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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Você Carrega O Mundo Nas Costas?



'Não somos o centro das atenções, e o universo não gira ao nosso redor. Somos um ponto, um ponto único, significativo, mas cuja maior importância é contribuir no conjunto da obra que é a vida. Assumir mais que isso é carregar um peso desnecessário nos ombros'

"Na mitologia encontramos muito material para reflexão sobre nossas próprias atitudes. Na mitologia grega, por exemplo, encontramos a figura de Atlas, um dos titãs que foi vencido por Zeus e seus aliados (as energias do espírito, da ordem, do Cosmos). Todos os titãs vencidos nesta batalha foram condenados eternamente ao Tártaro (equivalente ao inferno judaico-cristão), mas Atlas foi condenado a carregar o 'mundo' nas costas por toda a eternidade.

Essa alegoria mitológica nos leva a perceber que sempre que desrespeitamos as forças que harmonizam a vida, sofremos a consequência de carregar nosso próprio mundo nas costas.
Começamos a 'carregar o mundo nas costas' a partir do momento em que nos colocamos como o centro do mundo. É nesta inversão de papéis que nós cometemos nossos maiores erros.

Queremos ser responsáveis por tudo, moldar o mundo à nossa vontade e, não raro, começamos a carregar também 'o mundo dos outros' nas costas, por acreditar que somos os alvos de todas as ações que provêm das outras pessoas.
Se você vem experimentando muito sofrimento e realmente deseja mudar esta situação, pare imediatamente de pensar que tudo o que acontece à sua volta está relacionado a você! Você não é o centro do mundo, nem o centro das atenções. Mesmo as pessoas de vida pública e celebridades são muito menos o centro das atenções do que pensam e gostariam de ser.


Uma vez uma pessoa me procurou no final de uma de minhas palestras e disse:

- 'Hilsdorf, eu tenho um problema muito grande, onde quer que eu entre as pessoas estão sempre olhando direto para mim'!
Eu perguntei a ela:
- 'Como você saberia que estas pessoas estão olhando direto para você, se você não estivesse olhando direto para elas'?


Da mesma forma, muitas pessoas reclamam que os outros estão sempre rindo dela, falando sobre ela, criticando-a...

Um momento: Será que o único foco de interesse disponível é você? Quando as pessoas riem na sua presença, este riso sempre significa deboche? Você tem certeza disso?

Passo muito tempo em aeroportos, nas idas e voltas das minhas palestras. Sempre que algum cantor ou artista conhecido da mídia se encontra na sala de embarque surgem muitos risos. Estes risos logo depois se transformam em pedidos de fotos e autógrafos, não eram risos de deboche.

Com as pessoas que não são conhecidas através da mídia, acontecem coisas similares. Diversas vezes já vi rapazes rindo entre si ao comentarem a beleza, o charme ou a sensualidade de uma bela jovem na sala de embarque. Presenciei várias vezes o mesmo fato quando um homem muito bonito era apreciado por mulheres empolgadas com sua presença.


Risos não são e jamais foram expressão universal de deboche. O fato é que a baixa auto-estima faz com que as pessoas interpretem fatos positivos como ameaças!
Exatamente como esse rapaz que se sentia observado só porque ele mesmo estava observando os outros, muitas pessoas sofrem por razões semelhantes todos os dias.
Em uma peça de teatro, em uma novela ou em um filme, encontramos uma personagem central, a protagonista. 
A protagonista é aquela que 'agoniza', sofre por todos. Toda a trama se origina ao seu redor e reflete suas dores e alegrias.

Embora sejamos a personagem central de nossas vidas, não devemos com isso acreditar que somos a personagem central na vida dos outros. Não precisamos 'agonizar', sofrer, como se tudo ocorresse por nossa causa ou sob nossa responsabilidade. As coisas nem sempre são a nosso respeito!

Como seres humanos, temos a tendência de pensar que as reações dos outros refletem algo que nós fizemos a eles.

Por isso, acabamos agindo como se fôssemos sempre os protagonistas de todas as vidas ao nosso redor. Se você cumprimenta um amigo ou colega de trabalho e ele responde de maneira fria, indiferente ou até grosseira, você começa a pensar: O que foi que eu fiz a ele, para ele me tratar assim?

Você não precisa ter feito absolutamente nada. A reação da outra pessoa pode ser fruto de problemas pessoais, problemas de saúde, preocupações, problemas com outras pessoas ou um aborrecimento que tenha ocorrido poucos segundos antes de você chegar. Simplesmente, não tem nada a ver com você!


Colocar-se no centro de todas as situações não é uma prática saudável, cria problemas inexistentes. Agir assim, quase sempre, demonstra megalomania e/ou baixa auto-estima. Essa postura só causa problemas.
Da próxima vez que alguém reagir de maneira negativa e inesperada à sua chegada, ou a qualquer ato seu, lembre que esta pessoa pode estar passando por infinitas situações e que a reação dela pode não ter relação direta com você. Na maioria das vezes, a pessoa que reagiu mal nem percebeu ter agido assim com relação a você, ela está imersa em seus próprios problemas e “carregando o seu próprio mundo”.

Se você percebe razões concretas, evidências de que você efetivamente causou a reação, isso é natural no universo das relações, uma boa conversa pode colocar tudo de novo no lugar!

Sempre que encontrar alguém em um dia ruim (carregando o mundo nas costas), entenda que se nós temos o direito de ter um dia 'ruim' e de querermos ficar sozinhos e incomunicáveis por algum tempo, outras pessoas também têm essa necessidade. Por que negaríamos esse direito aos outros?

Não queira ser protagonista dos sofrimentos alheios. A cada um de nós basta os sofrimentos que nós mesmos, desnecessariamente criamos e os que a vida nos apresenta, como convite à reflexão e aperfeiçoamento.

Isso não é um convite à indiferença, é um convite à aceitação do outro e um alívio para nós mesmos.

