sábado, 30 de janeiro de 2010

O Poder Secreto dos Animais III






"A psicóloga de animais Beatrice Lydecker, autora do livro What the animals tell me (O que os animais me ensinaram), defende a ideia de que o esforço que os animais fazem para se comunicar conosco é muito maior do que podemos perceber. Para ela, a maioria das mensagens que eles nos mandam escapa totalmente à nossa atenção.


Para Beatrice, os animais não se comunicam conosco verbalmente, e sim por intermédio de percepções extrassensoriais. Ela cita os resultados de uma série de testes que demonstrariam como uma pessoa pode se comunicar com seu animal preferido usando uma linguagem não verbal e visualizando aquilo que deseja. Essa opinião é compartilhada também pelos zoólogos Maurice e Robert Burton, autores da enciclopédia Inside the animal world (Por dentro do mundo animal), que trata de comportamento animal. A obra narra vários exemplos extraordinários de telepatia animal.


Por seu lado, o pesquisador norte-americano J.B. Rhine, considerado o pai da parapsicologia científica, já afirmava que experimentos bem controlados sobre a percepção extrassensorial dos animais confirmavam a evidência e sugeriam que a capacidade dos animais de transmitir e receber mensagens telepáticas é uma propriedade adquirida do organismo animal e precede a consciência sensorial".




Autoria: Luis Pellegrini
Revista Planeta - Julho/2009
http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/442/artigo144043-3.htm


O Poder Secreto dos Animais II







"Há, em todo o mundo, inúmeros episódios de animais que, afastados de suas casas ou dos seus donos pelas causas mais diversas, encontram o caminho de casa até mesmo depois de anos de busca e de perigosas viagens.

Sheldrake fala disso em seu livro, examinando casos de cães, gatos, cavalos e pássaros que conseguem voltar a seu domicílio, pouco importando a imensa distância que parecia tornar o feito praticamente impossível.

A conclusão das suas pesquisas é que são de pouco ou nenhum valor o olfato e a memória visual dos lugares que os animais cruzaram. Em muitos casos, era na verdade impossível tomar consciência dos espaços percorridos - por exemplo, no caso de viagens aéreas ou de trem (e pensemos que os citados animais escolheram meios e estradas totalmente diversas daquelas usadas durante a viagem de ida).

Tudo se passa como se os animais tivessem um mapa magnético na cabeça, um "radar" funcionando o tempo todo, capaz de conduzir seus passos em situações críticas. Uma espécie de GPS biológico.

Existem também capacidades particulares dos animais que, além de nos deixar atônitos, podem nos ser muito úteis. Por exemplo, alguns cães preveem os ataques epiléticos nas pessoas, capacidade estudada e demonstrada em estudo conduzido pelo neurologista Adam Kirton, do Children's Hospital, de Alberta, Canadá, em 2004.

O estudo, realizado com 60 cães, demonstrou que 15% deles são bastante precisos na previsão de uma crise epilética do próprio dono, sem necessidade de treinamento. Há vários casos em que o animal, mesmo estando a grande distância do dono, corria subitamente em direção a ele quando o mesmo estava na iminência de ter um ataque.

Essa virtude extraordinária parece ligada unicamente ao grau de conhecimento afetivo, por parte do cão, da pessoa que apresenta esse problema. Para alguns cientistas, isso provavelmente deriva da capacidade olfativa que os animais possuem: antes de um ataque epilético, o corpo humano poderia sofrer alterações fisiológicas que levariam a mudanças na sudorese e na composição química do suor, modificações que os cães conseguiriam perceber, ou melhor, cheirar. Mas trata-se realmente apenas de olfato?

A mais conhecida capacidade paranormal dos animais é, sem dúvida, a de prever terremotos e outros importantes cataclismos geológicos. Em 2004, horas antes do tsunami que devastou o litoral de vários países asiáticos, elefantes nas proximidades de praias na Indonésia e no Sri Lanka começaram a manifestar sinais de grande inquietação. Vários arrebentaram as correntes que os prendiam e fugiram para o alto de colinas, como que prevendo que as áreas estavam prestes a serem inundadas.

