sábado, 5 de maio de 2012

Sonhos Que Aprisionam




"Havia na minha casa, até uns dias atrás, uma travessa cheia de pedras. Elas eram de cores, tamanhos e formatos diferentes. Tinham em comum o fato de haverem sido coletadas em viagens. Se eu estivesse num lugar especial, procurava uma pedra bonita e a metia no bolso. Mais tarde, de volta em casa, juntava o item novo à coleção.


Haveria, talvez, umas 30 pedras na travessa. Na semana passada, preparando a casa para uma reforma, disposto a recomeçar a vida, decidi que era hora de me livrar de coisas que eu vinha acumulando desnecessariamente há pelo menos 10 anos. Rodaram roupas, objetos, revistas, livros e, claro, as pedras. Mas não foi fácil.

Cada vez que eu punha uma coisa de lado, com a disposição de me livrar dela, algo me incomodava profundamente. Havia uma dor ali, ou várias dores diferentes. As pedras eram parte do passado que, de alguma forma, eu tentava agarrar e materializar. Os livros, vários que eu nunca tinha lido, representavam uma inquietação pelo futuro: agora eu nunca saberia o que há dentro deles. As roupas, muitas delas sem usar há anos, ficavam me acenando do chão, empilhadas, com as situações que haveriam de vir e nas quais eu sentiria falta delas.

O nome desse sentimento inquietante é apego. A gente se agarra às coisas, como se agarra às pessoas e às ideias. Na
verdade está tudo entrelaçado. As coisas representam pessoas, que nos remetem a sentimentos e ideias. Ou representam sentimentos e ideias, que nos lembram de pessoas. Qualquer que seja a ordem, esse sentimento é um fardo. Tentando reformar e recomeçar, tentando reiniciar a vida, a gente percebe como é difícil deixar as coisas para trás. Inclusive os sonhos e os planos, por mais banais e genéricos que sejam.

Assim como nos apegamos a livros que nunca lemos, ou CDs que nunca ouvimos, também nos apaixonamos por coisas que nunca vivemos e gostaríamos de viver, embora não sejamos capazes de explicá-las ou defini-las. Essa forma de apego é vaga, mas tem uma força brutal sobre as nossas ações. A esperança de viver coisas espetaculares (mas indefinidas) no futuro impede que a gente se mova no presente. Ela leva, por exemplo, algumas pessoas a protelar indefinidamente relações afetivas duradouras. Elas não conseguem renunciar ao sonho de perfeição do conto de fadas ou abrir mão das possibilidades eróticas oferecidas por um planeta com seis bilhões de pessoas.

Isso equivale à dificuldade de jogar fora um DVD que nunca foi visto. É apego pelo desconhecido. Tenho a impressão de que esse sentimento pelo futuro é o maior obstáculo à mudança na nossa vida. O passado é uma entidade com peso e qualidade definidos. Lidamos com ele todos os dias. Desapegar não é simples, como mostra a minha coleção de pedras, mas pode ser negociado, como sabem os analistas.

 Memórias podem ser reavaliadas, experiências podem ser diluídas no tempo. Podemos chegar à conclusão que sobreviveremos ao grande amor e ao grande trauma - e com algum pesar, por um e por outro, somos capazes de enterrá-los em alguma medida.

O futuro é outra história. Nele residem todas as nossas expectativas. Depositamos neles nossas aspirações práticas e subjetivas. Em direção a ele arremessamos os nossos desejos não realizados, a redenção das nossas frustrações. No futuro encontra-se a pessoa que desejamos ser. A felicidade mora lá e nos assombra como um fantasma a cada minuto da nossa vida.

Não saberíamos viver sem ela. Seria desumano. É contra essa esperança enorme, avassaladora e perniciosa que temos de lutar todos os dias para tomar conta da nossa vida. Não basta olhar para trás e se livrar das coleções de pedras. Ou das roupas velhas. Para começar de novo, em qualquer idade, temos de jogar fora os sonhos embolorados e as ilusões.