Não somos o centro das atenções, e o universo não gira ao nosso redor. Somos um ponto, um ponto único, significativo, mas cuja maior importância é contribuir no conjunto da obra que é a vida. Assumir mais que isso é carregar um peso desnecessário nos ombros! É melhor carregar o peso de um “ponto” a carregar “o mundo” nas costas.

Da mesma forma que não devemos causar intencionalmente dor nos outros, não devemos assumir a dor 'particular' dos outros, como se nós a tivéssemos causado.

Seja sempre solidário com a dor do próximo, ajude o quanto puder, mas não julgue que você seja a causa e o responsável por todas essas dores. Muitas pessoas escolhem sofrer, mesmo quando não têm razões concretas para isso e exportam, com suas reações, a desarmonia interna que elas mesmas criaram.

Temos que aprender a nos libertar de nós mesmos e dessas pessoas também. Não podemos ajudar alguém que não quer ajuda e nem nos prejudicar com culpas que não temos.

Viva seu mundo ao invés de carregá-lo nas costas. Convide os outros a fazer o mesmo."




Autoria: Carlos Hilsdorf



Imagem:

lucianamelo.flogbrasil.terra.com.br 



segunda-feira, 30 de abril de 2012

Seja Mais Você



"O processo começa na infância. É nessa fase, garantem os especialistas, que formamos a opinião e o sentimento que temos por nós mesmos. É a partir dessas experiências primeiras que seremos capazes de respeitar, confiar e gostar de nós mesmos. Ou não. Mas é certo, também, que no decorrer da vida, há momentos em que a auto-estima, por mais reforçada, sofre abalos.
Entre as características mais marcantes da baixa auto-estima estão a insegurança, a sensação de inadequação, as incertezas e dúvidas constantes, a irrefreável necessidade de aprovação. Características que decorrem, principalmente, de processos de perda, abandono, rejeição e críticas.
Com a auto-estima elevada, por sua vez, somos o reverso. Ficamos mais dispostos ao elogio e à expressão de afeto, ficamos menos ansiosos, mais autoconfiantes e satisfeitos. O melhor: somos capazes de construir relações mais saudáveis e criativas e de conquistar a paz interior. Essa, que conquistamos sozinhos e que ninguém nos tira.
... em dez itens, alguns conselhos que podem ajudar nessa empreitada.
1. Invista no auto-conhecimento. Investigue-se, dedique mais tempo a você, suas necessidades, suas escolhas. Não tenha pressa.
2. Seja carinhoso com o seu próprio corpo. Mantenha a boa forma física, faça atividades prazerosas. Isso o fortalecerá, além de deixá-lo uma pessoa mais saudável e bem-disposta.
3. Selecione as pessoas que terão o privilégio de conviver com você, de fazer parte da sua vida. Existem aquelas que, definitivamente, não valem a pena. O seu tempo é preciso. Não o desperdice.
4. Não culpe ninguém pelos erros que você comete e não encare as críticas como ataques pessoais. Relativize. Aprenda a receber críticas. Lembre-se que somos pessoas diferentes. Cada uma percebe as coisas à sua maneira, de acordo com suas circunstâncias e experiências. Sempre podemos aprender com os outros.
5. Não tente agradar a todos. Essa é uma tarefa humanamente impossível. Aprenda a dizer não, pois em muitas situações essa expressão não só é inevitável como a mais adequada.
6. Acostume-se com sua imagem no espelho e aprenda a gostar dela. Realce as partes que mais gosta. Mas por você, não por conta da opinião alheia. Lembre-se que defeitos, todos têm.
7. Ouça a sua intuição. Confie em você. No seu próprio valor, nas suas qualidades, ainda que os outros não reconheçam ou não concordem com você.
8. Busque prazer no trabalho. É onde gastamos a maior parte do nosso tempo. Portanto, além do dinheiro, ele deve ser uma fonte de satisfação.
9. Como está a sua casa? Reflete harmonia, equilíbrio e bem-estar? O seu espaço deve refletir o seu mundo interior. Uma casa desorganizada tende a destruir sua auto-estima. Faça uma faxina já.
10. Acredite que você é uma pessoa especial, que merece ser amada. E a primeira pessoa a fazer isso é você mesmo".



Fonte:

.
Imagem:
falandosegredos.blogspot.com


sábado, 21 de abril de 2012

Você Está Sem Prazer Na Vida?



Renove sua autoestima exigindo seu direito ao prazer 


O maior desafio da mulher que luta hoje pelo seu sustento é se permitir e garantir o próprio prazer. Todas estão correndo contra o relógio. E para vivermos com prazer, precisamos reservar e cobrar muito tempo para nós.

Os consultórios estão repletos de mulheres com problemas de diabetes, tireóide, falta de lubrificação no ato sexual, deprimidas (talvez por falta de serotonina, o que ocasionaria exaquecas e obesidade). Ou seja, todo tipo de complicação no equilíbrio dos processos que envolvem as glândulas e os hormônios no corpo. Ou estão simplesmente exaustas e, então, sentir prazer passa a ser um peso, gerando culpa.
Tendo filhos ou não, jornada tripla ou não, não importa: as mulheres hoje estão "ressecando", pois vivem "adrenalinadas". Cada vez secretam menos substâncias que ativam o sistema nervoso autônomo parassimpático, responsável pela desaceleração dos batimentos cardíacos, diminuição da pressão arterial, diminuição da adrenalina e a diminuição do açúcar no sangue.

