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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Antídoto Espiritual : A Compaixão

- Self Compassion -


A nossa natureza compassiva suaviza a intolerância com amor e compreensão, levando-nos ao perfeito equilíbrio.

A compaixão nos brinda com paciência, visão ampla, aceitação, tolerância e amor.

Quando somos compassivos, o nosso coração fica grande o suficiente para que aceitemos os outros como eles são, icluindo as suas falhas.
Alinhar ao centro
A compaixão nos ajuda a reconhecer e aceitar o fato de que nós também temos falhas, cometemos erros e às vezes ficamos confusos, desorientados e inseguros.

Ela nos leva a ver que são as nossas falhas e imperfeições que nos dão profundidade e originalidade.

Ela permite que nos olhemos no espelho e vejamos nossa verdadeira beleza, mesmo em meio aos julgamentos e criticismos do nosso ego ferido.

A compaixão nos confere empatia e a licença para sermos totalmente nós mesmos.

Através dos olhos espirituais da compaixão, nós nos vemos como um filho adorado deste universo divino.




Autoria: Debbie Ford
Livro: Como Entender O Efeito Sombra Em Sua Vida


Imagem:
quintmiami.com



sábado, 22 de janeiro de 2011

Perpetuando A Negação


"Num estado de negação, não conseguimos admitir o quanto estamos feridos nem admitir para todos as maneiras pelas quais fomos violentados ou violentamos os outros. A negação e as justificativas para o amu comportamento das outras pessoas se manifestam de muitas formas.
(...)
Por que deixamos que crimes contra o espírito sejam cometidos impunemente? Por que negamos a profundidade do abuso emocional, psicológico e espiritual que é perpetrado todos os dias?
(...)
É uma dura realidade para a qual precisamos despertar. Vivemos num transe coletivo em que não há nada de errado em malhar a nós mesmos, os outros e o mundo como um todo. E o preço deste transe coletivo, do qual ninguém fala, é que elee perpetua o ciclo de dor e vitimização. Continuamos sendo os nossos piores inimigos e vivendo na ilusão de que não podemos fazer nada quanto a isso. Se não despertarmos, continuaremos a culpar os outros pelas nossas fraquezas e delitos. Continuaremos a negar o poder e a importância do nosso comportamento para o mundo à nossa volta. E o que é pior, seremos incapazes de responsabilizar os outros pelas suas atitudes, porque não desejaremos nos responsabilizar pela parte que nos cabe na destruição do espírito humano. (...) Vamos continuar voltando as costas para nós mesmos e para os outros, porque nos sentimos impotentes para fazer algo que acabe com esses ciclos intermináveis de abuso. Então, com os olhos fechados, tornamo-nos parte da própria dinâmica que nos feriu e não enxergamos as maneiras pelas quais participamos desse abuso. Não só particpamos da morte do espírito de outras pessoas, como nos tornamos o mandante da nossa própria morte - emocional, psicológica, física e espiritual. Adotamos sem saber as crenças dos nossos algozes e depois levamos adinate o seu comportamento, até não ouvir mais a voz da nossa própria essência nem reconhecer a nossa grandiosidade.
(...)
Mas é hora de você se libertar da negação e começar a falar a verdade. As suas crenças, até as mais entranhadas na sua psique, não são a verdade; elas são uma verdade -
e também podem ser uma mentira.
(...)
A única opção, se quisermos ter consciência do que realmente está acontecendo à nossa volta, é checar constantemente nós mesmos e os outros, pedir-lhes uma opinião honesta e procurar saber se estamos escondendo ou evitando algo, nos nossos armários interiores. Precisamos estar dispostos a fazer escolhas difíceis, a aceitar as nossas próprias limitações e a pedir ajuda quando necessário. Se não nos dispusermos a ser rigorosos, não há esperança de que vivamos uma vida autêntica, repleta de paixão e que preencha a nossa alma".



Autoria: Debbie Ford
Livro: Como Entender O efeito Sombra Em Sua Vida

Imagem: Internet



sábado, 27 de novembro de 2010

A Vida Merece Ser Vivida...



(...) A manifestação dos seus sonhos começa com a difícil tarefa de descobrir o que eles verdadeiramente são.

Enquanto somos crianças, seguimos as pegadas de nossos pais e professores. Aceitamos sua orientação e seu discernimento para nos guiar nas tarefas escolares; eles influenciam nossa escolha com relação a esportes passa-tempos e outras atividades que ocupam nosso tempo livre.

Quando ficamos adultos, escolhemos a carreira e os colegas baseados nos ideais estabelecidos pelos mais velhos.


Mas em que ponto paramos de ouvir essas vozes externas e entramos em sintonia com nossos guias interiores? Em que momento decidimos que talvez o caminho que estamos trilhando não seja, de fato, o nosso?

Seria essa a razão que nos leva a sentir que falta algo na nossa vida?
Esse é o tipo de pergunta que mais tememos, porque exige de nós uma segunda avaliação do que temos pensado até agora.

Alguma vez você já questionou sua crença em Deus? Para alguns, questionar a doutrina sagrada é um pecado mortal; mas, se não desafiarmos nossas crenças mais básicas, não cresceremos espiritualmente.