Precisamos nos livrar do futuro sem rosto que nos assombra. É provável que a felicidade, como coisa duradoura, não exista. Mas, se ela pode ser encontrada em algum lugar, ainda que de forma fugidia, é no presente. Para enxergá-la, precisamos estar de olhos bem abertos, livres das sombras do passado e das luzes que cegam no futuro. Não é fácil, mas quem disse que a vida é simples?"




Autoria: 
Ivan Martins

(Editor Executivo de  ÉPOCA)

Texto e Imagem enviados por: Aliene Santos



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Emagrecimento: Uma Visão Psicológica



"Por que será que uma grande parcela de indivíduos obesos ou com sobrepeso enfrentam tantas dificuldades em perder pesos e medidas? Quase todas as pessoas, muitas vezes sem saberem, repetem um conjunto de práticas comportamentais e emocionais, que por sua vez, provocam dependências, tanto bioquímicas quanto relacionais. Essas são as verdadeiras causas das dificuldades de mudanças, incluindo o sucesso de um desejo ou necessidade de emagrecimento. Isso nos faz concluir que, mesmo sem sabermos, somos viciados em uma infinidade de emoções e comportamentos e das suas conseqüentes bioquímicas.

Sempre digo a quem quer emagrecer e não consegue que devem existir muitas causas ou ganhos secundários, inconscientes ou não, que contribuem para impedir que o peso seja perdido. Dentre eles, temos o medo de enfrentar uma imagem corporal mais atraente, que pode despertar ciúmes e desequilíbrio nas relações afetivas, possibilidades de mudanças indesejadas ou temidas e a perda da compensação prazerosa que o excesso alimentar produz, porque a comida, além de gratificar, nos dá sentimentos de acolhimento.



Além disso, também existe uma enorme sabotagem, igualmente inconscientes ou não, de todas as pessoas envolvidas nos nossos vínculos relacionais, porque toda mudança produz insegurança, medo e tentativa de manutenção das dinâmicas de vida já conhecidas, mesmo quando dolorosas e indesejáveis. Paralelamente, é importante deixar claro que a relação que cada indivíduo tem com o seu corpo é proporcional nas relações com as demais pessoas. Por isso, um corpo pode estar pesado pelas palavras de amor ou de raiva que não puderam ser ditas nas diversas relações, sobrando apenas o acúmulo energético e compensatório dos sentimentos não expressos na forma de gordura, que pode ser uma excelente reserva energética para ser usada na forma de trabalho físico das ações construtivas.



Perder peso implica em reestruturar a nova imagem corporal, reconstruir os vínculos sociais e interpessoais, buscar novos significados para as relações amorosas, reeducar o organismo em uma outra configuração bioquímica e buscar um sentido de prazer e satisfação de vida mais abrangente do que os obtidos pela ingestão de alimentos. Ou seja, em qualquer mudança de vida pretendida várias crises e síndromes de abstinência poderão surgir, provocando dor e sofrimento.



O sucesso vai depender da sua disponibilidade em encarar a mudança de um conjunto de fatores que incluem o corpo, a mente, as relações afetivas, familiares, sociais, profissionais e até espirituais. Só assim uma mudança de vida como uma dieta alimentar ou um programa de exercícios físicos terá sucesso, pois você perceberá que o excesso de peso terá outra razão além de restos de um passado que não mais te influencia. Emagrecer não é tão fácil como se imagina e na maioria das vezes é necessário muita ajuda, principalmente a psicológica, e é um grande desacerto acusar quem não está obtendo sucesso de preguiçoso ou incapaz, porque existem uma infinidade de mecanismos físicos, bioquímicos e psíquicos que entram em estado de alarme e reagem prontamente a qualquer experiência de fome ou sentimento de perda, inevitáveis em qualquer dieta de emagrecimento."