A MAIS CONHECIDA CAPACIDADE PARANORMAL DOS ANIMAIS É A DE PREVER TERREMOTOS E OUTROS CATACLISMOS GEOLÓGICOS

Na Europa e na China, zonas sujeitas a abalos sísmicos, todos prestam atenção quando animais em cativeiro - como aqueles trancados em zoológicos - mostram sinais de inquietação. Desde a antiguidade há relatos que falam dessa capacidade de previsão dos animais, que, bem antes do momento da catástrofe, começam a comportar-se de maneira estranha, mostrando um forte desejo de abandonar a casa do dono e fugir para longe, como se previssem, ao mesmo tempo, salvar a própria pele e avisar às pessoas de que não é mais o caso de permanecer naquele lugar.

... dois elefantes da Indonésia fotografados horas antes do tsunami de 2004. Eles entraram em agitação e fugiram para o alto das colinas.

... os golfinhos são um dos animais mais dotados de sensibilidade e inteligência.

Outra obra sobre o tema, Anche gli animali vanno in paradiso (Os animais também vão ao paraíso), dos pesquisadores italianos S. Apuzzo e M. D'Ambrosio (Edizioni Mediterranee), relata muitos episódios surpreendentes e inexplicáveis.

No capítulo sobre experiências conduzidas em laboratório e destinadas a provar que alguns animais percebem nitidamente os acontecimentos até mesmo quando são impedidos de usar seus sentidos normais, narra-se a história de um cão boxer que foi ligado a um eletrocardiógrafo numa sala à prova de som, enquanto sua dona se encontrava em outro aposento. Sem que a mulher fosse avisada, um indivíduo estranho invadiu a sala e começou a insultá-la e a ameaçá-la de agressão física. A mulher ficou realmente amedrontada, e seu cão, trancado na outra sala, pareceu perceber que sua dona estava em perigo. O boxer entrou em agitação e seu ritmo cardíaco subiu violentamente.

Outro relato fala de um norte-americano que hospedou em sua casa o gato persa de sua mãe, que partira em viagem à Inglaterra. O gato e a idosa senhora tinham vivido juntos no mesmo apartamento durante quatro anos, e nunca tinham se separado por mais de um dia. Era compreensível, portanto, que durante vários dias o animal parecesse assustado e arredio, mas ele logo se habituou ao novo ambiente e parecia então razoavelmente sereno. Mas um dia, um mês depois da partida de sua dona, ele se encolheu num canto da sala, miando desconsoladamente, recusando a comida e toda a atenção que quiseram lhe dar. No entardecer do segundo dia, esse gato passou a emitir miados pungentes, desesperados. Uma hora depois, o dono da casa recebeu um telefonema avisando-o de que sua mãe acabara de falecer de um ataque cardíaco, quando a transportavam para o hospital".




Autoria: Luis Pellegrini
Revista Planeta - Julho/2009

http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/442/artigo144043-2.htm


O Poder Secreto dos Animais I



Nesta página, o gato Oscar, capaz de prever o momento da morte das pessoas.
Cavalos e cachorros, como todos os animais superiores,
parecem possuir capacidades psíquicas particulares que podem nos ser muito úteis.



"Já ouviu falar do gato Oscar? Há alguns anos ele virou uma celebridade mundial. Não por conta do seu pelo macio ou focinho perfeito, mas por sua capacidade de prever com precisão a morte de pessoas. Isso acontece ainda hoje, na clínica Steere House, em Providence, Rhode Island (Estados Unidos), um lugar para idosos com doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson. Ali, Oscar costuma deitar-se ao lado ou sobre o peito de pacientes que dali a pouco passarão para o outro lado da vida. E ele não erra nunca.

Trazido de um abrigo de animais, Oscar cresceu na unidade para dementes da Steere House. A clínica adotou há anos um programa em que animais são levados para a companhia dos pacientes, a fim de que estes tenham manifestações de afeto e amizade. Cerca de seis animais residem ali, promovendo conforto aos pacientes. Mas só Oscar demonstrou a capacidade especial de perceber qual paciente morreria em breve.

