domingo, 25 de setembro de 2011

Dependência Afetiva


"Depender da pessoa que se ama é uma maneira de se enterrar
em vida, um ato de automutilação psicológica em que o amor próprio,
o auto-respeito e a nossa essência são oferecidos e
presenteados irracionalmente.

Quando a dependência está presente,
entregar-se, mais do que um ato de carinho desinteressado
e generoso, é uma forma de capitulação, uma rendição conduzida
pelo medo com a finalidade de preservar as coisas boas que
a relação oferece.

Sob o disfarce de amor romântico, a pessoa
dependente afetiva começa a sofrer uma despersonalização lenta
e implacável até se transformar num anexo da pessoa “amada”,
um simples apêndice. Quando a dependência é mútua, o enredo
é funesto e tragicômico: se um espirra, o outro assoa o nariz. Ou,
numa descrição igualmente doentia: se um sente frio, o outro coloca
o casaco.

'Minha existência não tem sentido sem ela'; 'Vivo por ele
e para ele'; 'Ela é tudo para mim'; 'Ele é a coisa mais importante
da minha vida'; 'Não sei o que faria sem ela'; 'Se ele me faltasse,
eu me mataria'; 'Eu venero você'; 'Preciso de você'; enfim, a
lista desse tipo de expressões e 'declarações de amor' é interminável
e bastante conhecida. Em mais de uma oportunidade, as recitamos,
as cantamos embaixo de uma janela, as escrevemos ou,
simplesmente, elas brotam sem nenhum pudor de um coração
palpitante e desejoso de transmitir afeto. Pensamos que essas
afirmações são demonstrações de amor, representações verdadeiras
e confiáveis do mais puro e incondicional dos sentimentos.

De forma contraditória, a tradição tentou incutir em nós um paradigma
distorcido e pessimista: o amor autêntico, irremediavelmente,
deve estar infectado de dependência. Um absurdo total.
Não importa como se queira argumentar, a obediência devida,
a adesão e a subordinação que caracterizam o estilo dependente
não são recomendáveis."



Fonte:
www.lpm.com.br/livros/imagens/amar_ou_depender(!).pdf


Imagem:
http://caentrenos.org



terça-feira, 16 de agosto de 2011

A Magia das Árvores



"As florestas repletas de árvores de todas as formas, tons, tamanhos e idades são mais do que lugares mágicos. São reservatórios de energia da natureza, além de serem os pulmões do planeta.
Árvores fazem a ligação Céu e Terra.

Para todos os povos antigos e primitivos elas foram e são sagradas. A floresta é um local ideal para a pratica da magia. Cada tipo de árvore possui um tipo de poder especial. Todas as árvores, exceto as venenosas, que são poucas, têm o poder da cura.

Segundo Rudolf Steiner há os espíritos da paisagem, aos quais estão subjugados os espíritos do lugar e da casa. Por isso, todo lugar é sagrado!

Cada árvore tem também seu espírito. Então podemos escolher NOSSA árvore no NOSSO jardim e transformar nosso jardim em um local sagrado. Podemos até ter uma árvore em vaso num apartamento.

Existem árvores que tem uma energia restauradora e de cura muito forte, mas existem outras que podem sugar a nossa energia. Como tudo na natureza, isso não significa Bom ou Ruim, mas que devemos saber para que queremos usar a energia da árvore.

Quando estamos doentes, cheios de energias negativas, precisamos de uma árvore sugadora, mas, se somente queremos recuperar forças, precisamos de uma árvore doadora.

Como reconhece-las? Árvore que não apresenta vegetação debaixo, com nódulos no tronco ou galhos, ou que tenha o tronco retorcido, com certeza é uma sugadora. Mas se ela for robusta, com as cores bem vivas, reta, forte, é uma doadora. Se o solo embaixo da árvore for pedregoso, também é sinal de que ela é uma doadora, pois as pedras são energia cristalizada.

Então, se tivermos algo doentio ou negativo, devemos nos sentar embaixo de uma sugadora, mas depois, embaixo de uma doadora.

Ao passearmos por uma floresta, podemos sentir a energia das árvores nos renovando, nos curando e perceber a nossa energia vital reabastecida.

Citando novamente Rudolf Steiner, “todo ser vivo – plantas, animais e seres humanos - possui não só um corpo físico, constituído de átomos e moléculas, mas também um corpo energético equivalente".

As fotos Kirlian mostram o campo energético de todo ser vivo, inclusive das árvores. A atuação conjunta das energias dos seres vivos é que possibilita a vida da MÃE TERRA.

“Aquele que doa muita energia conscientemente, deve cuidar para que o nível de seu reservatório vital permaneça elevado."