Autoria: Waldemar Magaldi Filhohttp://www.waldemarmagaldi.com/index.php?sec=artigos&id=25&ref=emagrecimento-uma-vis%E3o-psicol%F3gica

Imagem:
todaperfeita.com.br


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Seja Mais Você



"O processo começa na infância. É nessa fase, garantem os especialistas, que formamos a opinião e o sentimento que temos por nós mesmos. É a partir dessas experiências primeiras que seremos capazes de respeitar, confiar e gostar de nós mesmos. Ou não. Mas é certo, também, que no decorrer da vida, há momentos em que a auto-estima, por mais reforçada, sofre abalos.
Entre as características mais marcantes da baixa auto-estima estão a insegurança, a sensação de inadequação, as incertezas e dúvidas constantes, a irrefreável necessidade de aprovação. Características que decorrem, principalmente, de processos de perda, abandono, rejeição e críticas.
Com a auto-estima elevada, por sua vez, somos o reverso. Ficamos mais dispostos ao elogio e à expressão de afeto, ficamos menos ansiosos, mais autoconfiantes e satisfeitos. O melhor: somos capazes de construir relações mais saudáveis e criativas e de conquistar a paz interior. Essa, que conquistamos sozinhos e que ninguém nos tira.
... em dez itens, alguns conselhos que podem ajudar nessa empreitada.
1. Invista no auto-conhecimento. Investigue-se, dedique mais tempo a você, suas necessidades, suas escolhas. Não tenha pressa.
2. Seja carinhoso com o seu próprio corpo. Mantenha a boa forma física, faça atividades prazerosas. Isso o fortalecerá, além de deixá-lo uma pessoa mais saudável e bem-disposta.
3. Selecione as pessoas que terão o privilégio de conviver com você, de fazer parte da sua vida. Existem aquelas que, definitivamente, não valem a pena. O seu tempo é preciso. Não o desperdice.
4. Não culpe ninguém pelos erros que você comete e não encare as críticas como ataques pessoais. Relativize. Aprenda a receber críticas. Lembre-se que somos pessoas diferentes. Cada uma percebe as coisas à sua maneira, de acordo com suas circunstâncias e experiências. Sempre podemos aprender com os outros.
5. Não tente agradar a todos. Essa é uma tarefa humanamente impossível. Aprenda a dizer não, pois em muitas situações essa expressão não só é inevitável como a mais adequada.
6. Acostume-se com sua imagem no espelho e aprenda a gostar dela. Realce as partes que mais gosta. Mas por você, não por conta da opinião alheia. Lembre-se que defeitos, todos têm.
7. Ouça a sua intuição. Confie em você. No seu próprio valor, nas suas qualidades, ainda que os outros não reconheçam ou não concordem com você.
8. Busque prazer no trabalho. É onde gastamos a maior parte do nosso tempo. Portanto, além do dinheiro, ele deve ser uma fonte de satisfação.
9. Como está a sua casa? Reflete harmonia, equilíbrio e bem-estar? O seu espaço deve refletir o seu mundo interior. Uma casa desorganizada tende a destruir sua auto-estima. Faça uma faxina já.
10. Acredite que você é uma pessoa especial, que merece ser amada. E a primeira pessoa a fazer isso é você mesmo".



Fonte:

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Imagem:
falandosegredos.blogspot.com