Cerca de seis meses depois, médicos e enfermeiras da clínica notaram que o gato fazia sua própria ronda entre os pacientes. Ele cheirava e observava os doentes, e às vezes escolhia um deles para ir deitar-se. Para surpresa geral, os pacientes com quem Oscar dormia vinham a falecer cerca de duas a quatro horas depois de sua chegada.

Um dos primeiros casos anotados referia-se a uma paciente que tinha um coágulo na perna. Oscar aninhou-se em volta de sua perna e ali permaneceu até a mulher falecer, cerca de duas horas depois. Outro caso exemplar foi o do médico que havia feito um prognóstico de morte iminente, baseado nas condições do paciente: Oscar simplesmente se afastou, fazendo com que o médico acreditasse que o dom do gato houvesse desaparecido. Dez horas depois, Oscar aproximou-se novamente do doente e se aninhou junto dele. A morte do paciente ocorreu cerca de duas horas depois - um intervalo muito longo para o prognóstico inicial do médico.

A precisão de Oscar, que até agora conta com muitas dezenas de casos comprovados, levou o pessoal que trabalha na clínica a instituir um novo e incomum protocolo: toda vez que ele dorme com um paciente, os parentes deste são notificados de sua morte iminente. Na maioria das vezes, a família do paciente não presta atenção ao fato de que Oscar está presente na hora da morte; em algumas ocasiões, entretanto, quando é afastado do quarto a pedido dos parentes, o gato fica andando de um lado para o outro em frente à porta, miando em protesto. Quando permanece, Oscar fica com o doente até que este venha a exalar seu último suspiro - momento em que o gato se levanta, dá uma olhada e parte silenciosamente.

TUDO SE PASSA COMO SE OS ANIMAIS TIVESSEM UM MAPA MAGNÉTICO NA CABEÇA, UM "RADAR" FUNCIONANDO O TEMPO TODO, CAPAZ DE CONDUZIR SEUS PASSOS EM SITUAÇÕES CRÍTICAS. UMA ESPÉCIE DE GPS BIOLÓGICO

Várias foram as hipóteses formuladas para explicar os poderes de Oscar. Os gatos conseguem cheirar as substâncias químicas que são eliminadas pelas pessoas pouco antes de morrer? Os gatos simplesmente são ótimos observadores, melhores do que os próprios médicos? Os gatos possuem algum sentido ou sensibilidade especial, que não conseguimos explicar, mas que realmente funciona? Serão donos de algum poder paranormal? Nenhuma resposta definitiva foi encontrada até agora, e, na clínica Steere House, Oscar continua tranquilamente a desempenhar o seu papel.

Oscar, no entanto, está longe de ser o primeiro e único animal a manifestar capacidades extraordinárias e inexplicáveis. Todos os animais, algumas espécies mais particularmente, possuem capacidades de percepção que superam em muito àquelas humanas. A tal ponto que seus feitos, observados um sem-número de vezes, em todos os tempos e lugares, fazem com que se confundam e se percam os limites entre a ciência e a magia. Nas últimas décadas, um cientista famoso pesquisou o complexo universo das estranhas percepções dos animais e construiu a respeito uma teoria unitária. Esse homem é Rupert Sheldrake, escritor e biólogo inglês, que explicou os resultados de sua pesquisa no livro Dogs that know their owners are coming home (Cachorros que sabem que seus donos estão chegando em casa).

No livro são apresentados diversos testemunhos relativos a prodigiosos eventos que têm como protagonistas animais capazes de perceber coisas que o homem não consegue. Um estudo particular de Sheldrake é dedicado à telepatia. A palavra significa aproximadamente "perceber de longe" e, nos casos relatados no livro, são descritas situações nas quais, por exemplo, gatos previram antecipadamente o retorno à casa do próprio dono, alguma situação de perigo a ele relacionada ou, mais simplesmente, captaram com o pensamento um chamado a distância do dono, sem que houvesse nenhuma possibilidade de ouvi-lo com os ouvidos físicos".




Autoria: Luis Pellegrini
Revista Planeta - Julho/2009
http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/442/artigo144043-1.htm


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Cérebro - Memória e Doenças Degenerativas --- Considerações Iniciais









Caros Leitores e Amigos,

Algumas questões foram levantadas, por comentários e mails recebidos, em que se manifesta de um modo geral, a necessidade de informação e esclarecimentos quanto à Prevenção da Memória e Doenças Degenerativas Cerebrais.