RENOVE-SE

O prazer renova as ideias, a vitalidade e a quantidade de energia disponível para o dia-a-dia. Ajuda a ativar o sistema parassimpático e representa o grande protagonista quando o assunto é autoestima. Quanto menos prazer na vida, maior a percepção que muitas relatam como "viver sem sentido", sem beleza, sem encantamento pela vida e por si próprias. A valorização e a coragem de viver passam pelo prazer.
"A valorização e a coragem de viver passam pelo prazer."
Não apenas o prazer sexual, mas o prazer de experimentar diversos tipos de sensações: "um viver sensorial". Quanto mais corre e exacerba a racionalidade como filtro da sensação, menos tempo e mergulho nos momentos puramente sensoriais.
Agora você poderia se perguntar: "Mas como faço isso sem gastar além do possível?" ou "Como deixo de lado minhas prioridades para ter tempo para mim?" Gastar muito pode ser um mito quando o assunto é prazer. O mais importante é escolher o primeiro passo desta longa caminhada de mudança de hábitos e de estilo de vida. Pode ser caminhar descalça na areia ou numa grama macia, fazer cócegas numa criança e gargalhar junto, pedir uma massagem ao parceiro ou a uma amiga, experimentar um novo tempero afrodisíaco, deitar-se para ouvir uma música romântica, acordar tarde e tomar um belo café da manhã numa mesa bem arrumada, que não custam muito. Um tratamento médico pode sair bem mais caro!
E sobre o tempo necessário para sentir mais prazer na vida, é uma questão de abrir mão do mito de que a mulher tem que dar conta de tudo, de que tem que ser heroína diariamente. Mulheres que resolvem os problemas dos outros e têm resposta para tudo não recebem mais amor como pagamento. Aprenda a abrir mão do poder que ser a "Pessoa Resposta" confere. Esse pode ser o maior desafio - e apenas gradativamente alcançado. Sua saúde e seu amor agradecerão por essa nova forma de viver. O prazer é contagioso, e quem sente uma vez sempre quer mais.





Autoria: Carla Panisset

Imagem:
cidadesaopaulo.olx.com.br



sexta-feira, 30 de março de 2012

Desapegar-se... É Um Ato De Amor Por Si – Parte I


"Assim como um construtor que pretende edificar um prédio em um terreno onde tenha uma casa antiga ou deteriorada, onde tenha um matagal ou muita lama, onde tenha lixos jogados ou entulhos com fragmentos de tijolos, restos de madeira, resíduos de obras de alvenaria, entre outras coisas, precisa limpar e preparar o ambiente para sua obra ser realizada com sucesso, o ser humano, também, precisar abrir espaço em sua jornada terrena, para que algo novo e bom aconteça em importantes momentos de sua existência...

Há momentos na vida em que é preciso desapegar-se de tudo e de todos para se encontrar um novo caminho, uma nova forma de ver e de viver a vida. É preciso gerar uma abertura de grandes áreas no território do viver, de modo que a introdução de novidades venha e renove as energias criativas, para que assim, uma nova construção se erga.
No entanto, para que isso aconteça, necessário é, antes de qualquer coisa, desapegar-se do que não é mais imprescindível, desapegar-se daquilo que foi bom mas que já não é mais tão bom assim; desapegar-se de quem quer partir e precisamos deixar ir, desapegar-se de uma dor, de um sofrimento, de uma tristeza que corrói a alma, desapegar-se dos muros do passado, desapegar-se do apego que o outro possui em relação a você...

Desapegar-se, na verdade, para Libertar-se com Consciência e ser Feliz Plenamente... Muitas são as situações que pedem o desapego e muitos são os aprendizados que nos levam a compreender a real necessidade e importância da prática constante do desapegar-se. Inúmeras vezes as pessoas insistem em querer permanecer vivendo determinadas situações mesmo quando não consideram ser o melhor para elas. Ou permanecem nelas porque acham que ainda podem conseguir algum resultado satisfatório mesmo quando a situação já chegou ao insuportável. Ou ainda, se prendem pelo receio da carência, pelo temor de se sentir só, pelo sentimento de incapacidade, pela dependência na relação com o outro, pelo comodismo apesar do incômodo ou por conformismo ao se achar pequeno demais para a vida.

E quando vivem nesses padrões por tanto tempo e resistem à mudança, acabam por não perceber o que o Universo está dizendo e orientando para tal ou qual situação. Desapegar-se é fazer o corte físico, energético, emocional e mental, libertando-se dos vínculos nocivos ao bom e ao bem viver para entrar em Harmonia e Equilíbrio Pessoal, Bioenergético e Espiritual.
É, ao mesmo tempo, conceder largueza de espaço para que inovadoras, restauradas e positivas energias e oportunidades possam ser vividas com Felicidade. Oferecendo, inclusive, a oportunidade de permanecer com as boas vibrações de energias e lembranças vivenciadas anteriormente, porém, sem a dependência delas para ser Feliz, pois senão, torna-se apego. Ao olharmos para trás, para um passado distante ou recente, quantas são as doces recordações que carregamos?

Com certeza, muitas, para boa parte das pessoas. Portanto, quanto mais vivemos qualificadamente e construímos com nossos dotes espirituais, mais teremos a lembrar em coisas boas sem depender do que passou para isso. Por isso, essas memórias devem servir como um alicerce consolidado para impulsionar as novas e promissoras realizações. E não, como um ponto fraco, que ao ser rememorado, pode trazer o desequilíbrio e a desarmonia à estrutura dos quatro pilares que sustentam a existência humana... O seu corpo, a sua mente, a sua energia ou comunicação e a sua emoção. Por essa razão, é que dia a dia o exercício do desapego ensina a todo tempo que somos possuidores de grandes riquezas interiores, capazes de aclarar novos Caminhos, realizando pródigas descobertas, para compartilharmos com a vida e com nossos semelhantes.
Essa é a Posse real que temos. Por outro lado, de fato, tudo o que é material bem como as pessoas que temos presentes em nossa vida, não nos pertencem. Estão, apenas existindo em um dado momento de nosso viver. E o poder sobre elas é somente ilusão temporária, até que o Tempo Divino oriente a renovação para um novo Ciclo.

Sendo assim, o sentimento de posse e o controle, no que diz respeito às pessoas e sobre as coisas materiais, sempre trazem algum tipo de dor ou sofrer para um lado ou para o outro quando são usados como armas ou instrumentos do apego, para anular a liberdade de ser de outrem ou tentar limitar as ações naturais daquilo que tem que ir ou daquele que deseja viver... Assim, faz parte da vida aprender essa lição buscando a harmonia nas relações com o ambiente e com as pessoas que nos cercam, de maneira solta e amorosa, para que tudo cresça e floresça com cada um dando o seu melhor e vivendo sua existência bem e intensamente.Ame-se... E Desapegue-se!!!"