Devemos nos preocupar em limpar as energias negativas adquiridas nas consultas e depois devemos repor a energia vital.

Podemos usar árvores para recuperar nossa energia. Sentados de costas para o tronco da árvore deixamos que sua energia ilimitada flua para nós. É muito bom fazer isto após uma longa caminhada quando precisamos repor energia. Ou mesmo para ajudar num tratamento médico.

Se prestarmos atenção, vemos que quase todos os locais e clínicas de recuperação de saúde e de cura, principalmente de problemas pulmonares, são nas montanhas ou em lugares com muitas árvores.

As árvores são as grandes alquimistas da nossa terra. Por isto, na antiguidade, os rituais e magias eram feitos embaixo delas!

A floresta e as árvores são sempre cheias de magia, estórias e lendas!

Árvores exercem tanto fascínio no homem, que atualmente surgiu um esporte radical - o Arborismo – derivado da necessidade de facilitar, na Europa, os trabalhos de pesquisas.

Na “Aldeia Cocar”, em Cotia - SP, numa extensão de 8.000 m2 existe uma área organizada para este esporte, que consiste em trilhas, passarelas, redes, tirolesas e demais artefatos para a execução de diferentes tarefas com cordas e cabos. que são efetuadas nas copas das árvores de até 12 metros de altura.

Os judeus celebram o “Ano novo das árvores", o TU B´SHVAT, dia do aniversário da criação das árvores e há uma oração para ser dita ao se plantar uma árvore:
“Abençoado és Tu, ó Eterno, Rei do Universo, que criou o fruto da árvore". Na religião judaica as árvores são símbolo da vida, elas dão beleza, fornecem alimento e sombra para as pessoas e animais, enriquecem a terra e ajudam a manter a umidade do solo, além do oxigênio que nos dá vida. Nesta festa, crianças plantam árvores, dançando e cantando músicas sobre árvores e flores. A data desta festa antecede a da primavera. E nesta festa a tradição reza que sejam comidas as frutas associadas à terra de Israel.

O TU B`SHVAT tem o propósito de nos fazer mais conscientes e agradecidos pelas árvores à nossa volta.

Devemos sempre ir até um jardim e agradecer pelas árvores que nos dão oxigênio, sombra e comida.

Árvores possuem um significado especial. Árvores mais velhas, segundo o psicanalista suiço Jung, representam a totalidade de nossa personalidade.

Para os chineses, árvores são símbolos da Primavera, da juventude, da longevidade, da imortalidade e da riqueza.

Os parques e bosques, juntamente com a casa, são componentes essenciais do entorno humano. Eles devem criar verdadeiros espaços sociais. Uma frondosa árvore é um verdadeiro lugar de estar. Duas árvores alinhadas sugerem um portal. Uma fileira indica um caminho a seguir. Um círculo define uma praça. Num bosque uma clareira é o local ideal para reuniões e rituais.

Em nossos jardins públicos ou privados, podemos utilizar as árvores por seu significado, pela sua propriedade terapêutica, pela sua forma, pela cor, pela beleza, por suas flores e frutos.

Mas sempre temos que levar em consideração as condições de plantio, o porte, o clima, o solo, pois, uma árvore deve sempre ser saudável."




Autoria: Sandra Siciliano
http://ummilhaodearvores.org.br


Imagem: Internet



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A Canção do Dia de Sempre



"Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas"...



Autoria: Mário Quintana
Imagem: Internet


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Um Mimo Carinhoso



Receber este mimo é uma imensa satisfação, principalmente vindo de você Denise
(Blog: Tecendo Idéias), a quem sou grata por esta lembrança tão carinhosa.

Devo:
1 - Exibir a imagem do prêmio;
2 - Postar o link do blog que premiou;
3 - Publicar as regras;
4 - Indicar 10 blogs para receberem e
5 - Avisar os indicados.

São vários os blogs que me inspiram a alma. Mas, terei que selecionar apenas 10.
Assim lá vão eles:

- Sem Fronteiras para O Sagrado
- Bliss 1000
- Ana Liliam Bauer Ventura
- Luz da Alma
- Transmimentos de Pensações
- Por Uma Vida Melhor
- Despertando na Luz
- Saber de si
- Simplesmente Vivendo a Vida
- O Caminho do Meio

terça-feira, 12 de julho de 2011

Qual o Papel da Fé?


"Em hebraico, a palavra 'bitachon' é usada para designar tanto fé quanto segurança. Não por mero acaso. Ao contrário, quem tem fé sente-se seguro, protegido por uma força superior, seja ela qual for, podendo ou não ser chamada de Deus. Essa força superior não nos poupa das dores, mas nos ajuda a enfrentá-las, suportá-las e até mesmo vencê-las. Mas não faz o trabalho sozinha.