Sinteticamente, é imprescindível cuidar bem dos níveis
físico, mental, emocional e espiritual, através de:


- Dieta Alimentar (recomendada pelo seu médico e/ou nutricionista).

- Baixar nível de estresse.

- Evitar a depressão. Caso ocorra, recorrer a um psicoterapeuta.

- Transmutar sentimentos tóxicos (tristeza, irritação, ódio, etc)
por sentimentos que nutrem a alma (amor, compreensão, perdão, etc).

- Manter sono regularizado.

- Controle médico (consultas, exames periódicos).

- Vida social ativada.

- Ouvir música clássica, instrumental.

- Pintar, tocar instrumentos, atividades criativas.

- Atividade física: ginástica, pilates, ioga, tai chi chuan, caminhadas, dança, etc.
Conforme o caso, é interessante, seguir a sugestão de seu médico.

- Meditação, Prece (não decorada e sim a que flui espontaneamente de seu coração).

- Contato com a Natureza.

- Para os que gostam de Animais, tê-los por perto pois auxiliam muito emocional/física e espiritualmente. Cada qual pode escolher com qual animal tem mais afinidade.

- Leitura, escrita, palavras cruzadas, jogos (xadrez,etc), fazer contas sem calculadora, etc
Nestes, intensificar o grau de dificuldade para exercitar o cérebro.


Obs.:
Essencialmente, deve haver a diversificação de hábitos para o desenvolvimento de novas redes neurais. Não adianta apenas fazer sempre o mesmo,
pois ocorre um automatismo e o cérebro estaciona. Procurar realizar cada atividade de maneiras diferentes, por exemplo: andar por locais diferentes, usar a mão não dominante para certas tarefas, admirar paisagens diferentes ou sob nova ótica, etc.


Espero que tais temas possam auxiliar,
na otimização da qualidade de vida de cada um de vocês.


Seguem a seguir, posts que elucidam bem tais questões.



Adelia Ester Maame Zimeo



Imagem: Internet



"Ginástica Cerebral: Ferramenta Para Potencializar A Aprendizagem"








"Você se exercita todos os dias e é claro que cuida de sua dieta.
Mas quando foi a última vez que exercitou seu cérebro?

A ginástica cerebral é um método que ajuda a otimizar e ativar a aprendizagem, a memória, a auto-estima e a criatividade. Por meio de movimentos simples e sensíveis, estimula a integração mente-corpo e auxilia-nos a aprender com ritmo e coordenação.

Vivemos num mundo cheio de mudanças rápidas, em que o conhecimento humano tem se desenvolvido no mesmo ritmo. Mesmo que o nosso cérebro tenha múltiplas capacidades, devemos aprender a estimulá-las e a desenvolvê-las. Para tanto, é preciso conhecer novas técnicas de aprendizagem, que podem ser aplicadas em diversas ocasiões.

A aparição de estudos como os de Gardner com as inteligências multiplas, os Goleman com a inteligência emocional, os de Buzan com os mapas mentais, os de Lozanov com a sugestopedia, os da PNL sobre as formas de aprender mostra-nos que devemos adequar e modernizar os métodos de ensino-aprendizagem, dirigindo-os para o equilíbrio dos hemisférios cerebrais. Isso permitirá uma aprendizagem mais efetiva, dinâmica, divertida e interessante. O processo de aprender é encorajado quando se cria ambiente propício, com atmosfera positiva e estimulante. Com o estímulo de novas percepções, ocorre o resgate do ser criança presente em cada um.

Lozanov considera que a capacidade que o ser humano possui de aprender a recordar é praticamente ilimitada, desde que se aproveitem ao máximo os recursos do cérebro. Exercitar é a palavra-chave para o bom aproveitamento. Você se exercita todos os dias e é claro que cuida de sua dieta. Mas quando foi a última vez que exercitou seu cérebro?

