornar vulnerável a partir do outro.


Assuma-se, admita-se e, sobretudo, acolha-se!
Vá se percebendo, abrindo-se aos pouquinhos, pedindo devagarzinho... porque assim fica
mais fácil reconhecer e respeitar seu limite.


E entenda por limite a “linha” que separa o seu desejo da sua verdadeira percepção de que já se deu o quanto gostaria de se dar. Porque, obviamente, não estou defendendo a idéia de que você passe a vida inteira se doando para alguém que não tem espaço
para te receber. No momento em que sentir que atingiu seu limite, aja com amor-próprio e recolha-se, para se dar a chance de compartilhar o seu amor com alguém que tem espaço para isso.


Enfim, minha sugestão é que paremos, de uma vez por todas, de justificar nossas atitudes
 (ou não-atitudes) a partir do outro.


Que possamos assumir, pelo menos para nós mesmos e se for o caso, que temos medo de sofrer e, por isso, preferimos não nos expor, não pedir, não demonstrar, não expressar e, tantas vezes, não amar...


Porque quando conseguirmos reconhecer
esse medo, certamente nos tornaremos mais dispostos e disponíveis para o amor.


Teremos compreendido, finalmente, que não-sofrer é impossível. Sofrer faz parte do processo de viver, é inevitável.


Mas não-amar talvez seja uma escolha ingênua e infantil, infelizmente feita por muito mais pessoas do que supomos.


A dica é: não desperdice sua energia e seu tempo
evitando a dor. Não seja refém de seus medos. Apenas aceite-os
e lembre-se de que cada um tem os seus; todos temos!


Aproveite sua vida amando tanto quanto desejar, tanto quanto sentir... e tenha a certeza de que nunca será “menos” por isso.


Muito pelo contrário, estará conseguindo ser o que todos nós desejamos: corajosamente amante!"








Autoria: Rosana Braga

Imagem:
paixaoeamor.com



Rosana Braga

domingo, 27 de maio de 2012

A fila anda --- Os tempos do abuso sentimental acabaram



"...a expressão se banalizou. Toda mundo fala e todo mundo escreve. Só nos últimos dias, deparei com “a fila anda” na capa de uma revista e numa propaganda de perfume. A metáfora pegou e parece que vai ficar no nosso vocabulário e no nosso comportamento: as filas andam mesmo, de forma cada vez mais rápida. Ninguém quer ficar parado. 
Antes de continuar, uma confissão: eu tenho dificuldade com esse tipo de andamento. Para mim a fila anda bem devagarzinho, quando anda. Às vezes fica parada por muitos anos, e é bom assim. Dá tempo de conversar, relaxar, ser feliz. Ficar sozinho, sem fila nenhuma, é meio aflitivo, mas acontece – e de vez em quando é necessário. Se você corre de uma fila para outra, ou fica preocupado em manter cheia a sua fila, acaba entediado ou perdido ou meio desesperado. Para mim não serve.

Apesar disso, reconheço virtudes na ideia de que a fila anda.
A primeira é lembrar a mim, a você e a todo mundo que os tempos do abuso sentimental acabaram. Se você não tratar as pessoas direito, elas irão embora. É simples assim. Todos têm opções e contam com o amparo das leis e dos costumes para procurar o melhor para si mesmo. A oferta afetiva é enorme. Em toda parte há gente disponível e atraente, de todos os tipos e de todas as idades. Saber que a fila anda ajuda a prestar atenção na pessoa ao nosso lado. Quem gosta cuida, diz o clichê. Mais do que nunca ele está certo. 

Outra coisa positiva na expressão “a fila anda” é que ela nos põe de frente com um aspecto inevitável da realidade: a transitoriedade de boa parte das relações. A depender da nossa idade ou do meio em que a gente vive, a fila vai andar mesmo, o tempo todo, goste-se ou não. Faz parte. Quando a gente é adolescente, acha que o primeiro amor vai durar a vida toda. Não dura. O mesmo acontece na juventude. A gente se apaixona, se desapaixona, dispensa, é dispensado, sofre, faz sofrer. A fila anda da mesma forma que a vida anda – até que algo importante a faça parar. O que há de errado nisso? Nada. 

Mas há na nossa cultura sentimental um componente masoquista que não combina com a simplicidade da fila que anda. Temos a expectativa equivocada de que todas as emoções serão eternas. Quando as coisas acabam, nos despedaçamos. Em vez de olhar para frente e tentar recomeçar, nos achamos no direito de empacar, insistir, implorar, perseguir.