Autoria: Roberto Luz
http://www.stum.com.br/clube/artigos.asp?id=16868

Imagem:
www.semeadorestrelas.blogspot.com 






quarta-feira, 28 de março de 2012

Poder Real X Poder Ilusório

- Revealing Self -


É incrível como normalmente sentimos a necessidade de exercer algum tipo de poder. Vale lembrar que o poder está diretamente ligado ao controle, e este por sua vez, está ligado a segurança. Quando queremos controlar as coisas é porque estamos querendo nos sentir seguros, então, buscamos o poder sobre algo ou alguém. Esta busca de poder se manifesta de várias formas, pode ser direta, através da nossa busca incessante por projeção e ascensão profissional ou através da aquisição dos bens materiais que nos proporcionam status e segurança, como a casa, o carro, a moto, as jóias.

 Mas o poder também se manifesta de modo sutil, como aquele que exercemos sobre as outras pessoas. O poder sobre o marido (ou esposa), quando controlamos seus passos de forma sutil e indireta, o poder sobre nossos filhos, quando fazemos chantagens emocionais deixando todos atados às nossas asas, o poder que exercemos sobre nossos pais, usando uma boa argumentação e conseguindo que façam tudo o que queremos. A este tipo de poder chamo de poder ilusório, porque ele nos confere momentaneamente uma condição de segurança. Sentimo-nos seguros e poderosos com o carro do ano, a casa no melhor bairro, o dinheiro farto na conta, o marido sempre controlado, os filhos na barra da saia, os pais ao nosso dispor, mas na verdade, tudo isso pode acabar de uma hora para outra, independente da nossa vontade!

 A qualquer instante, independente dos nossos esforços, podemos ser demitidos, nossa empresa pode falir, nosso marido ( ou esposa) nos abandonar, nosso filhos mudarem-se para estudar em outra cidade e nossos pais morrerem. E se algo disso acontecer, como ficaremos? Normalmente não pensamos muito nisso, porque achamos que seria pensar de forma negativa. Ops...forma negativa ou forma realista de pensar? Basta abrir nossos olhos para ver quantas histórias dessas existem ao nosso redor, isso significa que não existe garantia alguma de que com a gente nunca vá acontecer!

 Mas acredito que existe sim um poder real e verdadeiro, que não está ligado a coisas ou a pessoas externas. É o poder e o controle que temos sobre nossos pensamentos, nossas palavras e nossas ações. Este poder ninguém pode nos tirar! É através dele que nos fortalecemos verdadeiramente para nos sentirmos seguros! Este sim é o poder que mais importa, o poder que exercemos sobre a nossa própria vida, poder de transformar o que não está indo bem, buscando nossa realização pessoal, nosso crescimento como pessoa, como ser humano que somos! Poder de nos responsabilizarmos verdadeiramente por nossa felicidade, saindo da dependência que nos amarra a pessoas e coisas. Mas este é o tipo de poder que precisa ser aprendido e desenvolvido gradativamente em nosso interior.

Normalmente somos escravos de nossos pensamentos, quando o ideal é que aprendamos a controlá-los. Toda vez que temos um pensamento ele vem acompanhado de uma emoção. Se por exemplo, nos lembrarmos de uma pessoa que nos causou algum mal, com certeza, junto virá a sensação de raiva, mágoa ou dor; e talvez nossas próximas palavras sejam ásperas e nossas atitudes as vezes até agressivas. Quando percebemos, já falamos e fizemos coisas que sabemos ser impróprias e desnecessárias. Por isso é tão importante buscar o auto-conhecimento e o desenvolvimento do auto-controle, pois eles sim nos conferem o poder de sermos verdadeiros nas nossas manifestações, capazes de ponderar e analisar as situações, sem sermos levados por impulsos que podem causar danos a nós e àqueles que convivem conosco, fazendo-nos arrepender no minuto seguinte. E você, já pensou nisso? Que tipo de poder exerce realmente em sua vida? 


 Autoria: Cacilda Zeraik
cacilda@cacildazeraik.com.br 
http://www.stum.com.br/clube/artigos.asp?id=19215

 Imagem: chat.tonyrobbins.com 



domingo, 25 de setembro de 2011

Dependência Afetiva


"Depender da pessoa que se ama é uma maneira de se enterrar
em vida, um ato de automutilação psicológica em que o amor próprio,
o auto-respeito e a nossa essência são oferecidos e
presenteados irracionalmente.

Quando a dependência está presente,
entregar-se, mais do que um ato de carinho desinteressado
e generoso, é uma forma de capitulação, uma rendição conduzida
pelo medo com a finalidade de preservar as coisas boas que
a relação oferece.

Sob o disfarce de amor romântico, a pessoa
dependente afetiva começa a sofrer uma despersonalização lenta
e implacável até se transformar num anexo da pessoa “amada”,
um simples apêndice. Quando a dependência é mútua, o enredo
é funesto e tragicômico: se um espirra, o outro assoa o nariz. Ou,
numa descrição igualmente doentia: se um sente frio, o outro coloca
o casaco.

'Minha existência não tem sentido sem ela'; 'Vivo por ele
e para ele'; 'Ela é tudo para mim'; 'Ele é a coisa mais importante
da minha vida'; 'Não sei o que faria sem ela'; 'Se ele me faltasse,
eu me mataria'; 'Eu venero você'; 'Preciso de você'; enfim, a
lista desse tipo de expressões e 'declarações de amor' é interminável
e bastante conhecida. Em mais de uma oportunidade, as recitamos,
as cantamos embaixo de uma janela, as escrevemos ou,
simplesmente, elas brotam sem nenhum pudor de um coração
palpitante e desejoso de transmitir afeto. Pensamos que essas
afirmações são demonstrações de amor, representações verdadeiras
e confiáveis do mais puro e incondicional dos sentimentos.