Se você é como a maioria das pessoas, talvez ainda não tenha se preocupado, desde que deixou a escola, com importância de fazer exercícios cerebrais. E provavelmente pensou que todas aquelas chaves perdidas e nomes esquecidos decorriam de algo inevitável e irreversível – em muitas situações, certamente até atribuiu os problemas a sintomas do envelhecimento, como observa Lozanov.

Novas pesquisas têm demonstrado que, com um pouco de exercícios e estímulos regulares, é possível manter seu cérebro em forma e flexível. “As células do cérebro ativas produzem mais compostos químicos que ajudam a manter os neurônios vivos", diz Lawrence C. Katz, professor de neurobiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Duke, na Carolina do Norte (EUA).

Mas Katz, que promove um regime chamado de “neuróbica”, não acredita que seja necessário ler um livro por dia ou ser mestre das palavras cruzadas ou do xadrez para desfrutar dos benefícios de exercitar os neurônios e, assim, estabelecer novas conexões cerebrais.

Ter desafios mentais é certamente benéfico para todos, mas esses desafios nãoo considerados as únicas maneiras de fazer o cérebro desdobrar-se e construir novas redes de ligações entre os neurônios.

Alguns exemplos de ginásticas físico-mentais
Tentar escovar os dentes com a mão oposta.
Movimentar o corpo de maneiras diferentes das usuais
Tomar um caminho diferente para o trabalho.
Usar as escadas em lugar de elevador.
Escrever com a mãoo dominante.
Amarrar os sapatos de uma maneira diferente.
Ler um livro, ou fazer as contas de saldo bancário com lápis e papel ao invés de usar calculadora.



Importante é saber que qualquer exercício que você criar ou inventar para dar ao cérebro um descanso da rotina estabelece novos caminhos e circuitos entre as células do cérebro e faz parte da ginástica cerebral.

Cada pessoa deve saber aproveitar a música, os sons da natureza, inclusive os barulhos dos meios de transporte, para se inspirar e inovar.

'A idéia da ginástica para o cérebro é a de tecer uma rede mais densa de conexões e, assim, caso algumas se desfaçam com a idade, você terá outras para utilizar', afirma Katz, co-autor do livro Mantenha seu cérebro vivo.

A intenção da ginástica cerebral não é a de torná-lo capaz de memorizar 30 nomes em 30 segundos, mas, sim, de manter seu cérebro flexível, criativo e original. Infelizmente, pesquisas demonstram que as pessoas estão desperdiçando muita energia mental preciosa, em torno de quase quatro horas por dia, com a televisão – uma das melhores maneiras de deixar o cérebro flácido.

"Seu cérebro foi desenhado para ser estimulado pelos cinco sentidos", diz Katz, que acredita que as interações sociais com as outras pessoas estejam entre as melhores maneiras de exercitar o cérebro. Daí, a importância de criar rede de relações.

Katz observa que é também importante a manutenção de um estilo de vida saudável, para ajudar a minimizar o risco de problemas do cérebro, tais como derrame.

Usar o cérebro de maneira criativa significa ir mais além das fronteiras e dos limites e autobloqueios atuais. A inovação é sempre o que nos move para o caminho de novas idéias – e é esta a proposta dos exercícios da ginástica cerebral, criados e resgatados por Paul Dennison, como ferramenta potencializadora da aprendizagem. A redescoberta do prazer e da alegria de aprender pode estar em perguntas simples, como: o que hoje eu aprendi que ontem não sabia? O que hoje fiz de forma diferente?"




Autoria: Regina Drumond
www.communitate.com.br/criatividade/ginastica-cerebral-ferramenta-para-potencializar-a-aprendizagem


Imagem:
http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutrição/79...


"Cérebro À Prova de Envelhecimento"








"A história das freiras de Mankato


David Snowdon, investigador e neurologista da Universidade do Kentucky, descobriu-as em 1986 e envolveu-as num estudo de dez anos para determinar as causas e prevenção da doença de Alzheimer, entre outras complicações cerebrais associadas ao envelhecimento. É que no convento da cidade de Mankato, nos Estados Unidos da América, apesar da idade média ser de 85 anos, as irmãs pareciam protegidas contra este tipo de doenças. Não bebiam, nem fumavam e mantinham-se mentalmente ativas: algumas delas ainda eram professoras.