Segundo o professor Antonio Flávio Perucci, titular do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP), especializado em Sociologia da Religião, é preciso cuidado quando se trata do tema. “A fé não cura”, afirma ele, “quem cura são os profissionais da medicina, não da religião. Quando a fé cura, é porque houve um milagre. Fato extraordinário, portanto, isolado, o milagre não se estende a toda a população que padece daquele mal – apenas um se cura num número imenso de casos”.

A maior preocupação de Perucci são os casos em que a fé, ao invés de ajudar, atrapalha o tratamento, como aconteceu com um pai-de-santo de uma cidade próxima a São Paulo, falecido há pouco: seus filhos-de-santo acreditavam que o mal que o atacara era provocado por um feitiço. Por isso, todas as vezes que os médicos propunham uma intervenção mais drástica, ela era interceptada por seus seguidores, que protelavam as ações, tornando o processo extremamente lento e ineficaz.

Ele lembra também a tuberculose, doença infecciosa causada pelo bacilo de Koch, cujo tratamento leva cerca de seis meses, à base de comprimidos e cápsulas. Muitos pacientes deixam de tomar a medicação quando começam a se sentir bem – o que é um grande erro, pois só o médico pode avaliar se o doente está curado. “Não é a fé que vai curar o tuberculoso”, observa o professor, “mas o tratamento prescrito pela ciência”.

No entanto, ele concorda que, embora a fé não cure, ela é uma ótima coadjuvante da medicina, podendo evitar a depressão, fazendo-nos mais fortes, mais otimistas. Nesse caso, ela surge como um sucedâneo da confiança que as pessoas depositam em si próprias, ou em qualquer outra coisa, como um amuleto, um santo, um ritual. 'Na verdade', observa, 'essa crença, essa confiança, tem o poder de concentrar as energias da pessoa numa única direção, fazendo com que ela passe informações positivas para si própria, o que auxilia no processo de recuperação'.

Embora a ciência não tenha ainda obtido provas de que a fé possa curar, atualmente os meios médicos tendem a acreditar que ela ajuda e até predispõe o paciente à cura. Desde a década de 90, algumas faculdades de Medicina e de Enfermagem dos Estados Unidos já incluíam em seus currículos o estudo das relações entre espiritualidade e saúde. De acordo com um trabalho da Universidade de Yale (EUA) publicado no boletim da Associação Médica Americana, esse número era de 17 faculdades em 1994, subindo para 84 em 2004. No Brasil, a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará inaugurou em 2004 um curso opcional de 20 horas voltado para o tema. Em um ano, cem alunos participaram dele.

Na busca por respostas, as pesquisas se multiplicam. Os cientistas desejam descobrir como o organismo das pessoas reage quando elas estão imbuídas de fé, de confiança, cultivando a espiritualidade por meio de orações, rituais e meditação. E quais as conseqüências dessas reações no sistema imunológico dos pacientes e na capacidade de ajudar o organismo a combater a doença. O psiquiatra Harold Koenig, diretor do Centro para Estudos de Religião, Espiritualidade e Saúde da Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA), e que nos últimos 20 anos realizou 24 pesquisas sobre o tema, confessa-se surpreso com os resultados da investigação a respeito dos efeitos da fé sobre o sistema imunológico. Durante dez anos (1982 a 1992), foram colhidas amostras de sangue de dois grupos de pessoas com mais de 65 anos: um que freqüentava a igreja e outro que não tinha hábitos religiosos. Os níveis de interleucina-6, proteína do sangue que indica o estado do sistema imunológico, foram mais altos no primeiro grupo, revelando a maior resistência daqueles pacientes. A partir de tais pesquisas, a fé pode ser entendida como um esteiro, um arrimo, uma âncora por alguns cientistas, enquanto outros julgam tais investigações apenas perda de tempo, pois não as consideram bem fundamentadas.

Mas enganam-se aqueles que imaginam ser a fé apenas um aspecto da religiosidade – aqui entendida como as práticas cotidianas daqueles que professam uma das inúmeras religiões existentes. Para alguns estudiosos e teólogos, a fé é, acima de tudo, uma característica da espiritualidade – atributo das pessoas que possuem intensa atividade espiritual, crêem em poderes extra-sensoriais e conseguem se recolher, se concentrar e buscar forças dentro de se próprias. Para eles, a fé não é uma coadjuvante da cura exclusiva dos religiosos, mas está ao alcance de todos aqueles que cultivam o espírito."


Fonte: Revista da Abrale
http://cpvi.com.br

Imagem:
http://1julianna2.wordpress.com