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domingo, 25 de outubro de 2009

"VISÕES DO FUTURO" --- PRECOGNIÇÃO II



Teorias


" Além da dificuldade em se estabelecer uma teoria para a precognição, Zangari levanta os problemas empíricos, questionando-se se o que está ocorrendo seria precognição ou psicocinesia. As questões são muitas: “Na pesquisa mencionada de Carington, com dados”, ele se questiona, “os sujeitos previam as faces dos dados ou influenciavam a posição dos dados de forma a corresponderem com a previsão? Nas pesquisas no cassino, os sujeitos prevêem ou interferem parapsicologicamente nas roletas e nos caça-níqueis?
Até que ponto os experimentadores influenciam parapsicologicamente nos resultados?
Se psi (ESP ou PK) existe, não há que se avaliar o papel do experimentador nos experimentos,
uma vez que são os grandes interessados nos resultados?”

As teorias mais variadas já foram levantadas para tentar explicar um dos fenômenos mais incríveis da parapsicologia, exatamente por lidar com o tempo. “Psicologicamente”, conclui Zangari, “a precognição parece cumprir um papel fundamental, de ‘amortecedor psíquico’, preparador do psiquismo para suportar a informação desagradável. Entre o sonho precognitivo e o fato real, a pessoa tem tempo para se preparar, de maneira que a agressão provocada pelo fato não a desestruture completa e irremediavelmente. Do ponto de vista da Física, há muitas possibilidades aventadas, desde a existência de partículas carregadas de informação que viajariam no tempo, até a concepção de que haveria ‘buracos de minhoca’ entre universos paralelos, pelos quais as informações atemporais transitariam”.

Alguns pesquisadores chegaram a levantar a teoria de que a informação poderia viajar para trás no tempo. Da mesma forma que um evento importante tem repercussões futuras – ou seja, seu efeito se estende ao futuro –, ele também se deslocaria para trás no tempo, sendo captado por algumas pessoas em condições especiais. Isso explicaria, por exemplo, algumas previsões que nada tem a ver com a pessoa em si, mas com acontecimentos trágicos envolvendo muitas pessoas. Da mesma forma, pode-se entender que, quanto mais distante esse evento estiver no futuro, mais difícil será a percepção pela mente humana, de modo que a possibilidade da informação conter erros seria maior.

A noção dos universos paralelos é fascinante e já foi muito utilizada pela literatura de ficção científica. Ela considera a possibilidade de que existam universos mais ou menos parecidos com o nosso, normalmente invisíveis aos nossos sentidos. Nesses universos, os acontecimentos ocorreriam de forma mais ou menos semelhante aos eventos do nosso universo, e as informações poderiam “vazar” desse paralelo para o nosso, sendo captadas por algumas pessoas. Segundo algumas propostas, isso também poderia explicar o porquê de alguns eventos futuros não ocorrerem exatamente da forma como foram previstos, já que no universo paralelo eles seriam ligeiramente diferentes.

J.B. Rhine encarou a definição para a precognição da mesma forma como o fez para os demais fenômenos parapsicológicos, ou seja, entendendo que eles são fenômenos “não-físicos”, isto é, não podem ser localizados fisicamente, não estão no cérebro. Para ele, a mente possui uma característica única que é sua independência com relação ao universo material, sendo capaz de ampliar-se e estender seu campo de ação de uma forma que o universo físico não pode entender.

Assim, vários cientistas ligados a esse modo de pensar referem-se à existência de um “campo psi”, através do qual ocorreria a transmissão de sinais de informação. Esse campo seria capaz de interagir com os meios físicos, mas seria independente deles, de modo que as informações poderiam se locomover independentemente das leis conhecidas para o espaço e o tempo.
Mas essa não é uma postura generalizada. Muitos cientistas, especialmente os físicos, entendem que não se pode tentar explicar a precognição, ou qualquer outro fenômeno parapsicológico, senão por meio de teorias da Física. O próprio Albert Einstein teria sido um defensor de que os fenômenos deveriam ser estudados pela Física e que estariam ligados
ao estudo da teoria quântica.