Neste estudo promovido pelo National Institute on Aging, as freiras aceitaram doar o cérebro para investigação, após a sua morte. Entre as conclusões, revelou-se que embora algumas delas apresentassem sinais patológicos da doença de Alzheimer, poucas tinham sintomas ou desenvolviam a doença mais tarde.


Veio a comprovação científica para a expressão que circulava nos corredores de Mankato: "cérebro desocupado é morada do diabo".



1 - Siga uma dieta saudável

Ou seja, uma dieta rica em ácidos gordos ómega 3, proteínas, antioxidantes, frutas, vegetais e vitaminas do complexo B. Evite gorduras saturadas e tenha sempre, pronto a usar, "reservas" de hidratos de carbono.

Cientistas do MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts, revelaram que os hidratos de carbono, ajudam a estimular a produção de serotonina no cérebro, hormônio responsável pela regulação do humor e presente em menor quantidade nas mulheres. O estudo realizado mostrou que este consumo é mais eficaz quando acompanhado de pouca ou nenhuma proteína (esta parece impedir a produção da hormona).



2 - Mantenha-se mentalmente ativo

Ler, aprender uma língua nova, ter aulas de dança ou pintura são exemplos de hobbies mentalmente estimulantes em qualquer idade e ajudam a manter-se intelectualmente desperto(a). Tudo menos ficar no sofá a ver televisão.

Manter-se mentalmente activo passa por exercitar os neurónios. E para isso, basta quebrar a rotina, defendem os autores americanos do livro "Mantenha o seu cérebro vivo", com simples alterações do dia-a-dia, como escovar os dentes com a mão a que não estão habituados a fazê-lo. Com as atividades rotineiras acabamos por utilizar apenas uma parte ínfima do nosso potencial cerebral. Por isso, ao modificar a forma como costumamos fazer uma coisa (treinando o ambidestrismo, por exemplo) vai implicar que os neurónios tenham que se adaptar a um novo cenário e isso estimula a produção de neurotrofinas – importantes no crescimento das células nervosas. Aquilo a que os autores Lawrence Katz (professor de neurologia) e Manning Rubin chamam de exercícios neuróbicos.



3 - Faça exercício regular

Indispensável para quem quer ficar em forma, tanto física como mentalmente. O exercício melhora a circulação e coordenação motora, ajuda a prevenir o risco de demência, AVC ou diabetes. Sessões de yoga contribuem para melhorar a acuidade mental. Vários estudos comprovam que as pessoas que praticam exercício regularmente apresentam um menor risco de vir a sofrer da doença de Alzheimer.

John Ratey, neuropsiquiatra americano e professor de psiquiatria da Escola Médica de Harvard, costuma dizer "que fazer exercício é como tomar um prozac no momento certo". Descreve o especialista ao site de investigação médica web med, que a actividade física é realmente para o cérebro, não para o corpo. Afeta o humor, a vitalidade, o estado de alerta e os sentimentos de bem-estar. O autor do livro que aborda os impactos dos avanços da mente sobre a qualidade de vida - "Cérebro – um guia para o usuário" - explica que depois de jogar futebol, o cérebro está mais disposto a aprender. "O exercício aeróbico e o treino são como adubo para o cérebro".


Especialistas apontam-no ainda como benéfico no combate dos sintomas de DDAH (Desordem por Défice de Atenção com Hiperactividade), que afecta a concentração e atenção nas tarefas.



4 - Saia de casa

Ter vida social é muito importante para preservar a saúde mental. Passar tempo com os amigos e a família, fazer voluntariado ou viajar são actividades que protegem da solidão e demência, sobretudo na 3ª idade.

"A fórmula da felicidade" estudada pelo psicólogo e professor da Universidade de Illinois, Ed Diener, foi transmitida o ano passado num documentário televisivo da BBC2: é mais feliz quem tem mais e melhores amigos. Mas também há estudos realizados que traduzem os índices de felicidade proporcionados pelas relações sociais, em anos de vida. De acordo com uma pesquisa realizada durante dez anos (1992-2002), pelo Centre for Ageing Studies, Flinders University, Austrália, os amigos são essenciais para a sobrevivência e podem ter um papel ainda mais importante que a própria família, de acordo com Gynn Giles, uma das investigadoras que publicou o estudo no Journal of Epidemiology and Community Health (http://jech.bmj.com). Além de beneficiar a auto-estima, a amizade pode influenciar hábitos saudáveis de vida.