De forma contraditória, a tradição tentou incutir em nós um paradigma
distorcido e pessimista: o amor autêntico, irremediavelmente,
deve estar infectado de dependência. Um absurdo total.
Não importa como se queira argumentar, a obediência devida,
a adesão e a subordinação que caracterizam o estilo dependente
não são recomendáveis."



Fonte:
www.lpm.com.br/livros/imagens/amar_ou_depender(!).pdf


Imagem:
http://caentrenos.org



sexta-feira, 15 de abril de 2011

A Cura Pelo Perdão --- Os 9 Passos do Perdão


..."A questão principal, porém, é que o ato de perdoar não é uma das tarefas mais fáceis para nós, seres humanos. Tribos, sociedades, países, famílias e amigos já travaram e ainda travam batalhas, e verdadeiras guerras, por causa de diferenças entre as pessoas, ou devido a algum ato que desagradasse ou prejudicasse, espalhando pelo mundo ainda mais rancor e nem um pouco de paz. Mas o perdão não é impossível, nem mesmo nos casos mais graves, como vem tentando comprovar o Dr. Fred Luskin, autor de O Poder do Perdão e doutor em aconselhamento clínico e psicologia da saúde pela universidade de Stanford.

Após ter sido muito magoado por um grande amigo, Luskin conseguiu, sozinho, achar uma forma de perdoar-lhe, e quis investigar se a sua técnica funcionaria com outras pessoas em casos semelhantes ou em casos mais graves. E desde então, deu início a suas pesquisas.

(...)

Luskin descreve o perdão como sendo uma forma de se atingir a calma e a paz, tanto com o outro quanto consigo mesmo. A terapia que ele propõe encoraja as pessoas a terem maior responsabilidade sobre suas emoções e ações, e serem mais realistas sobre os desafios e quedas de suas vidas.

Em O Poder do Perdão, ele explica p processo de formação de uma mágoa e demonstra como tal fato possui um efeito paralisante na vida das pessoas, baseado suas afirmações em suas investigações e pesquisas, principalmente em seu Projeto da Universidade de Stanford para o Perdão. Por meio de nove etapas..., o autor ensina a sua técnica de perdão.

(...)

Como pode ser definido, de fato, o ato de perdoar?

É simples. Perdoar é a arte de fazer as pazes quando algo não acontece como queríamos. Dizermos que é fazer as pazes com a palavra NÃO.


O acúmulo de mágoas pode causar problemas físicos e psicológicos?

Claro... rancor e desesperança são particularmente perigosos para o bem-estar. A vida tem dificuldades freqüentes. Precisamos de um caminho para superá-las e, assim, nos libertarmos... é para isso que existe o perdão.


E o perdão pode ser considerado como uma cura para doença físicas e mentais advindas de problemas emocionais ou psicológicos?

O perdão reduz a agitação que leva a problemas físicos. Perdoar reduz o estresse que vem de pensar em algo doloroso, mas não pode ser mudado. Ele também limita a ruminação que leva a sentimento de impotência que reduzem a capacidade de alguém cuidar de si mesmo. O perdão é uma cura... às vezes. Ajuda? Sim, muitas vezes.


É possível que pessoas possa perdoar alguém, mesmo ainda estando irada ou magoada com ela?

A diminuição da ira e de mágoa vem de se vivenciar o perdão. O perdão é a experiência interior de se recuperar a paz e o bem-estar. Pode acontece de alguém perdoar um dia, e a raiva volta depois, e isso é normal. Dessa forma, o perdão é um processo que deve ser praticado. Se você permanece falando ou pensando com rancor de alguém, então o perdão ainda não aconteceu.


Existe um momento certo para dar início ao processo do perdão?

O momento é logo depois do tempo necessário para vivenciar a perda.

Se a pessoa perdoar, ela pode ficar com a sensação de que a pessoa perdoada estava com a razão, ou com a sensação de que um direito seu foi atingido. Como afastar ou ultrapassar essa idéia?

Às vezes, a pessoa foi realmente prejudicada. O perdão não elimina esse fato; apenas o torna menos importante. O perdão implica que se pode ficar em paz mesmo tendo sofrido um mal. Não podemos escapa de todos os males, faz a pessoa continuar intranqüila porque o problema ainda persiste. O perdão reconhece o mal, mas permite que o prejudicado leve a vida em frente. O perdão pode conviver com a justiça e não impede que se faça as coisas justas ou adequadas. Você apenas não as faz de uma perspectiva rancorosa ou transtornada.


Quando a pessoa se encontra num “processo” de perdoar alguém, pode acontecer dela perceber que ela mesma também tem culpa na situação e pode ter causado algum mal ao outro. Como ela deve agir num caso desses?

Muitas situações são complexas e não se pode simplesmente distinguir nelas uma pessoa boa e uma ruim, mas sim duas pessoas que criaram juntas uma situação difícil. É bom lembrar que o perdão pode ser estendido à própria pessoa e que, ás vezes, o perdão implica em reconciliar um relacionamento, e outras vezes, em abrir mão desse relacionamento.


Como a falta de perdão pode prejudicar as pessoas?

A ausência de perdão causa estresse sempre que se pensa em alguém que nos feriu e com quem não fizemos as pazes. Isso prejudica o corpo e provoca emoções negativas.

(...)

OS NOVE PASSOS DO PERDÃO - Segundo o Dr. Fred Luskin

1. Saiba exatamente como você se sente sobre o que ocorreu e seja capaz de expressar o que há de errado na situação. Então, relate a sua experiência a umas duas pessoas de confiança.

2. Compromete-se consigo mesmo a fazer o que for preciso para se sentir melhor. O ato de perdoar é para você e ninguém mais. Ninguém mais precisa saber sua decisão.

3. Entenda seu objetivo. Perdoar não significa necessariamente reconciliar-se com a pessoa que o perturbou, nem se tornar cúmplice dela. O que você procura é paz.