Diz-se que a causalidade é extremamente importante no desenvolvimento das teorias físicas sobre a precognição, visto que na causalidade os eventos futuros sempre têm uma causa anterior: uma folha em branco existe antes de uma folha escrita; uma pessoa é jovem antes de ser velha; um telefone não toca na casa de alguém antes que a pessoa disque o número.

No entanto, os cientistas Russel Targ e Harold Puthoff – que também realizaram experiências na área, no Stanford Research Institute – dizem que, apesar de ser um fato observável que a informação viaja do presente para o futuro, “não há qualquer motivo para desespero” se, em algumas ocasiões, em algumas experiências, verificar-se que ocorre justamente o oposto, uma vez que na física teórica, nas equações da física, muitas soluções sugerem exatamente isso.

Outros físicos também apresentam como exemplo disso o fato de que, em microfísica, às vezes ocorre de um núcleo atômico desintegrar-se antes de ser atingido por uma partícula rápida, o que é uma reversão causal aceita na física teórica.

Seja como for, estamos falando de um fenômeno cujas pesquisas ainda vão gastar muito papel e muito tempo (sem querer fazer trocadilho).

O importante, no momento, é saber que se trata de um fenômeno comprovado, por mais fantástica que possa parecer a capacidade da mente em transcender o tempo".



"Para saber mais:
Tempo – O Profundo Mistério do Universo - John Gribbin (Francisco Alves Editora)
Através da Barreira do Tempo - Danah Zohar (Editora Pensamento)"



Fonte:
Revista Sexto Sentido (08/05/2009)


Imagem: Internet


"VISÕES DO FUTURO" --- PRECOGNIÇÃO I


-Nostradamus - by Salvia Forme



"Além de ser um dos fenômenos mais antigos já registrados pela humanidade, a precognição continua envolta em certa aura de mistério. Mas o fenômeno já foi devidamente comprovado pela parapsicologia, e novas pesquisas e teorias estão sendo elaboradas".

Gilberto Schoereder


"Profecias, adivinhações, visões, sonhos, intuições... A humanidade já encontrou inúmeras formas para denominar a possibilidade de ter vislumbres de acontecimentos futuros. É um dos fenômenos mais comentados ao longo dos tempos, e pode ser encontrado nos livros sagrados de várias religiões e em relatos lendários e mitológicos das mais diversas culturas do planeta.
Nos estudos parapsicológicos, trata-se de precognição, fenômeno considerado pelos cientistas como nada mais do que uma clarividência ou uma telepatia cujo conteúdo se refere ao futuro. Em outras palavras, é o conhecimento direto de pensamentos, sentimentos,
sensações ou fatos futuros.

Wellington Zangari, coordenador do grupo Inter Psi, da PUC de SP, explica que é um erro referir-se à precognição como uma terceira modalidade de ESP (extra sensorial perception, ou PES, percepção extra-sensorial), ao lado da telepatia e da clarividência. “De fato”, ele explica, “ao falarmos de telepatia e de clarividência, estamos definindo o fenômeno pela fonte (de onde partiu) de informação: uma outra mente, no caso da telepatia, e um fato ‘captado’ diretamente do meio, no caso da clarividência. Se definirmos ESP pela variável tempo, então devemos considerar a possibilidade de retrocognição, simulcognição e precognição”.

Uma das formas mais conhecidas de ocorrência do fenômeno é durante os sonhos. Segundo levantamento apresentado por Zangari, entre os americanos 75% dos casos de precognição ocorrem em sonhos; na Europa ocidental, 60% dos casos ocorrem em sonhos;
na Inglaterra, 74% dos casos.

No Brasil, num estudo realizado por ele e por Fátima Regina Machado, 64% de uma amostra de 181 estudantes universitários tiveram sonhos com ESP. Desse total de 64%, 92% das pessoas tiveram mais de um sonho; 97% tiveram sonho especialmente vívido; 71% sonharam com evento trágico; 75%, com membro da família; 83%, com evento ocorrido dentro de 24 horas; e 63% contaram o sonho a alguém. A maior parte dos sonhos é realista, em oposição aos sonhos simbólicos; ou seja, as imagens se assemelham ao fato, geralmente indicando “o quê” e ”com quem” o fato sonhado está relacionado".




Fonte:
Revista Sexto Sentido (08/05/2009)

Imagem: Internet