Temos a vocação do melodrama. A dor inevitável das rupturas é ampliada pela sensação de injustiça. Nos achamos vítimas do outro, e há um prazer medonho em sentir-se assim.
Tem gente que acha isso natural, eu acho que é aprendido. Acho que de alguma forma dizemos para as nossas crianças que amor é para sempre e que o fim de uma paixão equivale ao fim do mundo. As músicas dizem isso, as novelas sugerem isso. Há uma indústria cultural gigantesca que se alimenta da dor de cotovelo e da sensação de abandono. A troca de parceiros e a experimentação da juventude, que poderiam ser celebradas como bons momentos da vida, viram uma preparação angustiada para o compromisso, a busca apressada do verdadeiro amor, um breve período de promiscuidade que antecede a escolha definitiva.

Por trás da nossa atitude descolada, há expectativas que não são modernas nem liberais. Por isso nos apegamos a quem nos tiraniza (“ele me ama”) e desabamos quando a fila anda. Por isso queremos morrer. É claro que eu estou exagerando, mas não muito.
Nossa breguice sentimental, que é o oposto da “fila anda”, leva a situações esdrúxulas. Outro dia presenciei um amigo de 26 anos consolando um cara da idade dele que falava em se matar por ter sido deixado pela namorada... Onde ele aprendeu esse tipo de comportamento?

As pessoas não falam em se matar quando são reprovadas no vestibular ou demitidas de um emprego bacana, como acontece no Japão. Mas acham natural pensar essas bobagens depois de um pé na bunda. É isso que eu chamo de breguice - e não tem o menor cabimento.

Quando se considera isso tudo, não acho tão ruim dizer que “a fila anda”. A expressão pode denotar frieza e desrespeito pelos outros. Pode ser sinônimo de uma atitude egoísta e utilitária. Mas pode, também, sinalizar uma percepção saudável e corajosa das relações humanas. A fila anda, a gente avança, lá na frente descobre coisas melhores. Sempre de cabeça erguida. Melhor do que ficar choramingando, né?"


Autoria: Ivan Martins
Fonte:http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/ivan-martins/noticia/2012/05/fila-anda.html

Texto enviado por:  Rosani Gomes

Imagem:
parkviewalliance.com 



sexta-feira, 25 de maio de 2012

Respeite Seu Filho --- A Auto-Estima




"Para uma criança, apenas ser amado não basta. Este é um ponto de partida para que ela tenha uma visão positiva de si mesma. Que ela se sinta como uma pessoa importante, boa, competente e querida. Alguém com quem os adultos se importam, alguém que faz diferença no mundo. Uma pessoa que tem méritos e qualidades que são reconhecidas pelos demais.

 Este é o sentimento a que denominamos “auto-estima”.  Ter uma boa e forte auto-estima é uma das grandes chaves para uma criança crescer como um bom ser humano. Seja ele jovem, adulto ou velho.
 O amor é a principal ferramenta que usamos para construir a auto-estima. Esta por sua vez constitui o alicerce de uma personalidade boa e estruturada.

 E como fazer para dar uma boa auto-estima a uma criança?

Primeiro, tomando muito cuidado com as críticas, que por vezes acabam humilhando a criança. Como elas estão aprendendo e se desenvolvendo, é natural que tenham dificuldades para realizar muitas tarefas. A crítica, quando cabível, deve ser feita com tato e sensibilidade.

O outro aspecto é ressaltar o lado positivo, fazendo elogios sinceros e verdadeiros. Sempre dizendo à criança o quanto ela é bonita, e capaz de fazer muitas coisas.

Um exemplo: se ao se alimentar, por acidente, uma criança derruba um copo cheio, por mais irritação que isso possa causar, controle-se, e nunca diga “você é mesmo um desastrado!”. Melhor dizer, com calma, “tudo bem, você já sabe muitas coisas, e está aprendendo a se servir,
não se preocupe, vamos limpar isto.”

Os rótulos negativos “grudam” nas crianças com muita força, e eles próprios tem dificuldades mais tarde para se desfazerem deles. Portanto, nada de “você é mesmo um preguiçoso” ou “um mentiroso”, etc. Mostre por que é necessário que se realize as tarefas ou que se diga a verdade, sem recorrer à crítica que rotula e humilha.

Quando der uma tarefa para uma criança, esteja certo de que ela é capaz de realizá-la. Ela se sentirá muito orgulhosa ao cumpri-la direito. Mas se for algo que ultrapassa sua capacidade, esteja pronto para ajudar e estimular, para que ela consiga superar a barreira. Mas não a faça no lugar dele.

Além de serem amadas, as pessoas querem ser reconhecidas como capazes, úteis e importantes.