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terça-feira, 27 de outubro de 2009

PRECOGNIÇÃO IV --- PREVENDO A "PARTIDA"





(*) Costiera Amalfitana - Itália


Esta, dentre tantas outras situações de morte vivenciadas por mim, mudou muito minha concepção de Vida e da realidade do Espírito.

Aprendi a sentir o quão estreitos e poderosos são os laços de amor, o quanto estamos interligados uns aos outros, como se dá a passagem de informações internas sem que necessariamente usemos nossos órgãos sensoriais tradicionais.



Meu Querido e Tão Amado Pai

Sua última internação hospitalar ocorreu, por volta de 16 anos atrás.
Em seus poucos dias em estado de coma, senti ao lado de sua cabeceira uma presença espiritual, embora não a "visse". Mentalmente me veio que era o "Anjo da Morte"; expressão esta que eu nunca havia utilizado. Compreendi, que estava ali preparando a "partida" de meu pai.

Ele estava na UTI e assim monitorado com toda a aparelhagem.
Quando me aproximava, conversando com ele, percebia as lágrimas escorrendo de seus olhos, apesar de estar totalmente imóvel.
Sabia que estava me ouvindo e reagindo emocionado através das lágrimas. Posteriormente seus olhos foram vedados, por permanecerem imóveis.

Ele tinha medo da morte.
Assim, meu pedido interno era poder estar ao seu lado, quando deste momento , para poder segurar sua mão. Assim, como tantas vezes quando criança, sua mão sempre segurava a minha tanto nos momentos felizes quanto tristes ou quando eu sentia medo.

Ia para casa e retornava todos os dias para estar com ele.

Em uma das manhãs, em minha casa,
em que estou meio acordando de meu sono, uma voz me diz:
- "A passagem dele vai ser feita às 6".
Acordei e imediatamente liguei para o Hospital, pois em meu relógio faltava pouco para às 6 da manhã. Ao me atenderem, disseram que ele continuava no mesmo quadro, sem alteração.
Tranquilizei-me e logo no início da tarde fui para lá.

Durante a tarde, o enfermeiro informa que provavelmente as máquinas deixariam de contribuir pois seu estado estava se agravando.

Saí com minha mãe e irmã para lancharmos e retornamos rapidinho.
Nisto, meu tio materno já ali estava esperando por nós.

Entrávamos silenciosa e suavemente, nos aproximando de seu leito. O aparelho que monitorava seus batimentos cardíacos, já mostrava o decréscimo dos mesmos progressivamente. Ao nos aproximarmos dele, os batimentos iam subindo rapidamente. Então, comecei a experimentar o afastamento novamente: os batimentos caiam e com a aproximação subiam. Se eram médicos ou enfermeiros, os batimentos não subiam. Sendo que não falávamos com ele, nem fazíamos ruído algum. E ele não nos via (com seus olhos).

Neste sentido, meu tio, sugeriu que saíssemos de perto de meu pai. Ficaria apenas ele próximo e quando seus batimentos estivessem quase no fim, meu tio nos chamaria.
E assim foi. Neste momento, ficamos próximos a meu pai e ele pode finalmente partir.

Meu tio nos relatou que mesmo com ele, ocorria o mesmo processo que conosco. Teve que se afastar do leito, para que seu coração pudesse ir decaindo com os batimentos.

Apenas quando no momento em que o médico estava preenchendo o Atestado de Óbito,
me dei conta que meu pai "partiu" às 6 da tarde.
Assim, o horário de sua "partida" se confirma, com aquele que me foi "dito" anteriormente.

Esta experiência me mostrou que meu pai identificava energeticamente a presença dos seres familiares, sem a presença dos órgãos dos sentidos tradicionais. Ele conseguia nos sentir e a nossa ligação energética propiciava o aumento dos batimentos cardíacos. Com os demais que ele não tinha ligação alguma, os batimentos iam se enfraquecendo e decaindo. A ligação energética de amor profundo auxiliava no aumento de seus batimentos. Ele ainda lutava para viver e para continuar ao nosso lado.

Papai procurava sempre estar ao nosso lado.
Quando viajava para nossa amada Itália, e nós não podíamos ir juntamente com ele,
suas cartas eram amorosas e muito saudosas.
Quando estávamos na Itália, um dos locais que ele muito gostava
de passear conosco era na (*) Costa Amalfitana (sul da Itália).
Lugar lindíssimo que tenho gravado em minha alma!

Seu amor era e é muito presente em nossas vidas.
Este mesmo que continua nos ligando na Vida Pós Morte.

Uma boa parte do que sou como ser humano, é proveniente deste lindo ser que é meu pai.
Um grande homem, pai, amigo, esposo, irmão, filho e mestre .
Sua nobreza de caráter e generosidade de alma me ensinou a amar genuinamente.
Sinto-me honrada por tê-lo tido, como meu grande companheiro de jornada nesta Vida.


Mio tanto caro papà
Grazie per tutto di bello che mi hai fatto sentire!
Ci rivedremmo un giorno.
Ti Amo Moltíssimo!
Tua Figlia.