4. Tenha uma perspectiva correta dos acontecimentos. Reconheça que o seu aborrecimento vem dos sentimentos negativos e desconforto físico de que você sofra agora, e não daquilo que o ofendeu ou agrediu dois minutos - ou dez anos - atrás.

5. No momento em que você se sentir aflito, pratique técnicas de controle de estresse para atenuar os mecanismo de seu corpo.

6. Desista de espera, de outras pessoas ou de sua vida, coisa que elas não escolheram dar a você. Reconheça as “regras não cobráveis” que você tem para sua saúde ou para o comportamento seu e dos outros. Lembre a si mesmo que você pode esperar saúde, amizade e prosperidade e se esforçar para consegui-los. Porém você sofrerá se exigir que essa coisa aconteçam quando você não tem o pode de fazê-las acontecer.

7. Coloque sua energia em tentar alcançar seus objetivos positivos por um meio que não seja através de experiência que o feriu. Em vez de reprisar mentalmente sua mágoa, procure outros caminhos para seus fins.

8. Lembre-se de que uma vida bem vivida é a sua melhor vingança. Em vez de se concentrar nas suas mágoas – o que daria poder sobre você à pessoa que o magoou – aprenda a busca o amor, a beleza e a bondade ao seu redor.

9. Modifique a sua história de ressentimento de forma que ela o lembre da escolha heróicas que é perdoar. Passe de vítima a herói na história que você contar."



(Extraído da revista Sexto Sentido 50, páginas 20-24)


quarta-feira, 13 de abril de 2011

40 Dicas Para Cuidar da Auto-Estima



1. Se você quer mesmo ser feliz ..., dê uma trégua à autocrítica. Chega de olhar os seus defeitos com lente de aumento depreciando suas qualidades. É tempo de aprender que você é muito especial.

2. Aja consigo mesma como costuma agir com sua melhor amiga. Por exemplo: você costuma dizer à amiga que ela está gorda e acabada, que aquele projeto não vai ser aprovado e que ela nunca vai encontrar o homem dos sonhos? É claro que não. Então por que para você, que deveria ser a pessoa mais importante da sua vida, você impõe tanto negativismo?

3. Encare sua vida como se ela fosse um filme. Para nos libertarmos dos ciclos negativos, precisamos conhecer o roteiro de nossa vida e criarmos um novo, no qual deixamos de ser figurantes e nos tornamos personagem principal. Imagine o nome que você daria a essa filmagem e a veja em letras garrafais iluminado nos outdoors da cidade, anunciando o lançamento para janeiro de 2011. Seja realmente a artista principal de sua vida.

4. Ao acordar, espreguice-se na cama antes de levantar. Comece a sentir que há vida dentro de você. Mexa o corpo pensando que este será o melhor dos seus dias. Olhe-se no espelho, abra um sorriso, dê um belo bom dia para você, pois você merece! Ontem já se foi, amanhã nem chegou, mas hoje você está com todas as possibilidades para viver plenamente.

5. Acredite que você é amada e merece ser amada. Portanto, comece a mudar a relação que você tem com você mesma. Cuide de seu corpo, faça atividades físicas e atente à sua respiração. Um corpo saudável contribui para uma mente saudável.

6. Prepare um delicioso café da manhã para começar bem o dia. Trate-se com carinho e afeto. Nosso corpo precisa de uma boa alimentação para estar disponível para a realização de nossos projetos. Lembre-se de que somos consciência e energia espiritual, mas sem corpo não vamos a nenhum lugar.

7. Deixe de remoer as experiências do passado, isso só vai prejudicar o fígado. Ninguém é perfeito... Avalie qual a aprendizagem adquirida e estabeleça a nova atitude a ser desenvolvida para o seu melhor e o melhor de todos.

8. Pratique meditação. Assim aprenderá a dominar a mente com todos os seus julgamentos e ouvir a intuição, seu "guru interior". Ele sempre indica os melhores caminhos e as melhores soluções para os velhos e novos problemas.

9. Faça uma lista de todas as ideias que já teve e que deixou de lado. Veja qual ainda faz pulsar o seu coração e então ouse realizá-la. Por mais que você ainda diga que é pura "maluquice", lembre-se de que em seu interior continua viva a sua criança com todos os sonhos um dia sonhados. Em vez de esperar que alguém venha ajudar a realizá-los, comece. Não prorrogue mais seus sonhos!

10. Inclua no seu dia a dia algo que seja prazeroso, que a deixe feliz. A vida não é feita só de obrigações. Equilibre dever e lazer e nos fins de semana, faça programas que realmente sejam do seu agrado. É tempo de relaxar...

11. Fuja dos "vampiros de energia", aquelas pessoas pessimistas e frustradas que só sabem reclamar da vida e deixar qualquer ambiente carregado com seu baixo-astral. Cerque-se de pessoas otimistas, divertidas e alegres.

12. As redes sociais facilitaram - e muito - a nossa vida. Mas, organize-se para encontrar pessoalmente os amigos de que gosta. Telefonemas, cartas e cartões podem até ser "obsoletos" (será?), mas dão uma alegria imensa para quem os recebe e para quem os dá.

13. Se você ainda é do time dos sedentários, tente incluir os exercícios físicos na sua agenda de 2011. Procure uma atividade da qual goste - dança, caminhada, corrida, ioga, natação - e perceba os benefícios que em pouco tempo ela trará à sua vida. Movimentar-se aumenta o nível de endorfinas - substâncias responsáveis pela sensação de bem-estar - no cérebro.

14. Descubra esportes radicais e escolha aquele que mais a atrai. Olhe os seus fantasmas de frente, bem nos olhos e supere-os. Nesses esportes descobrimos que somos muito mais do que acreditamos ser.

15. Abra-se para o novo, aprenda uma nova habilidade, um novo conhecimento, um novo talento e se desfaça dos hábitos que a mantêm num casulo, parada no tempo. Aprenda com a natureza: abra as asas como a borboleta, voe alto como as águias, mergulhe na alegria dos golfinhos e brilhe como o sol em sua vida.

