Mostrando postagens com marcador Brian Weiss. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brian Weiss. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Desapegando-se da Raíva














Em seu crescimento, não tenha medo de despertar a raíva de outra pessoa. A raiva é apenas uma manifestação da insegurança dela. Mas temer essa raíva pode inibí-lo.



"A raiva está enraizada no julgamento. Queremos enquadrar os outros em algum padrão que, de alguma forma, fantasiamos, escolhemos e impomos. As pessoas podem nem mesmo ter consciência desses padrões, mas isso não importa para nós.

Frequentemente as pessoas ficam com raiva porque não correspondemos às suas expectativas. essas expectativas podem ser tão irreais, que nunca nos será possível satisfazê-las.

(...)

Traumas na infância produzidos pelas expectativas irracionais dos pais são curados com muita dificuldade. É preciso compreender que o pai (ou a mãe) estava errado ou obcecado por uma ilusão, e essa tomada de consciência não pode ser meramente racional. O coração e as entranhas deve absorvê-la também.

Com delicadeza, faça-se essas perguntas e, sem julgar nem criticar, observe os pensamentos, sentimentos e imagens que vêm em sua consciência.

Quais eram as exigências e expectativas irracionais de seus pais em relação à você? Será que eles queriam descobrir quem você era, ou só sabiam o que queriam que você fosse? Será que eles tentavam viver e realizar seus desejos através de você? Usavam você para impressionar os outros?

Se você sente muita preocupação com as opiniões alheias é sinal de que usaram você desta maneira. Volto a insistir: procure não se importar comq ue os outros pensam a seu respeito, se estiver fazendo o que lhe parece certo ou estiver exercendo sua vontade sem prejudicar ninguém. Livre-se dessa dependência.

A culpa é uma maneira de ter raíva de si, uma forma de voltar a raíva para dentro. De alguma maneira você não correspondeu às expectativas que idealizou dentro de si, uma forma de voltar a raíva para dentro. De algumamaneira você não correspondeu às expectativas que idealizou a respeito de si e desapontou-se com isso.

A raiva é uma defesa do ego, uma defesa contra o medo. Medo de sofrer humilhação, constrangimento, desvalorização, zombaria, medo de perder prestígio, medo da derrota. Medo de não conquistar seu próprio espaço.

Pensamos às vezes que a raiva nos protege contra os outros, contra aqueles que nos fariam mal, contra os que também sentem raíva de nós. Mas a raiva é uma emoção perniciosa e inútil. É sempre dissolvida pela compreensão e pelo amor. (...)

Quando uma emoção negativa é compreendida e descobrimos suas causas, a energia que está atrás da emoção diminui e até desaparece. Quando sentir raiva, a medida mais saudável é parar, respirar fundo algumas vezes, tentar descobrir o motivo da raiva, procurar resolver a situação e desapegar-se da raiva.

Todos estamos ligados. remamos no mesmo barco.

Existe frequentemente tristeza por baixo de nossa raiva, como se esta fosse um casaco que protegesse nossa vulnerabilidade e desespero . Você já reparou que pessoas apaixonadas são ao menos sujeitas a sentir raiva? Elas parecem estar em outro ritmo, do qual a raíva não faz parte. Nem a tristeza. O ritmo do amor pertence a uma espécie diferente, e as ervas daninhas da raiva do desespero não conseguem crescer por lá.

Quando estamos com raiva, provocamos danos químicos em nosso corpo, que afetam a parede de nosso estômago, nossa pressão sanguínea, os vasos sanguíneos do coração e da cabeça, nossas glândulas endócrinas, nosso sitema imunológico, e assim por diante. Mesmo assim, a despeito dessas consequências de ordem física e emocional , nos deixamos tomar pela raiva com muita frequência sem buscar dissolvê-la.

Além disso, a raiva não é um instrumento eficaz para resolver qualquer questão. Ela perturba a clareza do raciocínio, afeta a tomada de decisão, inviabiliza nossa argumentação e cria uma predisposição negativa no interlocutor.

Mas, apesar disso tudo, empreendemos poucos esforços para afastar a raiva. Somos uma espécie bastante teimosa.

(...)

A raiva deveria ser evitada e não encorajada pois ela provoca guerras e sofrimento. A raiva nos destrói, seja por meio de nossa química interna, seja por balas disparadas pelo inimigo.