5 - Durma o suficiente

Habituar-se a não dormir o suficiente ao longo da vida pode ter um impacto muito negativo a longo-prazo, provocando irritabilidade, cansaço excessivo e falta de concentração constante. Além disso, as pessoas que dormem pouco têm mais tendência a engordar.

"Para envelhecer com sucesso precisa de dormir bem"

Edward Schneider, Universidade Califórnia, Los Angeles em Campodimele, conhecida como "a aldeia da eterna juventude", no Sul de Itália, onde é natural andar de vespa aos 90 anos, as pessoas dormem uma sesta de duas horas todas as tardes e, de acordo com um estudo da Universidade de Roma, seguem os seus relógios internos, deitando-se pouco depois do crepúsculo e levantando-se ao nascer do sol: dormem em média oito horas por noite.

6 - Aprenda a lidar com o stresse

O stresse não tem de ser obrigatoriamente mau; pode até ser benéfico, se constituir um estímulo físico e mental. Em contraponto ao ritmo diário, experimente actividades antistresse como o yoga ou o tai-chi, que possam ajudar a lidar melhor com as injecções quotidianas de adrenalina.

Se por um lado, informações novas estimulam o cérebro, em excesso podem ter um efeito contrário. "A abundância de dados gera stresse, porque exige um tempo de que não dispomos para lidar com eles, e se o stresse agudo até é bom para as sinapses (ligações entre neurónios), o crónico destrói a memória de curto prazo", explica em entrevista on line (A Folha), a neurocientista brasileira Suzana Herculano-Houzel, formada pelo Instituto Max-Planck de Pesquisa do Cérebro em Frankfurt, na Alemanha, e autora do "Cérebro em Transformação".



7 - Cuidado com os traumatismos

As lesões no cérebro estão directamente associadas ao risco de demência, daí a importância de simples medidas como usar capacete e cinto, quando andar de bicicleta e carro respectivamente. Atenção redobrada nas crianças.


Quem é que manda aqui? Nas emoções de fome, apetite, alegria ou tristeza.


É o cérebro que regula estas funções e interpreta os sinais emitidos pelo organismo e pelo exterior. Os danos cerebrais podem prejudicar a sensibilidade/resposta do cérebro a determinados estímulos.


Dois Hemisférios

O cérebro é composto por dois hemisférios (responsáveis pela inteligência e raciocínio): ao esquerdo corresponde o pensamento lógico; ao direito o pensamento simbólico e a criatividade.

Sabia que… O hemisfério esquerdo controla o lado direito do corpo e vice-versa.


8 - Controle a sua saúde

Manter o peso adequado, fazer exercício, seguir uma dieta equilibrada ou controlar o stresse, são indicações gerais que reduzem o risco de doenças que afectam o cérebro, como a diabetes, as doenças cardiovasculares e hipertensão.

Sabia que o cérebro também come? Foi o tema e a conclusão principal do Simpósio realizado no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, no passado mês de Janeiro. A iniciativa mostrou como o desenvolvimento cognitivo nas crianças é tão importante como o seu desenvolvimento físico e "aprovou" um conjunto de nutrientes essenciais para pôr o cérebro a funcionar. A nutricionista Helena Cid apresentou o menu:



DHA: ácido gordo que se encontra naturalmente no leite materno e no peixe gordo (como a sardinha e salmão) e é tão importante para o cérebro das crianças como o cálcio para os ossos. Colabora no crescimento e desenvolvimento dos neurónios: as ligações cerebrais precisam de ser constantemente reparadas com ácidos gordos.


Doses: 200mg (0,2g) de EPA+DHA através do peixe; 150 a 200mg para crianças a partir dos 6 meses até adolescentes com 18 anos.



ALA: ácido gordo essencial da família dos ómega 3 importante para o desenvolvimento. Ao contrário do DHA e do EPA, o nosso organismo não consegue sintetizá-lo.