16. Pare de responsabilizar o mundo (seu chefe, a empresa, a falta de dinheiro) pela não realização de seus objetivos, frustrações ou insucessos. Quando a responsabilidade é assumida, você toma o seu poder de transformar e planeja uma melhor estratégia com mais confiança.

17. Formule objetivos de modo positivo. Não diga "não quero mais sofrer por amor", por exemplo, e sim "quero ser feliz ou quero encontrar um grande amor". Diga o que quer e não o que não quer. De modo geral, as pessoas só falam o que não querem. Pensamentos, falas e ações criam realidade, portanto se você estiver pensando e falando sobre o que não quer é isso que você estará criando.

18. Trace objetivos que vão depender de você para a realização. "Quero que meu namorado me ame", por exemplo, não seria sustentado por você, e sim por ele. Só formule objetivos sobre os quais é possível agir: o objetivo não é "quero que meu chefe me dê aumento", mas sim "farei o que for necessário para obter uma promoção".

19. Às vezes, os medos nos invadem, pois eles são frutos de experiências dolorosas do passado que estamos revivendo a cada dia como se fossem se repetir. Deixe-os no seu tempo, mas reconheça-os, admita-os, avalie-os e faça aprendizados positivos dessas experiências para viver o agora plenamente.

20. Sempre foque em coisas boas, jamais na tragédia, na dor, no desânimo, na preguiça. Quem foca em coisas ruins atrai o mesmo para a própria vida. Pensamentos, sentimentos, falas e ações precisam estar alinhados para que as coisas fluam, e você se realize. Felicidade constrói felicidade, portanto esteja feliz desde já, como se já estivesse realizado o que você quer.

21. Nunca deixe de sonhar, tudo começa com um bom sonho, sonhe ilimitadamente. As pessoas estão perdendo a capacidade de sonhar. Depois, traga os sonhos para a realidade e verifique o que você pode fazer para alcançá-los. Planeje e vá para a ação, realize e comemore. Depois sonhe mais, planeje, crie ação, realize e comemore, e de novo e de novo.

22. Contemple todas as áreas da sua vida. Quando focamos excessivamente em uma área tiramos energia de outra, causando desarmonia ao todo, portanto tenha equilíbrio. Estabeleça objetivos para a área familiar, afetiva, profissional, financeira, social e o que mais achar conveniente. Assim seu crescimento será integral, o que trará fluidez para sua vida.

23. Escreva e faça um painel representativo com frases e figuras de todos os seus sonhos e objetivos. Você pode também criar quadros mentais das suas realizações e se conectar a eles a qualquer momento. Assim a mente capta os estímulos da melhor forma. Fale bastante sobre os sonhos, pois os mesmos precisam ser alimentados para se concretizarem. Essa atitude abre caminhos neurais que auxiliam na conquista dos objetivos tornando-os mais palpáveis.

24. Ouça sua voz interior. Busque sempre ouvir o seu próprio "eu". Quando você tem convicção do que quer e sabe que isso realmente é bom, os comentários divergentes não abalarão a sua caminhada na direção de seu objetivo.

25. Comemore a realização. A alegria e a gratidão são emoções que validam profundamente o esforço da trajetória e nos motivam para novas e maiores realizações. Celebre e lembre-se: você tem o poder sobre tudo na sua vida. Seja livre, seja você e crie sua própria realidade.

26. Invista mais tempo em seu autoconhecimento. Todo mundo, sem exceção, deixa um rastro durante a vida, e esse histórico indica tendências futuras. Tudo o que uma pessoa conseguiu até agora, e tudo o que espera conseguir, é muito influenciado por sua personalidade. Não seria exagero afirmar que ela é seu patrimônio mais importante. Portanto, é fundamental se autoconhecer.

27. Não force sua natureza. Apesar de a personalidade adquirir alguma maleabilidade com o passar dos anos, a estrutura (a base) continua sendo a mesma durante toda a vida. Não é bom correr atrás de algo que você sabe que não leva jeito. Se você é tímida, por exemplo, não lute contra isso, apenas administre. Provavelmente sua praia não é lidar com o público. O contrário também é verdadeiro: se você é extrovertida, trabalhar fechada num escritório poderá ser uma tortura.

28. Identifique seus pontos fortes. Sua inteligência e eficiência dependem de seu sucesso em tirar proveito das conexões mentais mais fortes. Ser exigente, teimosa, perfeccionista, mandona, falante, desconfiada etc. pode se tornar um ponto forte se você utilizar no momento certo, ou seja, este comportamento além de não atrapalhar, pode gerar soluções.

29. Aquele relacionamento que parece não ter solução pode, sim, ser resgatado. Escreva uma carta para essa pessoa explicando o que fez você se sentir mal com ela, quais os sentimentos que afloraram e como isso impactou no relacionamento de vocês. O resultado pode ser até que você retome essa convivência de forma harmoniosa e amorosa.

30. Fique perto de bebês, mesmo que você não seja do tipo maternal. Observe-os com calma, como eles interagem, como eles sorriem, como eles vão de um momento a outro sem se apegar a nenhum sentimento. Perceba que num minuto eles choram, no outro se distraem com um brinquedo, no outro mamam, no outro dormem. Tudo isso sem se preocupar com o que vai acontecer, com o que os outros vão pensar. Eles simplesmente amam a vida. Veja como você pode resgatar essa atitude para 2011.

31. Divirta-se. Qual foi a última vez que você deu uma gargalhada? Você precisa gastar dinheiro para se divertir? É algo somente permitido nos fins de semana? Resgate suas lembranças de infância e se pergunte o que você pode fazer ... para ter novamente aqueles mesmos sentimentos presentes todo dia?

32. Pare de se irritar com acontecimentos cujo controle está fora do seu alcance. Está parada em um trânsito infernal? Relaxe, já que ficar estressada não vai adiantar nada mesmo.

33. Pare de tentar mudar as pessoas. Encare o fato de que nós não podemos modificar ninguém, a não ser nós mesmos. Mude a sua maneira de lidar com elas e perceba, então, o que acontece.