A compreensão e o amor dissolvem a raiva.




Autoria: Brian Weiss
Livro: A Divina Sabedoria dos Mestres


Imagem: Internet

sábado, 14 de novembro de 2009

"Nossa Família Espiritual"





Às vezes nossa família biológica não é a nossa verdadeira família. Nossos pais ou nossos parentes podem não nos compreender. Podem mesmo não manisfestar amor e carinho por nós. Podem rejeitar-nos e maltratar-nos cruelmente. Não somos obrigados a suportar o maltrato ou o desrespeito. Não há débitos a serem saldados que justifiquem os maltartos de ninguém. Merecemos ser amados e respeitados.

À medida que crescemos, podemos nos ver cercados de amigos e de pessoas que tenham por nós um carinho genuíno, que nos propiciem a segurança que vem da certeza de sermos amados e tratados com dignidade e respeito. Esses amigos e entes queridos se transformam na nossa verdadeira família. Eles também podem compartilhar conosco dos mesmos valores espirituais e nós podemos ajudá-los a evoluir positivamente. Essas pessoas serão nossa família espiritual. Se formos rejeitados por nossa família biológica, a família espiritual nos acolherá, cuidará de nós e se tornará a família que realmente importa.

Há um velho ditado inglês que diz que o sangue é mais espesso do que a água. Isto significa que, em tempos difíceis, nossos amigos e conhecidos podem se afastar, mas que poderemos sempre contar com aqueles que t~em o nosso sangue para apoiar-nos.

O sangue é de fato mais espesso do que a água, mas o espírito é mais espesso deo que o sangue. Poderemos sempre confiar em nossa família espiritual para estar ao nosso lado.

Não estou dizendo para abandonarmos nossa família de origem ou deixarmos de manter com ela uma relação amorosa e solidária. Mas insisto na importância de ficarmos atentos para não sofrer violência ou desrespeito físicoe emocional. É inadmissível pensarmos que o desrespeito possa ser tolerado porque vem de alguém da família, da comunidade ou do grupo religioso.

Ame a si tanto quanto ama os outros. Merecemos ser amados, apoiados, respeitados. Se a família biológica nos trata assim, é ótimo. Se não, e se os nossos esforços para alertála e fazê-la mudar de atitude falharem, devemos abandoná-la e procurar outra família, nossa família espiritual.





Autoria: Brian Weiss
Livro: A Divina sabedoria dos Mestres

Imagem: Internet


domingo, 1 de novembro de 2009

CONSCIÊNCIA

- Matcha Tea -



"Viva no presente, nem no passado, nem no futuro. O passado já se foi, aprenda com ele e desapegue-se dele. O futuro ainda não está aqui. Faça planos para vivê-lo, mas não se preocupe a respeito. A preocupação gasta intuilmente seu tempo e sua energia.

Vou repetir uma história que já contei antes, mas que talvez mereça uma reflexão diária na nossa luta contra a correria e a dispersão: Tich Nhat Hanh, um monge budista vietnamita, ensina como se deve apreciar uma boa xícara de chá. Sentir o calor da xícara, apreciar o colorido da infusão, aspirar seu perfume, degustar lentamente cada gole. Se voc~e fica remoendo eventos passados, ou preocupando-se com os futuros, de repente vai se dar conta de que
bebeu todo o chá sem perceber.
A vida é como uma xícara de chá.

'... Quando você não vivencia o presente, porque fica absorvido pelo passado ou preocupado com o futuro, você traz grande dor para o seu coração e sofrimento para sua vida.'

Muitas pessoas vêm ao meu consultório em busca de terapia. Elas podem estar procurando ajuda para determinado sintoma ou problema de relacionamento. Mas podem também estar apenas desejando mais alegria em suas vidas, mais satisfação, mais compreensão.
Esses são objetivos realmente valiosos.
Por isso é preciso tomar cuidado com o preconceito relativo à terapia, porque ele pode impedir-nos de procurar a ajuda de que necessitamos. Muitos daqueles que criticam quem busca uma terapia são os que mais precisam dela, mas não estão conscientes o bastante
para compreender isso."




Autoria: Brian Weiss
Livro: A Divina sabedoria dos Mestres

Imagem:
www.teafoodhistory.com/programs.html