domingo, 29 de abril de 2012

As Emoções, A Saúde E As Doenças



"Quando pensamos no processo de adoecimento, a primeira coisa que nos vem à mente é se ingerimos algum alimento estragado, ou se pegamos algum tipo de vírus ou bactéria; enfim, fatos mecânicos que, por si só, justificariam nosso mal-estar.
Mas temos que ter em mente que não somos formados somente de matéria. A energia, a grande geradora das funções orgânicas, é fator primordial para o equilíbrio e o desequilíbrio do corpo físico.
Mas o que de tão importante é esta energia, que atuaria no processo de adoecimento?
Sabemos que, quando estamos emocionalmente alterados, começamos a sentir sensações diferentes em nosso organismo, e geralmente ruins.
Os chineses, ao estudarem a Medicina, observaram que cada um dos órgãos que eles chamavam de vitais respondiam de forma diferente a cada tipo de emoção.
Quando o indivíduo passava por momentos de raiva, era o Fígado que respondia negativamente; quando outro estava com muita preocupação, era o pâncreas que era estimulado; e assim sucessivamente com os outros órgãos: Coração – alegria; Rim – medo; Pulmão – tristeza.
É muito comum indivíduos que perdem algum ente querido, ou passam momentos de grande tristeza, manifestarem em seu físico doenças respiratórias como asma, rinite e bronquite. Também indivíduos que experimentaram grande sensação de medo e insegurança apresentarem sinais de infecções urinárias e até mesmo cólicas renais.
Quando nos aprofundamos cientificamente no assunto, começamos a entender o mecanismo da doença. Começamos a tentar procurar saber por que ela se manifestou em um indivíduo, e não no outro, que apresentava-se exposto ao mesmo tipo de agressão. Só teria uma explicação: a não-harmonização da emoção.
Um dos fatores mais importantes do surgimento de doenças, na fase adulta, como úlcera, artrite, depressão, doenças respiratórias e até mesmo o câncer seria o fato de não trabalharmos as emoções que nos envolvem cotidianamente. A infância é uma das fases mais importantes da formação do psiquismo do homem; é nessa fase que nos formaremos psicologicamente.
Quando recebemos algum tipo de emoção, do exterior para nosso interior, temos que primeiramente absorvê-la, interpretá-la, e depois retornarmos ao agente causador externo. Quando não a eliminamos, ou por bloqueio social ou de formação moral, ficamos com aquela energia “acumulada” em nosso organismo. Sabemos que a principal forma que temos para expor nossos sentimentos é usando a voz; quando assim não fazemos, vamos ter que eliminá-los de outras formas. Para isso, o corpo os libera, sob a forma de sintomas, referentes a cada tipo de emoção e seu órgão vital acoplado.
Se soubéssemos a importância das emoções em nossa saúde e mente, refletiríamos mais sobre nossa conduta de vida, fazendo-nos respeitar mais para, assim, também respeitar nosso próximo; fazendo-nos amar mais para amar verdadeiramente o próximo."



Autoria: Suzete (Naturopata, Iridóloga e Instrutora dos Exercícios Visuais). 

Autora do livro: Cuide de Seus Olhos

http://www.saudeintegral.com/artigos/as-emocoes-a-saude-e-as-doencas.html
www.iridologiasp.com.br e www.metodobates.com.br 

Imagem: yupedia.com



sábado, 28 de abril de 2012

O Papel do Terapeuta e o Caminho Individual




"Todos temos grande potencial interno de regeneração e cura. 
Podemos o tempo todo escolher qual caminho iremos seguir. 

O momento é de buscar a luz, o amor e a paz. 
Para isso, precisamos nos curar. 

Precisamos curar nosso corpos físico, mental, espiritual e emocional. 
Precisamos também curar nossos carmas.

 E como criamos nossa realidade o tempo todo, podemos acreditar que tudo é possível. 
Inclusive a cura, e por mais difícil que isso possa parecer.

Quando procuramos ajuda de um terapeuta, temos que ter bem claro que não é o terapeuta quem nos cura. Apenas nós mesmos temos tal potencial. 

O terapeuta é aquela pessoa capaz de ajudar e despertar o processo de cura em cada um de seus clientes. Assim, o terapeuta serve como um canal que desperta o processo de cura em seus clientes. 

Mas a cura completa apenas pode acontecer quando a pessoa quer e espera ser curada. 
Assim, cada um deve estar consciente de seu processo de cura e evolução."




Autoria:  Titi Vidal

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Pare de Carregar a Mala dos Outros



Você acredita que carrega malas alheias?

Vamos fazer um exercício?