34. Cultive a sua espiritualidade. Seja qual for a sua fé ou a sua crença, reserve um momento do dia para agradecer as coisas boas do seu dia a dia. Peça também, é claro, mas tenha em mente que o maior milagre já aconteceu: é a sua vida.

35. Experimente o sabor da mudança. Tinja os cabelos de um tom diferente, faça um novo corte, pinte as unhas com uma cor extravagante, ouse com uma maquiagem mais sexy... O mesmo conselho vale para outras áreas da vida, até mesmo para coisas bem simples. Estudos indicam que trocar de mão ao escovar os dentes e fazer um trajeto diferente para o trabalho são poderosos exercícios para o cérebro.

36. Não permita que o julgamento de ninguém interfira na imagem que você tem de si mesma. É comum, principalmente no ambiente profissional, que as pessoas emitam críticas regadas a frustração, inveja e sensações de incômodo. Filtre apenas o que for útil para sua carreira.

37. Permita-se ser um pouco infantil de vez em quando. Coma doces e tome refrigerante sem culpa, se jogue no sofá para ver "Sessão da Tarde", role no jardim com seu cachorro e, sobretudo, fale o que estiver realmente pensando.

38. Faça um diário. Pode parecer um conselho meio adolescente, mas o fato de escrever suas emoções, seus sentimentos e problemas no papel tem o poder de colocar as coisas em outra perspectiva. Acredite: esse tipo de desabafo tem o poder de melhorar sua vida.

39. Pare de se cobrar tanto. Só nos comerciais de TV é possível uma mulher dar conta 100% da casa, dos filhos, do marido, dos amigos, do cachorro, da ginástica, da carreira, da beleza, de dirigir um carrão e ainda chegar ao fim do dia disposta, sorridente e cheia de amor para dar. Tente ser apenas feliz.

40. Antes de ser tolerante ou compreensiva com alguém, faça isso primeiro com você. Sempre.



Fonte:


terça-feira, 12 de abril de 2011

Sobre O Perdão


O perdão é muito mais um processo do que um gesto.
Ele pode ser a última fase da jornada de cura, e não o primeiro passo.
Confie em si mesmo e, então, saberá se ou em que momento você deve perdoar.

Perdão significa que você deixou para trás o desejo de retaliar a pessoa que abusou de você.
Mesmo assim, o perdão pode incluir a responsabilização da pessoa por tê-lo machucado.
Justiça e retaliação não são a mesma coisa.

Quando você escolhe perdoar quem o feriu, isso não significa que essa pessoa será parte de sua vida, nem sugere que você deva esquecer o mal que foi causado.
Mesmo que você tenha decidido perdoar, é importante lembrar e
aprender a partir do que foi vivido.



Autoria: Cynthia Geisen
Livro: Terapia Para Superar Abusos e Maus-Tratos

Imagem:
ecapazdeseruma boaideira.blogspot.com





domingo, 14 de novembro de 2010

A Força do Perdão



"Observe que o perdão não nos pede que concordemos com nada, que nos desculpemos ou que toleremos maus comportamentos. Na realidade, o perdão nos dá permissão para irmos além dos maus comportamentos, aprendermos as lições e extrairmos sabedoria dessas experiências.
Perdoar os outros não significa que nos tornaremos fracotes, ingênuos ou alvos fáceis dos predadores deste mundo. Não significa que não tomaremos providências para nos proteger de maneiras saudáveis ou para impor limites bem claros àqueles que continuam a tentar nos vitimar. Muito contrário, o perdão nos faz abandonar o papel de vítimas e tomar posse do nosso poder, para ver as situações e circunstâncias claramente e tomar as providências necessárias para garantir que não cometemos os mesmos erros outra vez.

A voz do perdão diz, 'É hora de seguir em frente!', 'Eu aceito o passado' e 'essa experiência me ajudou a me tornar uma pessoa mais sábia e cheia de compaixão'. O perdão nos estimula a deixar de lado a necessidade que sentíamos de que o passado fosse diferente do que foi. Ao mesmo tempo ele nos convida a abrir mão das mágoas que temos de nós mesmos e do mundo, para que nãos ejamos mais prisioneiros da força gravitacional que nos puxa para o passado. Não podemos voar alto na vida, expressamo-nos e compartilhar os nossos dons mais preciosos enquanto estivermos carregando o fardo da dor e do sofrimento causados por anos de ressentimento, raiva e condenações. Por meio do perdão, somos capazes de olhar o passado nos olhos e, com compaixão, deixá-lo para trás, livres para poder seguir em frente.

O perdão acontece quando entendemos que tudo o que nos acontece teve uma razão de ser. No momento em que conseguimos ver as bençãos do que recebemos, a sabedoria que obtivemos e a experiência que adquirimos com as circunstãncias dolorosas ou traumáticas, perdoamos naturalmente. Então a dor no nosso coração é transformada em gratidão, e a confusão em nossa mente é substituída por lucidez. O perdão aos outros é uma prova de que nos amamos o suficiente para sermos capazes de dizer adeus, de seguir em frente e deixar o passado para trás. Quando reunimos coragem para cortar as amarras que nos ligam negativamente aos outros, que acabam com a nossa autoestima e roubam de nós o nosso poder, passamos a ver que somos tão grandes quanto os nossos ressentimentos e mais poderosos que as nossas dores emocionais.

Recebemos muitas dádivas quando optamos pelo ato corajoso e ousado de perdão. Acima de tudo, somos livres. Como diz Um Curso em Milagres, um dos textos mais espirituais jamais escritos, 'O mais santo de todos os lugares da Terra é onde um antigo ódio se torna um amor presente'. O perdão nos desafia a encontrar o outro no meio da lama, a sabedoria em nossas feridas e a possibilidade oculta na nossa dor".



Autoria: Debbie Ford
Livro: Como entender o Efeito Sombra em Sua Vida

Imagem:
secret.extrarisk.com/learn-to-forgive.html