Por isso, recomenda a nutricionista, para alimentar o cérebro com ALA, temos de introduzir frutos secos nas refeições e temperar a comida com óleos vegetais.



Vitaminas Complexo B: estão presentes na gema de ovo, leguminosas, carne e hortaliças verdes. Ajuda na formação de dois neurotransmissores do cérebro e na consequente comunicação entre neurónios. Como o desenvolvimento das ligações cerebrais acontece nos dois primeiros anos de vida, salienta Helena Cid, estas preocupações devem vigorar ainda na gravidez.



9 - Evite hábitos pouco saudáveis

Anote: fumar, consumir drogas, álcool e gorduras (saturadas/trans) em excesso aumenta significativamente o risco de doenças degenerativas do cérebro.

É possível associar o alcoolismo a danos físicos no cérebro, de acordo com um alerta do National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (EUA). As maiores lesões observadas parecem estar localizadas no córtex do lobo frontal, relacionado com as funções intelectuais. E têm tendência a aumentar com a idade, pelo menos nos homens. Mas estas lesões têm também sido observadas em regiões mais profundas do cérebro, como o cerebelo que ajuda a regular a coordenação e o equilíbrio. Estes estudos têm contribuindo assim para estabelecer relações entre álcool e comportamento: é provável que se acentue o desequilíbrio em alcoólicos de idade avançada. Mas tão ou mais importante, é que também têm somado pontos na recuperação. Investigadores do Center for Alcohol Studies, Universidade do norte da Carolina, sugerem (http://alcoholism.about.com, 2006) que as terapias que exercitam as partes do cérebro danificadas por elevado consumo de álcool, juntamente com suplementos de tiamina, podem promover o crescimento do cérebro (sabe-se que o tamanho do cérebro dos alcoólicos diminuiu) assim como ajudar a recuperar da adição. Os cientistas acrescentam que talvez aquilo que determina o alcoolismo está relacionado com a sensibilidade do cérebro às lesões causadas pelo álcool.



Lembre-se dos seus genes

A hereditariedade é difícil de controlar, mas não impossível. Se tem antecedentes familiares de doenças degenerativas, questione o seu médico sobre a melhor forma de as contrariar.

Revolução genética

O estudo internacional publicado o mês passado na revista Nature Genetics envolveu investigadores alemães, americanos, italianos, japoneses, entre outros, que durante cinco anos analisaram o ADN de mais de seis mil pessoas. Os cientistas identificaram mais um gene (SORL1) que poderá aumentar o risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Esperança para doentes de Alzheimer

Cocktail dietético

O cocktail foi "servido" pelos investigadores do MIT no passado Simpósio da International Academy of Nutrition and Aging (edição 2006): ácidos gordos ómega 3 e dois outros compostos normalmente presentes no sangue, uridina e colina, podem atrasar o declínio cognitivo associado à doença de Alzheimer. Todos eles são necessários aos neurónios para a produção de fosfolípidos (componentes das membranas celulares) e de acordo com os investigadores, se os resultados desta suplementação obtidos em ratos se estenderem aos humanos, este tratamento poderá oferecer, não uma cura, mas um tratamento a longo prazo. A boa notícia é que esta receita provocou um aumento das membranas que formam as sinapses celulares (onde as mensagens entre as células são transmitidas) e cujos danos estão associados à demência característica na doença de Alzheimer.



Música neurológica

Faz parte das 10 recomendações do Centro Português de Neurofitness (Instituto da Inteligência) para alcançar a chamada potência cerebral/mental óptima: ouvir música neurológica, ou seja, música instrumental ou coral, cujo ritmo, andamento e harmonia atinja todos os níveis da consciência e do inconsciente a fim de repor o equilíbrio da energia psíquica. O Instituto sugere música New Age e outras como Chariots of Fire, de Vangelis, Symphony in C, de Bizet ou Symphony Nº4, de Mahler e disponibiliza-se para fornecer gratuitamente uma lista completa aos interessados".




(Mais em www.institutodainteligencia.net)


"Revista Performance" N.º 63 - Fevereiro 2007


Imagem:
www.revistapilates.com.br