Como você reage quando seu filho não quer fazer a lição? Ou quando alguém não consegue arrumar a própria mala para a viagem de férias, perde a hora do trabalho com frequência, gasta mais do que ganha… e muitas coisinhas mais que vão fazendo você correr em desvario para tapar buracos que não criou e evitar problemas que não afetam sua vida diretamente?

Não afetam a sua vida, mas afetam a vida de pessoas queridas, então, você sai correndo e pega todas as malas que estão jogadas pelo caminho e as coloca no "lombo" (lombo aqui cai muito bem, fala a verdade...) e a sua mala, que é a única que você tem a obrigação de carregar, fica lá, num canto qualquer da estação.

Repetindo, a sua mala, que é a única que você tem obrigação de carregar, fica lá jogada na estação! Temos uma jornada e um propósito aqui neste planeta e quando perdemos o foco, passamos a executar os propósitos alheios... A estrada é longa e o caminho muitas vezes nos esgota, pois o peso da carga que nós nos atribuímos não é proporcional à nossa capacidade, à nossa resistência e o esgotamento aparece de repente.

Esse é o primeiro toque que a vida nos dá, pois, quando o investimento não é proporcional ao retorno, ou seja, quando damos muito mais do que recebemos na vida, nos relacionamentos humanos ou profissionais, é porque certamente estamos carregando pesos alheios, desnecessários, inutilmente. 
Quando olhamos para um novo dia como se ele fosse mais um objetivo a cumprir, chegou a hora de parar para rever o que estamos fazendo com o nosso precioso tempo. O peso e o cansaço nos tornam insensíveis à beleza da vida e acabamos racionalizando o que deveria ser sacralizado. É o peso da mala que nos deixa assim empedernidos....


Quanto ela pesa? 
Quanto sofrimento carregamos inutilmente, mágoa, preocupação, controle, ansiedade, excesso de zelo, tudo o que exaure a nossa energia vital. E o medo, o que ele faz com a gente e quanta coisa ele cria que muitas vezes só existe dentro da nossa cabeça? Sabe que às vezes temos tanto medo de olhar para a própria vida que preferimos tomar conta da vida dos filhos, do marido, do pai, da mãe… e a nossa mala fica na estação…


O momento é esse, vamos identificar essa bagagem: ela é sua? Ótimo, então é hora de começar uma grande limpeza para jogar fora o lixo que não interessa e caminhar mais leve.Agora, se o excesso de peso que você carrega vem de cargas alheias, chegou a hora de, corajosamente, devolvê-las aos interessados. Não se intimide, tampouco fique com a consciência pesada por achar que a pessoa vai sucumbir ao fardo excessivo... Ao contrário, nesse momento você estará dando a ela a oportunidade de aprender a carregar a própria mala.

A vida assim compartilhada fica muito mais suave, pois os relacionamentos com bases mais justas e equânimes acabam se tornando mais amorosos, sem cobranças e a liberdade abre um grande espaço para a cumplicidade e o afeto.
Onde está a sua mala?



Autoria: 
Marlene Damico Lamarco 
Texto enviado por: Aliene Santos

Imagem:

caminhosdalma.blogspot.com 



terça-feira, 24 de abril de 2012

Repressão




Repressão significa viver uma vida que não é o seu destino. Repressão é fazer coisas que você nunca quis fazer. Repressão é ser uma pessoa que você não é. É uma forma de se autodestruir.

Repressão é suicídio, um suicídio lento, é claro, mas certamente um lento envenenamento.

Expressão é vida, repressão é suicídio. Não viva uma vida reprimida, do contrário você não viverá. Viva uma vida de expressão, criatividade, alegria. Viva de forma como a existência desejou que você vivesse: da forma natural.

Ouça seus instintos, ouça seu corpo, seu coração, sua inteligência. Dependa apenas de si mesmo, vá aonde quer que sua espontaneidade o leve, assim você nunca estará perdido.

E, seguindo espontaneamente sua vida natural, um dia você acabará chegando
às portas do divino.




Osho, em "Osho de A a Z - Um Dicionário Espiritual do Aqui e Agora"