Nossa vida correrá simplesmente ao longo das linhas estabelecidas pelos nossos pais, e não passaremos jamais dos limites que eles estabeleceram para nós quando éramos crianças.
Este capítulo trata da partida para um território desconhecido. Ele vai guiá-lo a uma vida de grandeza e serenidade.

Em vez de dizer: “Não posso fazer isso”, você precisa perguntar: “Por que eu não faria isso? Estou com medo de quê?” Essas perguntas desafiam as amarras que o mantêm preso. O objetivo desse capítulo é fazer você descobrir qual é a finalidade da sua vida.

Indagar-se se você está no caminho certo parece fácil. A parte difícil é ouvir a resposta do coração. Sua mente terá uma resposta, mas seu coração talvez tenha outra.

O medo pode incitá-lo a manter o rumo atual, enquanto o amor pode instigá-lo a mudar de rumo. Você precisa acalmar a mente para ouvir qual é o chamado mais alto e abrir o coração para descobrir onde mora o amor.

Se decidir seguir suas paixões e seus desejos, precisa ser forte o suficiente para ouvir as respostas da sua alma. Se você se mantiver na superfície, o cenário parecerá sempre o mesmo.

Aventure-se em águas mais profundas e um mundo mágico estará à sua espera.
Mas temos medo de afundar, de errar, de falhar.

Seus desejos são suficientemente importantes para fazer você enfrentar seus medos? Você os quer realizar de verdade? A escolha é sua: você pode mudar sua atitude de resignação para uma de comprometimento; passar de uma condição de medo para um estado amoroso.

O primeiro passo é questionar a si mesmo, para transformar radicalmente suas certezas em perguntas.

Troque: “Sou um fracassado” por “Eu poderia ser um sucesso?” Mude: “Estou aborrecido com minha vida” para “Eu seria capaz de ser animado?” Transforme: “Minha vida não faz diferença” em “Eu faria alguma diferença para o mundo?”

A necessidade de ser corretos de nos sentirmos seguros nos impede de assumir um compromisso com a vida. Ficamos inseguros ao questionar nossos motivos.

O que você prefere: estar certo a respeito de ser um fraco ou estar errado quanto à sua capacidade de ser grande? Você escolheria estar no controle de uma pequena soma de dinheiro ou inseguro em relação a como equilibrar uma conta bancária polpuda? Entre permanecer num emprego de que você não gosta e se arriscar criando um empreendimento próprio,
qual seria sua escolha?
Se soubesse que só tem um ano de vida, você continuaria a fazer o que está fazendo agora?
Você faria as mesmas escolhas para a sua vida?


Feche os olhos e focalize mentalmente um lugar dentro de você, bem no fundo, onde se sinta a salvo e à vontade. Pergunte a você mesmo o que gostaria de estar fazendo nesse exato momento da sua vida. Por que não está se dedicando à busca desse sonho? Do que você tem medo?Faça a você mesmo a pergunta que lhe fiz: o que você faria se tivesse apenas um ano de vida? O que você mudaria?

Mantendo as respostas na quietude do seu coração, comprometa-se a mudar sua vida, de forma a poder manifestar seus sonhos.

Comprometa-se a sempre prestar atenção à sua própria verdade e a dar ouvidos a ela.

Proponha-se a deixar o Universo guiá-lo em direção àquilo que o seu coração deseja.

Só esses compromissos já mudarão sua vida.

Ao fazer isso, você estará dizendo a você e ao mundo todo:
“Mereço ter o que quero e farei o que for necessário para realizar meu desejo”.

W. H. Murray escreveu:
Até que uma pessoa se comprometa, há a vacilação, a oportunidade de recuar, a ineficiência de sempre. No que diz respeito a todos os atos de iniciativa (e criação), só existe uma verdade elementar: o fato de não sabermos o que mata inúmeras idéias e esplêndidos planos e que, no instante em que alguém se compromete definitivamente, a Providência muda também. Então, para ajudar essa pessoa, acontecem coisas que de
outra forma jamais ocorreriam. Uma sucessão de acontecimentos emana da decisão tomada, gerando toda espécie de incidentes imprevistos, encontros e apoio material que favorecem essa pessoa e que ninguém jamais sonharia que se apresentariam dessa forma. Dê início a qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar. A ousadia tem talento, poder e magia.


Sem comprometimento, o Universo não pode produzir os acontecimentos de que precisamos para realizar nossos desejos.

Infelizmente, a maioria das pessoas não se compromete com aquilo que quer. À noite, na cama, rezamos para ter uma vida melhor, um corpo melhor, um emprego melhor, mas nada muda.

Isso acontece porque mentimos para nós mesmos. Em geral, o que pedimos em nossas orações e aquilo com que estamos comprometidos são coisas totalmente diferentes. Rezamos para ter uma vida mais saudável, mas somos sedentários. Pedimos a Deus um relacionamento gratificante, mas ficamos sentados em casa. Estamos mais à vontade com o status quo.

Porém, quando percebemos que ninguém está vindo para nos salvar ou fazer algo por nós e que nossas velhas feridas continuam lá, quer gostemos delas ou não, então nos damos conta de que somos nós que temos de exercer o nosso potencial.




Autoria: Debbie Ford
Livro: O Lado Sombrio dos Buscadores da Luz

Imagem: Internet