Adelia Ester Maame Zimeo


Imagem: Internet

(*) Costa Amalfitana - "fica a apenas 56 km de Nápoles e a 280 km de Roma, no Sul da Itália.
Oferece uma vista repleta de penhascos verdes revestidos de casinhas coloridas no melhor estilo bizantino, rodeadas por um mar azul anil estinteante".



segunda-feira, 26 de outubro de 2009

ALGUMAS EXPERIÊNCIAS PESSOAIS --- PRECOGNIÇÃO III


- Precognition -


Citarei algumas das minhas vivências, envolvendo o conhecimento antecipado de um fato que estava por ocorrer (Precognição).

Alguns de meus sonhos não eram simbólicos; mas, sim, envolviam
cenas que posteriormente ocorriam.

Em outros momentos, acordada, eu tinha flashs (cenas) mentais, ou avisos mentais
através dos quais, já me preparava para o que estava por vir.

Comentava em minha Terapia, meus sonhos. Os mesmos eram interpretados simbolicamente. Porém, alguns ocorriam posteriormente. Comecei a relatar isto para minha terapeuta. A partir daí, quando sentia que eram premonitórios, eu os relatava, mas ela já não os traduzia. Era uma excelente Psicóloga e me compreendeu muito bem, me dando o suporte que me era necessário. Sou muito grata a ela, por todo o período de análise em que estivemos juntas.


Para ilustrar, aqui vão algumas vivências minhas:

1) Aos 16 anos, durante a época de Colégio, gostava muito da didática de um professor de Trigonometria. Tive um sonho em que a Coordenadora, entrava em sala de aula e informava da saída de tal professor e a entrada de outro bem mais jovem. Lembro-me que no momento, fico chateada. Gostava muito dele. E me dizia internamente, se me adaptaria ao outro. Exatas, não era o meu forte, apesar das notas boas que conseguia.
No dia seguinte, durante o período de aulas, eis que entra a cena do meu sonho, na realidade. Sorte, que havia comentado com minha colega um pouco antes. Quando ocorre o fato, ela me olha com espanto e faz um ar exclamativo. Eu fiquei perplexa, pelo sonho estar se realizando e ser real então a mudança, entrando em sala o tal professor bem mais jovem. Felizmente, me adaptei ao seu método e consegui me sair bem na disciplina.

Nesta época, eu ainda não me dava conta destas minhas percepções.


2) Quando meu filho era bem pequeno, por volta de seus 5 anos de idade, ficava na Escolinha no período da tarde. Chegava com a perua escolar no final da tarde, pois eu trabalhava período integral na Clínica. Conseguia às vezes chegar em casa no final da tarde para estar com ele.
Em uma das noites, sonho que quando ele retorna da Escolinha, eu já estava em casa, na cozinha preparando seu jantar. Ele abre a porta e ao subir a escada (a casa era um sobrado) leva um tombo e machuca a boca, sangrando muito. Eu desço correndo na sua direção , com a preocupação de ter afetado a parte óssea e dental. Imediatamente o levo para fazer o RX, mas felizmente estava tudo bem.
Isto realmente ocorre, posteriormente. Quando da cozinha, ouço um barulho forte e ele me chamando chorando; lembro imediatamente do sonho. Corro com o coração disparado e presencio a mesma cena. Vou até o dentista, é feito o RX pois ele queria investigar a parte óssea. Aguardo na sala de espera, ao que o profissional sai sorridente, me dizendo que estava tudo bem.


Até este momento, eu estava me adaptando ao que eu sentia, prevendo fatos agradáveis e desagradáveis. Os desagradáveis, incluíam: doenças, acidentes, mortes de pessoas queridas, amadas, familiares; rupturas amorosas; etc.

Após um certo tempo, já conseguia distinguir bem nuances que me indicavam quando o sonho era premonitório. Assim, como quando o pensamento que "entrava" subitamente, ou cenas que eu via (estando acordada), eram reais e estavam por ocorrer.
Isto de certa maneira, me prepararva anteriormente a enfrentar as situações que podiam ser diretamente comigo, com pessoas conhecidas e/ou familiares. Confesso que as situações de perda por morte eram as mais difíceis para mim. A partir daí, comecei a ter uma visão diferente da Vida e da Morte.

Percebi também, que nem tudo é controlável. Há fatos que mesmo sabendo anteriormente, a intervenção para alterá-los, não se faz possível.

A aceitação com a questão da impermanência (fatos, pessoas, situações), que tanto a filosofia oriental trata, foi ficando mais acessível para mim.

A continuidade da Vida pós Morte, mais avivada em meu ser, pelas visões e contatos que são estabelecidos com seres espirituais.

Enfim, a minha transformação foi grandiosa, com estas experiências que
permeiam minha Vida constantemente.

Creio que para tudo há um propósito na Vida.
Um deles era ampliar meu trabalho clínico inserindo esta minha aptidão. Quando me senti preparada, assim o fiz. O resultado é magnífico no andamento da terapia!


Darei continuidade a este tema gradativamente, em outros posts.



Adelia Ester Maame Zimeo

Imagem:
www.divine-light-healing.com/.../index.html